O que ando a beber...

Comente quais as suas cervejas preferidas, aquelas que menos gosta, as suas qualidades, defeitos e características.
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sexta nov 02, 2012 19:25

Levrette Cherry

Cerveja elaborada na belga Haacht mas com o conceito desenvolvido em França pela Beer Market. Aliás, conceito é tão importante nesta cerveja como o próprio conteúdo. O objectivo da empresa é criar uma ideia e em seguida ligá-la a uma cerveja. O site da companhia, muito colorido e animado, explica um pouco o que se pretende: http://www.i-love-ret.com/

Felizmente que, ao contrário do que acontece em muitas situações, não nos ficamos apenas por um conceito. Podemos mesmo falar numa cerveja. Nos ingredientes temos malte de centeio, trigo, sumo de cerejas (25%), fructose, edulcorante (acesulfame k) e aromas. 3,5% ABV.

Cerveja de cor vermelha com uma bonita espuma rosa, com boa retenção e que deixa um extenso laço belga no copo. No aroma, e sem surpresas, cereja, não excessivamente intenso ou falso, apenas presente. Igualmente alguma levedura. Sabor? Cerejas. E amêndoa amarga. Falta a acidez típicas das Lambic mas esta cerveja nunca se desconjunta. O final é agradável, prolongado e nunca parece artificial. Uma boa cerveja de sobremesa, nada enjoativa ou aborrecida.

Aparência: 8/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 7/10

Total: 6,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sexta nov 02, 2012 19:43

Page 24 à la Rhubarbe

A uma base Bière de Garde adiciona-se sumo de ruibarbo. Qual o resultado? Esta Page 24 da francesa Brasserie Saint-Germain. E o nivel de sucesso? Bem, como até à data praticamente desconhecia o sabor do ruibarbo, excepção feita a umas tarteletes que comprei há uns tempos atrás no IKEA, não me posso pronunciar profundamente sobre o resultado da adição do sumo dessa planta a uma cerveja. Como cerveja em si... mais ou menos. Uma coisa é certa: é uma cerveja diferente!

Cerveja dourada, com uma espuma branca pouco consistente e persistente. Aroma ácido, similar a uma sidra, com notas frutadas. A ruibarbo? Eventualmente. Na boca é ligeiramente efervescente, também ácida e novamente notas frutadas (talvez o mais parecido seja algumas variedades de pera). Final curto, corpo leve. Uma cerveja estranha, ainda que não desagradável, que nem permite avaliar a base Bière de Garde. Uma curiosidade.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 5,75/10

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Mensagempor bmxutos » domingo nov 04, 2012 23:06

Blanche de Tubize

A caminho do meu rating 250 aqui no fórum. E nesse percurso tem havido muitas Wits. Hoje foi mais uma, a Blanche de Tubize, da Brasserie de Tubize mas elaborada na De Proefbrouwerij.

É uma Blanche muito levezinha, com as características inerentes ao estilo mas todas elas com pouca intensidade. Cor amarelo pálido, espuma branca volumosa mas pouco consistente, ainda que com mediana retenção. Ligeiramente turva.

O aroma é agradável mas subtil, com citrinos e levedura. O corpo é muito aguado e sensaborão. Notas de citrinos, trigo e acidez muito ligeira. Final curto e pouco acentuado.

Uma Wit leve, que não incomoda mas que também não traz nada de novo ao estilo.

Aparência: 6/10
Aroma: 610
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 5,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 04, 2012 23:20

Vedett Extra White

Já tinha bebido a Vedett Blonde e apesar do total não ter sido por aí além (5,25/10) revelou-se uma Pale Lager bem razoável. Estava à espera do mesmo desta Wit, mas este produto da Duvel Moortgat foi uma excelente surpresa. Uma definição muito conseguida do que deve ser uma Wit.

Cerveja amarelo extremamente claro, espuma branca volumosa com baixa retenção. Carbonatação média. Uma aparência absolutamente Wit. Também no aroma e no sabor se revela uma autêntica Wit, bem conseguida. Final seco e aromático, aroma a citrinos e coentros, sabor com tangerina, especiarias, pimenta. Corpo leve.

Uma excelente Wit. A apontar o corpo ligeiramente aguado, o que no entanto a torna numa cerveja bem saciante e refrescante.

Aparência: 8/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 7/10

Total: 7,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 04, 2012 23:35

’t Hofbrouwerijke Hofblues

Acho que é a minha primeira cerveja desta companhia belga - ’t Hofbrouwerijke - e logo por cima uma Stout. Como sabem, este estilo não predomina na Bélgica ainda que os exemplares que já experimentei tenham sido bastante agradáveis.

Cerveja castanho escura com uma bonita espuma beige. Aroma a cereais torrados, caramelo. No sabor novamente cereais torrados, chocolate negro, café. Final prolongado e com algum amargor. Numa prova cega nunca diria que se tratava de uma cerveja belga.

Aparência: 7/10
Aroma: 8/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 7/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor canecao » segunda nov 05, 2012 18:27

bmxutos Escreveu:Page 24 à la Rhubarbe

A uma base Bière de Garde adiciona-se sumo de ruibarbo.


Ruibarbo!!!??? (WLNL))


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor barbas » domingo nov 11, 2012 1:30

Destaques "du jour":

Smuttynose Shortbatch #11 Vunderbar - Esta imagem devia acompanhar a definição de delicadeza no dicionário (se nos abstrairmos do rótulo está claro...)

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Lagunitas New DogTown Pale Ale - Tenho de arranjar uma desculpa para ir à Califórnia. Estes tipos fazem cerveja a sério (Love)

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Menção honrosa: Brooklyn Blast - Ahtanum, Simcoe, Willamette, Centennial, Palisade, East Kent Golding, Northdown, Challenger e Fuggle. Preciso de dizer mais alguma coisa?

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Abraço

Fernando


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 18, 2012 16:17

La Choulette Framboise

Fruit Beer da francesa La Choulette. Com 9% de sumo de framboesas, adição de aromas e um teor alcoólico de 6%.

De cor vermelho claro, ligeiramente turva, espuma branca não muito volumosa ou duradoura. É uma cerveja pouco doce e muito pouco encorpada. Diaria mesmo que nos aproximamos perigosamente de uma água carbonatada, com algum álcool e aroma e sabor a framboesa. Infelizmente não se retira muito mais desta cerveja. Não é desagradável mas não me impressionou.

Aparência: 5/10
Aroma: 5/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 18, 2012 16:34

Meteor Bière de Noël

Já há muito tempo que não bebia uma cerveja assim. Lembro-me de há alguns anos estas cervejas, tipo Strong Lager, estarem muito em voga na Europa. Felizmente que cairam um pouco no esquecimento.

A versão da francesa Meteor para uma cerveja de Natal foge completamente aos parâmetros a que estamos acostumados para cervejas desta época festiva que sejam provenientes da Bélgica, por exemplo. Logicamente a começar pelo estilo.

Garrafa verde de 25cl, rótulo alusivo à época, teor alcoólico de 5,8%. Acima de tudo é uma cerveja excessivamente doce, mas de um doce artificial, tipo aspartame.

De cor dourada, límpida, espuma com algum vigor, ajudada pela forte carbonatação inicial. Sem laço. No aroma algum malte, biscoito. Na boca o destaque tem de ir para o caráter falso do doce, que infelizmente se sobrepõe às notas frutadas. Resquícios de químicos, sabão no final. E doçura. Nope, não convence.

Aparência: 5/10
Aroma: 5/10
Sabor: 4/10
Palato: 3/10

Total: 4,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 18, 2012 16:57

Cnudde Bizon

A minha primeira cerveja desta companhia belga. Na verdade, como só parece produzir duas cervejas, já não me falta muito para experimentar todas :D .

Não obstante a companhia é já antiga, tendo sido criada em 1919. Curiosamente, o negócio familiar, e que ainda subsiste, é na área da produção de cerejas. A elaboração de cerveja veio posteriormente. E portanto nada de mais natural do que produzir uma Oud Bruin com ares de Kriek.

A Bizon é uma cerveja produzida uma única vez por ano, pelo que não é fácil de encontrar. A minha era uma garrafa de 25cl, com um rótulo vermelho pouco atraente e muito pouco informativo. Ingredientes e 5,5% ABV é o que retira.

Cerveja de cor castanho com tonalidades vermelhas, espuma com média formação e média retenção, cor beige e com boa cremosidade. No aroma notas vínicas, cereja, caramelo. Não muito intenso mas ainda assim mais assertivo do que o sabor, novamente com presença de cereja, ligeira acidez e alguma adstringência. É uma Oud Bruin muito suave e simples. O aroma fazia esperar que fosse mais intensa no palato, mas tal não aconteceu.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo nov 18, 2012 17:26

Bellerose

Cerveja elaborada pela francesa Brasseries Des Sources, é daqueles produtos que nos traz novamente para a versão clássica do que a maioria dos portugueses pensa ser uma cerveja: loura, com espuma branca, algum amargor, refrescante. A única diferença desta Bellerose para esse conceito? Ligeiramente mais alcoólica do que as cervejas nacionais, com 6,5% ABV, fermentação alta e um aroma e amargor ligeiramente mais cuidados. Leiam agora a descrição comercial da empresa relativamente a sua cerveja:

"Bellerose is a Top fermented beer made with 3 hops from 3 different continents by Brasseries Des Sources (Brewery of the Springs). A mix between French "bière de Garde" and IPA with distinctive aromas of citrus & litchi with a hoppy but refreshing aftertaste ! After less than one year of brewing, this beer have won three medals in prestigious beer Comeptition and was elected as the "Best Ale over 5% in the UK" at the International Beer Challenge of London 2011!"

IPA? Bière de Garde? Lichias? Devo estar constipado...

Ainda assim não deixa de ser uma cerveja capaz para aquilo que pretende ser. Cerveja dourada, quase límpida, espuma branca com média formação e média retenção. Aroma a levedura, algum lúpulo, citrinos. Sabor com notas do cereal, levedura, ligeiras especiarias. Pareceu oxidada. Quase sem amargor no final.

Os três tipos diferentes de lúpulo pouco ou nada fazem por esta cerveja. Muito neutral, leve, com pouco para oferecer.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 5,5/10

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Mensagempor bmxutos » domingo nov 18, 2012 17:50

Negra Modelo

A famosa Negra Modelo. Famosa talvez por ser do mesmo fabricante da Corona, por ter uma aparência muito caraterística ou por ter caído no goto das pessoas, não sei. O que sei é que há Viennas muito mais capazes no mercado e que nem chegam aos pés da Negra em termos de notoriedade. É a vida.

Deixando pois de lado a questão do marketing, estamos em presença de uma cerveja que, não fora a proveniência, seria muito comum. Passo a explicar. Se a Negra fosse produzida na Alemanha, era uma Vienna banal e por certo alvo de muitas críticas. Como é proveniente do México, país do qual não se tem grandes expetativas quanto à qualidade das cervejas, torna-se bem mais fácil elogiá-la.

Pessoalmente acho-a uma cerveja bem ordinária. Muito aguada, com notas do cereal torrado bastante vagas, caramelo qb...

Cor castanho, espuma média com alguma retenção. Aroma muito vago ao cereal torrado; pouco mais. No sabor algum caramelo, ausência total de acidez, malte. Bebe-se e passa-se à seguinte.

Aparência: 6/10
Aroma: 5/10
Sabor: 5/10
Palato: 4/10

Total: 5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quinta nov 22, 2012 22:10

Para hoje: t'Smisje Dubbel

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Boa noite e boas cervejas.


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 14:48

La Choulette Ambrée

Esta Ambrée da francesa La Choulette é uma boa Bière de Garde, daquelas cervejas que ainda sabem melhor nesta época de chuva e frio, com uma boa base de malte, álcool já respeitável (8%) e aromas frutados a acompanhar. Uma bebida para todos os amantes do malte!

De cor âmbar, apresentou uma espuma com média formação, cor creme, com alguma retenção e cremosidade. O caramelo e o malte dominam no nariz, acompanhados por notas frutadas, em especial, passas/ameixa seca. No sabor novamente o malte. Ressalve-se que não estamos em presença de uma cerveja xaroposa. O lúpulo é pouco proeminente mas a cerveja mantém-se equilibrada e com bom corpo. Já disse que é uma cerveja com carradas de malte? Ah, ok.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 15:07

Cuivrée de Mormal

A minha última viagem a França rendeu-me algumas boas cervejas, em especial umas Bière de Garde que começo agora a experimentar. É o caso de mais esta, a Cuivrée de Mormal, da Brasserie Theillier. Uma coisa que notei na maioria destas cervejas de micros francesas é a falta de atenção para com a aparência da carica: todas de uma única cor e sem desenho. Uma pena para os colecionadores. O mesmo caminho seguem os rótulos, pouco informativos e de estética minimalista.

Quanto à cerveja em si, não andou muito longe da anterior, a La Choulette. Menos malte, mais clara, mas também uma cerveja conseguida e equilibrada.

De cor âmbra claro, espuma branca densa. Algumas notas metálicas iniciais que rapidamente se dissipam dando lugar ao malte, caramelo, frutos secos, pimenta. Lúpulo inexpressivo. O sabor repercute praticamente o que se sente no aroma. Corpo médio e carbonatação viva. Esconde muito bem o teor alcoólico. Uma Bière de Garde competente.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 15:59

Kameleon Donker

Outra companhia que estreio, desta vez a micro belga Brouwerij den Hopperd. A Kameleon Donker é uma Belgian Ale bio. Sobre o facto de ser bio pouco se pode acrescentar, pois o rótulo é ainda mais artesanal do que a cerveja. 6% ABV e sigamos já para a cerveja.

Um produto ainda muito rudimentar, a necessitar de desenvolvimento e de mais cuidado na elaboração. A base até é razoável mas os esforços são minados por um qualquer problema na desinfeção, que perpassa para o sabor.

De cor âmbar escuro, espuma branco-sujo com pouca retenção. No aroma é ligeiramente doce, com notas maltadas e a frutos vermelhos. No sabor o cereal parece mais torrado, com ligeira acidez mas pouco mais. Alguma falta de complexidade e as já mencionadas notas a cloro. Final seco, corpo algo aguado.

A companhia precisa de trabalhar um pouco mais esta cerveja. Os ingredientes parecem estar lá mas a combinação e a concepção não estão conseguidos.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 5,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 16:31

La Saint-Pierre Fortwenger

Elaborada pela francesa La Saint-Pierre, leva na sua composição lúpulo da Alsácia e pain d’épices. E o que é isso? Também não sabia mas o wikipedia esclarece-nos: http://en.wikipedia.org/wiki/Pain_d'%C3%A9pices

Fortwenger é, aliás, uma marca tradicional na produção de pain d’épices: http://www.fortwenger.fr/

Espera-nos portanto, em teoria, uma cerveja com especiarias. Ao abrir fez algum gushing e ao servir apresentou-se muito lamacenta e com um excessiva carbonatação, que se mantém, ainda que em menor dose, ao longo da prova o que contribui para a manutenção de uma ligeira camada de espuma.

De cor castanho claro, o aroma é acido apesar da presença notória de malte. O sabor é desconcertante, pouco equilibrado e com uma acidez que não é acompanhada por notas frutadas, do malte ou sequer do gengibre. Aliás, para uma Lebkuchenbier estranha-se a ausência do gengibre. Final seco e ácido. Uma cerveja mal conseguida.

Aparência: 5/10
Aroma: 5/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 16:46

Huardis

Witbier produzida pela Nieuwhuys, um brewpub em Hoegaarden - Bélgica, mostrou-se muito bem conseguida e representativa do estilo.

Característica cor amarelo-pálido, turva, com volumosa espuma branca, pouco densa mas com retenção suficiente. Carbonatação muito fina e média-alta. No aroma citrinos, alguma levedura, maçã verde e cereal. No sabor novamente notas cítricas, especificamente laranja, especiarias, acidez ligeira. Final frutado e prolongado.

Uma Witbier bem agradável, clássica, refrescante.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2012 17:31

De Molen Heen & Weer

Não sou propriamente um entusiasta das cervejas da De molen. São, sem sombra de dúvidas, boas cervejas mas faltam-lhes sempre qualquer coisita para serem excepcionais. Mais uma vez passou-se isso com esta Heen & Weer.

É uma cerveja bem encorpada, algo doce, com notória presença de álcool (9.5%) e baixo amargor.
Apresentou cor castanha, com tonalidades vermelhas, espuma beige com fraca retenção. No aroma há malte, açúcar caramelizado e caramelo, sensações que se repetem no sabor, a que somaria especiarias e ligeiro solvente. Não é uma má cerveja, obviamente, mas o perfil talvez não seja o mais adequado ao meu gosto.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor nogueiraf » quinta dez 06, 2012 14:09

Ora cá vai
Vadia Pilsner

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Bebe-se bem, mas a de trigo deles é de cair a desejar mais (Love)


Filipe Nogueira

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quinta dez 20, 2012 19:38

Signature by Cyril Fonchy

Mais um projeto que parte de um conceito para posteriormente se chegar à cerveja. Podem apreciar os pressupostos do projeto aqui: http://sign-ature.org/

Também é interessante lermos a descrição comercial feita pelo próprio mestre-cervejeiro: "Cyril Fonchy, brewer : For my first batch as a pro, I wanted to create a beer which resemble me, but could also please everybody. As a gourmet chef, I have been looking for original raw materials. I played on texture and aromas for this Imperial Stout. My aim was to obtain a creamy product with a rather light level of alcohol. Without pretention, I first wanted to prove to the beer world that we can play with texture and aromas without raising the level of alcohol. To do so, I realized a beer using specific malts and I decided to associate with an original hopping of the Japanese Sorachi Ace. And I’m not done! It is subtly balanced by an infusion of vanilla sticks I deliberately aged in bourbon whiskey".

E lá está, como diz e bem o criador, estamos na presença de uma Imperial Stout; não uma Sweet Stout como a classificaram no ratebeer ou então uma Bière Brune, como a definiram muito vagamento no próprio rótulo. Não obstante é uma Imeprial Stout suave, quer em aroma/sabor, quer em teor alcoólico (6% ABV).

O projeto Signature é uma ideia original de H. Tihianine e este batch ficou a cargo de Cyril Fonchy, tendo a sua realização sido efetuada na Brasserie du Pays Flamand.

Como referi é uma Imperial Stout suave, ainda assim com as caraterísticas inerentes ao estilo bem presentes: bem encorpada, malte torrado em doses acentuadas, ésteres frutados (passas, ameixas secas), alguma proeminência final do álcool a par de uma ligeira acidez decorrente do cereal torrado. Amargor não muito intenso mas ainda assim a equilibrar a cerveja. É uma Imperial Stout boa para se começar no estilo.

Aparência: 7/10
Aroma: 8/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 7/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quinta dez 20, 2012 20:01

Jacobins Passion Max

Lambic-Fruit produzida pela belga Bockor, que tem nesta designação comercial Jacobins um dos seus porta-estandartes. Para além das habituais kriek e framboise têm também esta versão, a passion, de maracujá. Bom, na verdade a adição não é puramente de maracujá. Ele está lá, a par de outros frutos exóticos que compõem os 25% de teor mínimo de sumo que são adicionados a esta cerveja. Lá como cá o maracujá está caro... Para além dos ingredientes normais temos outros que são, também eles, muito comuns nestas cervejas Lambic-Fruit comerciais: frutose, acesulfame K e aromas.

Garrafa de 25cl, rótulo simples mas que serve bem para o efeito. Contra-rótulo com algumas informações, nomeadamente ingredientes e teor alcoólico: 3,2%.

Uma cerveja-refrigerante, muito fácil de beber, especialmente se estiver bem fresca. Não se tornou sticky, enjoativa, e os aromas e sabores, ainda que muitos deles falsos, deram um caráter jovial e exótico a esta bebida. Claro está que a parte Lambic ficou um pouco esquecida, com pouca acidez presente. Mas o ser Lambic é, para a Jacobins, apenas um meio para se atingir um determinado fim. E para o segmento que esta cerveja almeja o resultado é conseguido. Obviamente que os cervejólogos mais tradicionalistas se devem abster de beber refrigerantes alcoolizados destes.

Nota final: para senhoras que gostem pouco do sabor tradicional da cerveja e mesmo algumas crianças já mais crescidas - adolescentes, digamos -, esta pode ser uma boa opção.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quinta dez 20, 2012 20:57

Préaris Quadrupel

Quadrupel da microcervejeira belga Préaris, uma client brewer na De Proefbrouwerij. Para além desta cerveja produzem apenas mais uma Blond.

As Quadrupel não são produtos fáceis, para o produtor entenda-se. De facto, a expetativa dos consumidores relativamente a uma Quad é sempre elevada e nem todas as cervejas têm que ser excecionais. Há umas que são apenas boas ou decentes. Portanto, elaborar uma QUad é sempre um desafio para o mestre-cervejeiro.

De cor castanho escuro, espuma volumosa inicialmente, creme, com mediana retenção. As primeiras notas no nariz são ao álcool, ao que se seguem o caramelo, malte torrado, especiarias. Tem qualquer coisa de natalício, o aroma desta cerveja. É encorpada e com bom teor alcoólico - 10%. Na boca é doce, com uma boa dose de malte, especiarias e frutos secos tipo passas. Ponto negativo? Melaço no sabor. Não sou apreciador e esta tinha-o bastante. O álcool é novamente presença notada. O final é algo suave/ligeiro para uma Quad.

Uma boa cerveja mas como Quad precisa de algum desenvolvimento.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 7/10

Total: 6,75/10

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Mensagempor bmxutos » quinta dez 20, 2012 21:30

Thornbridge Tzara

Uma Kolsch que não é uma Kolsch. Porquê? Porque Kolsch é uma designação de origem controlada, conforme as condições estabelecidas pela Associação dos Cervejeiras de Colónia, Alemanha. Esta cerveja é produzida pela inglesa Thornbridge e é, portanto, uma Koln Style Beer. Pormenor nada despiciendo.

O contra-rótulo é à inglesa (ou pelo menos da maioria das inglesas), com muita história e informação. Teor alcoólico de 4,8%; maltes: extra light German Pils, Cara Pils, trigo; lúpulos: Perle, Tettnanger, Mittelfruh. Não pasteurizada e não filtrada. Esta é uma cerveja híbrida, fermentada como uma Ale mas maturada como uma Lager.

As Kolsch são cervejas bastante particulares. Muito subtis, leves, quase etéreas. E, por consequência, mais um estilo difícil de elaborar.

Cerveja de cor âmbar claro, ligeiramente turva, espuma volumosa, branca, com boa retenção. O aroma é rico em maltes e lúpulos nobres, ligeiramente floral e subtil. No sabor o caráter do malte é mais intenso, assim como o amargor do lúpulo, que conduz a um final algo curto mas seco. Corpo leve, carbonatação média a elevada.

Uma Kolsch bem agradável, com forte atenuação, a respeitar os padrões do estilo.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,75/10

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Mensagempor bmxutos » quinta dez 20, 2012 22:27

Bittere Waarheid

Cerveja belga produzida pela Brouwerij Het Alternatief nas instalações da Picobrouwerij Alvinne. Por acaso tenho tido más experiências com as cerveja da Alvinne, a ponto de ter dito que não as provaria novamente durante algum tempo. Espera-se que a localização da produção não afete a qualidade final do produto.

Outro pormenor antes de iniciar a prova propriamente dita: a qualidade do rótulo. Péssima. A fazer lembrar o que de pior vem fazendo a De Molen. Informa-nos pelo menos que tem 11% ABV, cor 12 EBC, amargor 100 EBU, estilo Triple IPA.

E de facto é uma Triple IPA ou algo que se assemelhe. Tem o distinto caráter da levedura belga, notas a especiarias e elevado teor alcoólico. E depois tem a parte IPA, que se sente no elevado amargor desta cerveja. Elevado e desequilibrado, na minha opinião. Aliás, o que se destaca mais nesta cerveja é o álcool, o amargor e a levedura belga, por esta ordem. E um final seco, muito seco e amargo. Falta-he algum corpo e algum malte. E o lúpulo está notoriamente agressivo, a necessitar provavelmente de uma outra variedade.

É uma cerveja diferente, diria mesmo estranha, que não enferma dos defeitos experimentados na Alvinne mas que peca, no entanto, por alguma radicalização do aspeto IPA do conceito.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 6/10

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Mensagempor bmxutos » sexta dez 21, 2012 12:23

Ouessane Bière aux Algues

Cerveja elaborada com algas. Não é uma novidade - veja-se uma entrada antiga neste tópico sobre a Kelpie Seaweed Ale - e o que fica por provar é se essa inclusão traz alguma relevância para o produto final.

Esta Ouessane, elaborada pela francesa Brasserie des Abers, leva na sua composição algas e especificamente uma: wakamé. Esta alga pode ser encontrada, por exemplo, nas sopas japonesas miso e é considerada uma das 100 piores espécies invasoras pela Global Invasive Species Database. Ou seja, estamos a auxiliar a ecologia ao bebermos esta cerveja, ajudando a erradicar a espécie... :roll:

Como cerveja... é muito neutral, sem qualquer perceção das ditas algas, a deixar a desejar.

Garrafa de 33cl castanha, rótulo bonito mas muito pouco informativo. Sem contra-rótulo ou gargantilha. 5% ABV. Quanto ao conteúdo, não se pode dizer muito. Cerveja de cor amarelo escuro, quase âmbar, límpida, pouca coisa se passa ao nível da espuma. O aroma é doce, com malte, caramelo e mel. Na boca é inicialmente metálica, seguindo-se a base de malte e um final com vegetais muito ligeiro. Uma cerveja pouco interessante, apenas a achamar a atenção pela sua composição.

Aparência: 5/10
Aroma: 5/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 5,25/10

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Mensagempor bmxutos » sábado dez 22, 2012 23:28

Trisser Verhuisbrouwerij Blonde Tripel XIV

Décima quarta versão desta cerveja belga elaborada por cervejeiros itinerantes, neste caso nas instalações da De Proefbrouwerij. Eis o conceito descrito pelos próprios: "Every brew of this recipe is marked with a roman number because these brews are made periodically and the taste changes according the age and the fermentation on the bottle. With these numbers you can easily check which brew you have. The recipe always stays the same. Versions I & II = br.DeGraal. Versions III to XI = DeProefbrouwerij. Version XIII = ’t Hofbrouwerijke. Versions XIV-XV = DeProefbrouwerij. -------------------- Wyeast Belgian Strong Ale Lagermalt Viennamalt East Kent hop Saaz hop Tomahawk hop Brewed at De Proef mainly, but also at De Graal and Hofbrouwerijke for a group of enthusiastic homebrewers, that operate a mobile homebrewery which can be seen on the road at festivals, etc."

O primeiro facto a destacar nesta cerveja é o rótulo, ou melhor, a falta dele. Os produtores encontraram uma excelente solução, esteticamente conseguida e de fácil elaboração, que evita colas, máquinas de rotulagem, etc. Acho que dá para perceber na foto em anexo. Muito engenhoso.

É uma Triple conseguida, muito straightforward. E talvez seja esse o único senão a apontar a esta cerveja. Esperar-se-ia que de um conjunto de puros cervejeiros caseiros saísse algo com mais ousadia. Mas não, é uma Triple clássica e isso nada tem de mal, antes pelo contrário.

De cor amarelo, quase laranja, turva, com uma espuma com boa formação e média retenção. No aroma notas de citrinos, levedura e alguma doçura. O sabor é similar, com maior acentuação do cereal e da levedura belga. Ligeiras especiarias. Corpo médio, carbonatação média, bastante redonda na boca.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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Mensagempor bmxutos » sábado dez 22, 2012 23:54

Felix Oud Bruin Speciaal Oudenaards

Oud Bruin da belga Verhaeghe que, na verdade, tem coisas melhores do que esta. Não é uma má cerveja mas torna-se uma Oud Bruin muito suave, indicada para quem se esteja a iniciar nas artes deste estilo muito particular.

Garrafa castanha de 25cl, teor alcoólico de 4,8%. De cor castanho escuro com reflexos vernelhos, espuma creme, compacta, com boa retenção e que deixa um laço belga no copo ao longo da prova. O aroma é muito ligeiramnete ácido, com notas de cerejas e outros frutos vermelhos. Presença notada do malte. No sabor retorna a ligeira acidez, mais semelhante a uma sidra do que propriamente a uma Oud Bruin. Repetem-se as cerejas e frutos vermelhos que conduzem a um final curto e seco. Carbonatação média e corpo leve a médio.

Como referi a Verhaeghe tem coisas mais interessantes, como por exemplo a Duchesse de Bourgogne ou a Vichtenaar. Mas para começar neste mundo de fermentações selvagens a Félix não é uma má opção. É curiosamente uma cerveja bastante similar à Bizon, da Cnudde, que revi há alguns dias.

Aparência: 7/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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Mensagempor bmxutos » quinta dez 27, 2012 21:41

Etoile Du Nord

Elaborada pela francesa Brasserie Thiriez, a Etoile du Nord é definida como uma Saison, mas durante a prova não se revelou como tal. Pareceu mais uma Belgian Pale Ale lupulada ou, já agora, uma French Pale Ale. Antes conhecida como "Frères de la Bière", é o resultado de uma colaboração entre Daniel Thiriez e John Davidson, da inglesa Swale Brewery. A Etoile du Nord ganhou uma medalha de ouro em 2011 no Festival de cerveja e whisky de Estocolmo. 5,5% ABV.

De cor dourada, com alguma floculação em suspensão, apresentou espuma branca volumosa com média retenção e foi deixando um ligeiro laço belga no copo. O aroma é maioritariamente frutado, com citrinos, maçãs verdes e algum lúpulo final. O sabor é apenas ligeiramente lupulado, com uma boa dose de malte a acompanhar. Notas de biscoito, maçãs verdes e uvas brancas. Final lupulado. Carbonatação média, bastante viva e seca na boca.

É uma cerveja interessante sem ser fenomenal. O lúpulo está lá mas esperava um pouco mais de intensidade pela própria designação comercial: "Bière blonde houblonnée".

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6/10

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Mensagempor bmxutos » quinta dez 27, 2012 22:06

Moulins d’Ascq Ambrée

Mais uma boa Bière de Garde francesa, neste caso elaborada pela Moulins d’Ascq. 6,6% ABV; ingredientes provenientes de agricultura biológica.

Doses volumosas de malte nesta cerveja, sem que se torne excessivamente doce, xaroposa ou enjoativa. Cor âmbar, espuma bege com boa formação. Algum resíduo. No nariz as notas foram a malte, caramelo, biscoito, com um subtil contraste dado pelo lúpulo. O sabor é adocicado, com presença de malte, toffee e um ligeiro frutado (passas, alperce seco).

Uma Bière de Garde que sem ser excecional é uma boa companhia para as noites de inverno.

Aparência: 7/10
Aroma: 6/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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