O que ando a beber...

Comente quais as suas cervejas preferidas, aquelas que menos gosta, as suas qualidades, defeitos e características.
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Mensagempor VicMaP » domingo jul 01, 2007 16:50

Pois é, Mitos. Mas comparar o Branson a qualquer dos nossos "cérebros" é quase um sacrilégio. São muito poucos os portugueses que ousam (lutar e vencer :)) para usar uma velha frase do Garcia Pereira).

Abraço

Vic


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Mensagempor bmxutos » domingo jul 01, 2007 22:37

Boas! Hoje vou deixar-me das Sagres "esquisitas", para não aborrecer muito o mitos ( :wink: ) e vou antes dedicar-me a uma belga que bebi hoje e que já tinha experimentado há umas semanas atrás: a Yersekes Mosselbier - La Bière des Moules d'Yerseke.

Esta estranha cerveja é uma das muitas marcas produzidas pela Van Steenberge, empresa que produz várias cervejas que aprecio bastante como a Gulden Draak, a Augustijn ou a Bière du Boucanier.

Quase tudo nesta cerveja apresenta um carcáter estranho. Aliás, algumas coisas não serão estranhas mas simplesmente diferentes ou curiosas. A garrafa é apenas de 25cl, castanha e com um rótulo em tons de azul, vermelho e amarelo. A imagem do rótulo apresenta um barco e como destaque principal, mexilhões! A dúvida instala-se: será uma cerveja que vai bem com mexilhões ou que leva mexilhões à imagem das ostras numa Oyster Stout? Infelizmente o rótulo é muito pouco elucidativo. Para além de dizer que é uma cerveja de fermentação alta e que sofre refermentação em garrafa, apenas acrescenta que deve ser servida entre os 8 e os 10º e que tem 5,2% vol. alc. Ou seja, nenhuma menção aos ingredientes!

Pelas características diria que as moules a que se faz referência no nome desta cerveja apenas significam que esta marca acompanha bem um prato destes moluscos bivalves. Aliás, como sabem, as "moules frites" são um dos pratos belgas mais típicos. Todavia, esta confusão não se dissipa por completo já que o sabor reflecte certas notas a frutos do mar. Estranho...

Esta Belgian Ale é pouco representativa do estilo. Cor âmbar escuro, enevoada, espuma generosa mas pouco duradoura. Baixa carbonatação.

O aroma é confuso, tendencialmente doce e com notas de malte. Sinceramente não consegui perceber o que é que andava ali pelo meio. Talvez alguns aromas a citrinos mas havia outra coisa que nem na 1ª nem na 2ª garrafa consegui descortinar.

O sabor é novamente estranho: algumas notas a peixe ou a marisco, incomuns e deslocadas. Não sei se será sugestionamento do rótulo mas anda por ali qualquer coisa a lembrar o mar. Não é aquilo que procuro habitualmente numa cerveja mas pelo menos é diferente! O final acaba por ser seco e ligeiramente amargo. Apesar destes elementos estranhos, é uma cerveja com pouco sabor, algo aguada e unidimensional. Enfim, uma experiência que não sei se voltarei a repetir!

Aparência: 5/10
Aroma: 4/10
Sabor: 5/10
Palato: 4/10

Total: 4,5/10

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Mensagempor emsfc » terça jul 03, 2007 15:02

A título de curiosidade, hoje descobri que o El Corte Inglés tem uma cerveja (Cerveja Especial), que é fabricada pelas Cervezas Alhambra. Não sei se a cerveja que fabricam cá é a mesma que vai aí para o El Corte Inglés de Portugal. Tentei saber isso, mas a quem perguntei não me soube responder. O rótulo está escrito em espanhol, português e inglês, por isso talvez até vá mesmo alguma dessa cerveja para Portugal. Mas se tiverem curiosidade, quem tiver a oportunidade de ir ao El Corte Inglés, que dê uma olhada no rótulo traseiro de uma dessas garrafas. Lá vem escrito o nome da empresa que fabrica. Se for fabricada nas Cervezas Alhambra têm a oportunidade de prová-la sem vir a Espanha. Infelizmente a cerveja não é a Reserva 1925, é a Especial. Mas é Alhambra :D


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Mensagempor bmxutos » segunda jul 09, 2007 0:06

Bora lá hoje à Brussels Perzik (Pêche), da Van Steenberge.

Ao contrário do que se poderia inicialmente pensar, não estamos em presença de uma Lambic, mas sim de uma Fruit Beer já que a base é uma cerveja de trigo à qual se adiocona sumo de pêssego. Conforme consta do rótulo esta cerveja é baseada numa ideia de Pierre Celis, o criador da Celis White e grande impulsionador da redescoberta das wits belgas.

A garrafita é engraçada, apenas de 25cl, com rótulo e carica em tons de pêssego e com o fruto em destaque. 4% de vol. alc. e com a referência de servir fresca. Nos ingredientes constam: água, açúcar, malte, trigo, lúpulo, levedura e 30% de fruta (pêssego e sumo de pêssego). Curiosamente, a informação na minha garrafa aconselha ao seu consumo antes de 30/05/2006. Ou seja, está há mais de um ano fora de prazo!!! :D

Cor âmbar, enevoada; bonita espuma branca, pouco densa mas suficientemente duradoura, que vai deixando um bonito laço ao longo do copo. Grande quantidade de elementos em suspensão na garrafa, algo que poderá ter (ou não) a ver com o prazo já largamente ultrapassado.

O aroma é surpreendentemente agradável, não excessivamente doce e com um carácter fresco a pêssego bem presente, secundado por notas de mel e levedura. Ao contrário do que seria presumível, não demonstrou oxidação e o aroma não me pareceu nada artificial. Baixa carbonatação.

O sabor é tendencialmente doce pelo que se percebe a recomendação de ser bebida fresca. Os primeiros sinais são de mel, cabendo o final ao pêssego e algo que se assemelha a jeropiga. Boa presença de trigo. Globalmente, o adocicado não se torna excessivo o que torna esta Brussels uma excelente cerveja de sobremesa. Pena faltar-lhe o carácter Lambic...

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 7/10

Total: 6,5/10

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Mensagempor bmxutos » segunda jul 09, 2007 0:31

Numa das últimas feiras do ECI havia, para meu contentamento, uma sidra inglesa. Apesar de algum desconhecimento da minha parte em relação a esta bebida, fiquei sempre com as referências das fortes sidras da Bretanha e do País Basco. E como é do conhecimento geral que os ingleses produzem excelentes sidras, esperava que fosse esse o caso.

Eis pois a Gaymers Original Cider, produzida pela Gaymer Cider Company. Garrafa verde, bojuda e pouco elegante, com 568ml. Rótulo e contra-rótulo vermelhos com pouca informação. A saber: 4,5% vol. alc.; contém sulfitos; "serve ice cold" :? ; elaborada com maçãs inglesas.

Infelizmente não é uma sidra que me faça querer voltar ao estilo. Sabor doce e industrial, pouco equilibrada, corpo muito leve, aroma fraco e final a químicos e maçãs. Aliás, tratar-se-ia de um razoável sumo de maçã, com gás, não fora ter álcool! Facil de beber mas sem nenhum carácter.

Aparência: 5/10
Aroma: 3/10
Sabor: 4/10
Palato: 3/10

Total: 3,75/10

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Mensagempor bmxutos » terça jul 10, 2007 0:16

Apesar do forte vento que se tem feito sentir e do verdadeiro Verão tardar em aparecer, não há melhor época do que esta para degustarmos umas boas weizens. É por isso que hoje escolhi a Bavaria Dunkles Hefe Weizen.

Gosto particularmente destas Dunkles Hefe. Tratam-se de cervejas que sem perder o carácter distinto das weizens, com a leveza do corpo e a presença de ésteres que lhes dão o sabor a banana ou baunilha, têm também uma componente das dunkel, com uma beleza de cor e um maior teor de malte. Uma delícia!

Esta Bavaria é produzida pela alemã Eder & Heylands Brauerei, uma empresa algo recente e sem grande tradição. Todavia, esta Dukles Weizen não desmereceu o estilo e apresentou-se a bom nível.

Garrafa de 50cl, cor castanha, rótulo em tons de branco, azul e castanho, não muito atractivo. A informação não é muita, apenas se referindo o teor alcoólico (5,3%) e a composição: água, malte de trigo e cevada, extracto de lúpulo e levedura.

De cor acobreada, turva, mostrou bonita espuma branca, pouco duradoura. Tendencialmente mais clara do que as Dunkles hefe a que estou habituado, ou seja, pouco mais escura que uma Schneider Weisse.

O aroma é fortemente condicionado pela levedura, deixando algum espaço para a típica banana e ligeiro malte. Diria que não é o aroma "convencional" para este tipo de cervejas mas não se pode dizer que fosse desagradável, antes pelo contrário.

O corpo é leve, ligeiramente doce, com notas de maltes escuros e caramelo e apenas um pequeno assomo de banana. Muito redonda e suave na boca.

Apesar de já ter bebido Dukles Hefe Weizens melhores, esta Bavaria não é uma vergonha para o estilo, antes surgindo como uma boa opção para introduzir os menos acostumados a estes weizens mais escuras. É uma cerveja sem grandes defeitos mas também sem grandes veleidades. É fácil e agradável de beber e já me parece suficiente!

Aparência: 7/10
Aroma: 5/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6/10

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Mensagempor bmxutos » quarta jul 25, 2007 0:34

Um estudo interessante da Universidade de Columbia que mostra como a nossa apreciação de uma cerveja pode (ou não) ser influenciada por sabermos (ou não) aquilo que estamos a beber.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,255021,00.html


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Mensagempor Rasec » quarta jul 25, 2007 9:57

bmxutos Escreveu:Um estudo interessante da Universidade de Columbia que mostra como a nossa apreciação de uma cerveja pode (ou não) ser influenciada por sabermos (ou não) aquilo que estamos a beber.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,255021,00.html



Já fiz esse teste com Stout e as surpresas foram muitas...


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Mensagempor bmxutos » quarta jul 25, 2007 15:21

bmxutos Escreveu:Um estudo interessante da Universidade de Columbia que mostra como a nossa apreciação de uma cerveja pode (ou não) ser influenciada por sabermos (ou não) aquilo que estamos a beber.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,255021,00.html


No seguimento desta noticia surgiu-me a ideia de lançar um concurso nacional para elegermos a melhor cerveja portuguesa. Presumo que a melhor forma de o fazermos será num dos encontros do CdM, em que cada um dos participantes avalia a cerveja que está a beber e, no fim, se fariam as contas para concluirmos qual a melhor cerveja de 2007! A prova seria cega, isto é, as garrafas sem rótulo e carica identificativa e embrulhadas para não se detectar o formato. Inicialmente, podiamos pegar nas lager, entre as quais poderíamos incluir a Sagres, SB, Cintra, Tagus, Coral, Cergal, Imperial, etc, etc.

É óbvio que cada um tem a sua cerveja de eleição mas, tornando a prova cega, podem surgir grandes surpresas. E isto digo-vos por experiência própria. No próximo encontro do CdM falarei nisto.

Abraço,


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Mensagempor Rasec » quarta jul 25, 2007 18:27

bmxutos Escreveu:
bmxutos Escreveu:Um estudo interessante da Universidade de Columbia que mostra como a nossa apreciação de uma cerveja pode (ou não) ser influenciada por sabermos (ou não) aquilo que estamos a beber.

http://www.foxnews.com/story/0,2933,255021,00.html


No seguimento desta noticia surgiu-me a ideia de lançar um concurso nacional para elegermos a melhor cerveja portuguesa. Presumo que a melhor forma de o fazermos será num dos encontros do CdM, em que cada um dos participantes avalia a cerveja que está a beber e, no fim, se fariam as contas para concluirmos qual a melhor cerveja de 2007! A prova seria cega, isto é, as garrafas sem rótulo e carica identificativa e embrulhadas para não se detectar o formato. Inicialmente, podiamos pegar nas lager, entre as quais poderíamos incluir a Sagres, SB, Cintra, Tagus, Coral, Cergal, Imperial, etc, etc.

É óbvio que cada um tem a sua cerveja de eleição mas, tornando a prova cega, podem surgir grandes surpresas. E isto digo-vos por experiência própria. No próximo encontro do CdM falarei nisto.

Abraço,


É muito difícil de fazer, porque as cervejas nunca estarão nas mesmas condições. Umas estarão mais oxidadas, outras serão mais jovens, etc.. Por exemplo, uma SB de Leça não é igual a uma SB de Loulé.. logo por aí a coisa não será muito fiável, mas, a título meramente académico e a bem da ciência, acho bem que levem o teste para a frente!


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Mensagempor ptlsousa » quarta jul 25, 2007 21:52

Alguém vai ter de fazer o sacrifício! :D :D :D


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Mensagempor mitos » quinta jul 26, 2007 10:15

excelente ideia essa do concurso

todas as desculpas pra bebermos umas cervejas sao boas e esta ate tem um ar distinto e selecto :-)

vamos la ver se às cegas nao me engano na minha paixao


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Mensagempor VicMaP » quinta jul 26, 2007 13:57

Ora aí está um concurso que para mim seria difícil.
É que há muito tempo que jurei a mim próprio que, nacionais só beberia Bohemia e as da Republica da Cerveja :D
E só estou disposto a quebrar a promessa, no caso de surgiurem novidades!

Abraço e bom concurso

Vic


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Mensagempor bmxutos » quinta jul 26, 2007 14:45

Boas!

Apenas achei que seria uma boa ideia nós, os verdadeiroa apreciadores de cerveja, tentarmos aproveitar os nossos conhecimentos para, de um modo independente, avaliarmos as cervejas portuguesas e confirmar se o nosso próprio gosto não é sugestionado pela marca ou por outro motivo qualquer.

Concordo com o Rasec de que é muito difícil fazer uma prova destas e colocar todos os exemplares em situação idêntica. Mas isso é o acontece em todas as áreas e em qualquer processo idêntico. Numa prova de 200 metros, pode haver um corredor que tenha dormido mal e outro que esteja com dores de garaganta mas não é por isso que a prova não se vai relizar. Ou num concurso entre restaurantes: o cozinheiro de um pode estar num dia não, ou os produtos que recebeu podem não estar tão frescos quanto o desejado mas isso não vai invalidar a ocorrência do concurso. Life isn't fair... Mas e como disse, quanto a isso falaremos no próximo encontro do CdM e logo vejo a receptividade do pessoal e a exequibilidae do acto. Até lá, um abraço,


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Mensagempor mitos » sexta jul 27, 2007 14:25

oh amigo vicmap

entao e uma tagus nao merece uma quebra de promessa???

é sem duvida a melhor das nacionais


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Mensagempor VicMaP » sexta jul 27, 2007 18:03

mitos Escreveu:oh amigo vicmap

entao e uma tagus nao merece uma quebra de promessa???

é sem duvida a melhor das nacionais

Claro, Mitos. Mas de qualquer maneira, não dá para fazer comparação! :D
Abraço

Vic


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Mensagempor bmxutos » sexta jul 27, 2007 21:46

Caríssimos! É Natal! ... Não é???!!! Bom, na verdade está um bocado de calor para ser Natal mas acabei de beber uma cerveja de Natal!!! Em que é que ficamos? :)

Pois, este conceito de cervejas natalícias passa um pouco mais por marketing e publicidade do que por uma verdadeira aposta das empresas em criarem produtos específicos para a época. É claro que as Xmas Beers são, em geral, bem diferentes de outros produtos da mesma marca, possuindo muitas delas sabor mais intenso e maior teor alcoólico. Mas nada que impeça que o seu consumo se faça em Agosto!

Experimentei esta Père Noel ainda em Julho e curiosamente, é uma cerveja que se adpata perfeitamente ao clima da época. Talvez com um pouco de álcool a mais mas de resto, seca, amarga e excelente para matar a sede.

A Père Noel é uma cerveja da Brouwerij De Ranke, uma companhia da qual já experimentei 3 produtos (a Kriek, a Guldenberg e a XX Bitter), todos de grande qualidade. Aliás, com um pouco mais de esforço ( :P ) ainda consigo experimentar todos os produtos desta pequena cervejeira, que possui apenas 5 ou 6 marcas diferentes no mercado.

O meu exemplar veio numa garrafa castanha de 33cl, com rótulo azul muito claro e com um desenho de um pai natal agarrado a um copo de cerveja! Bom gosto o do gajo!!! Não posso dizer que a apresentação seja muito atraente mas também não é das piores que já vi. As indicações do rótulo são escassas, apenas se fazendo referência ao teor alcoólico (7%), que é refermentada em garrafa e que é engarrafada 5 anos antes da data limite indicada para consumo.

Em termos de aspecto, esta Noel é a mais diferente de todas as cervejas que já bebi deste sub-estilo. De aspecto idêntico a uma tripel, apresenta cor âmbar, ligeiramente turva e uma bonita espuma entre o branco e o creme, volumosa e de contacto cremoso.

O aroma a lúpulo é intenso, algo floral e pouco adocicado. Aliás, aí começam as diferenças para as Tripel clássicas, tendencialmente mais doces e com maior presença de malte. Notas a especiarias.

O sabor é bem diferente daquilo que estava à espera. Bastante amarga e de final muito seco. Está aberto o caminho para uma bitter! Penso mesmo que o sabor ao ser tão amargo se torna mesmo metálico o que retira algum prazer a uma cerveja no geral agradável se bem que não muito complexa. Novamente presença de especiarias e um ligeiro toque herbal.

Devo assumir que estava à espera de algo de diferente para esta cerveja. Não que seja uma cerveja má, antes pelo contrário, mas foge à ideia que eu tinha para as cervejas de natal, ficando ainda uns furos abaixo das outras cervejas da De Ranke que já bebi. Acredto mesmo que esta não seria a cerveja que eu gostaria de beber na época natalícia, altura em que estou à espera de algo mais encorpado e reconfortante, à imagem da Bush Noel ou da Gordon Xmas.

Aparência: 8/10
Aroma: 7/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total:6,25/10

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Mensagempor bmxutos » sexta jul 27, 2007 22:13

No outro dia sucedeu-me algo que já não me acontecia há algum tempo: ter de deitar uma cerveja fora! Eu! Eu que até bebo Tangos e Greens com objectivos científicos!

Mas bom, lá me aconteceu isso com a Zatte Bie, uma cerveja da Brouwerij de Bie. Má estreia com esta cervejeira! A cerveja estava velha, completamente oxidada, sem vida e com sabor desagradável. Uma lástima. Tal também não é estranho ja que o prazo limite para consumo da cerveja já tinha sido ultrapassado em um ano! Mas infelizmente só vi esse facto após detectar o problema. Enfim, bad luck... -((((

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Mensagempor bmxutos » domingo ago 05, 2007 1:00

Mais uma estreia de uma cervejaria belga no meu reportório! :)

Neste caso é a Brasserie des Fagnes, companhia que se situa no coração da Valónia, mais propriamente em Mariembourg. A empresa produz cerca de uam dezena de cervejas mas esta Super des Fagnes Blonde é a mais conhecida.

Garrafita de 25cl, castanha, rótulo em tons cremes, com letras vermelhas, pouco apelativo. Para além do teor alcoólico (7,5%), ficamos a saber que deve ser servida entre os 6-10º centígrados e que é uma cerveja frutada, com reflexos dourados, resultado de uma dose equilibrada de tradição qualidade e tempo (descrição comercial). Vamos lá então a esta belga que eles denominam como artesanal!

De facto apresenta cor dourada, não filtrada, ou seja, ligeiramente enevoada, existindo mesmo algum resíduo no topo da espuma. Esta é de um branco imaculado, cremosa mas pouco consistente ou duradoura, pelo menos para aquilo que eu antevia. Apresentou-se bastante viva ao longo de toda a prova.

O aroma é algo estranho se pensarmos que se trata de uma Belgian Ale. Fortes notas a citrinos e algum fermento mais me lembraram uma wit do que propriamente esse clássico estilo belga. Outros aromas a amêndoa amarga ainda me baralharam mais os sentidos. Mas, no geral, o aroma demonstrou ser intenso, suficientemente agradável e convidativo.

A forte carbonatação revela-se novamente na boca, com forte sensação de "picos" na língua. Se a isso juntarmos a presença de especiarias e, novamente, alguns citrinos e fermento, conclui-se que estamos na presença de uma cerveja bastante característica se bem que não totalmente conseguida. Aliás, ao longo da degustação nunca me consegui desligar do efeito Wit, o que nem seria mau já que eu sou um grande apreciador das belgas de trigo. Mas com o teor de álcool apresentado e o nível de carbonatação, faz com que a degustação origine reacções complexas mas não muito equilibradas. O final é muito ligeiramente alcoólico e doce, com razoável presença de malte.

Enfim, não é o melhor exemplo para uma Belgian Ale oiu mesmo uma Belgian Strong Ale, já que estamos a falar de 7,5% vol. alc. Independentemente disso, é uma cerveja suficientemente agradável e refrescante para nos deixar com alguma curiosidade pelos outros produtos desta cervejeira.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 5,75/10

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Mensagempor VicMaP » segunda ago 06, 2007 22:25

bmxutos Escreveu:Imagem


Bem...arranjas sempre umas coisas bem originais. Essa, acho que só indo mesmo lá à Bélgica.
Neste fim de semana devo ir até Espanha, Vamos lá a ver se encontro novidades. Senão, ao menos trago de lá umas Rochefort 10 iguais à que acabei de beber :D
Essas pelo menos, são sempre garantidas

Abraço

Vic


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Mensagempor bmxutos » quarta ago 22, 2007 0:18

VicMaP Escreveu: Bem...arranjas sempre umas coisas bem originais. Essa, acho que só indo mesmo lá à Bélgica.
Neste fim de semana devo ir até Espanha, Vamos lá a ver se encontro novidades. Senão, ao menos trago de lá umas Rochefort 10 iguais à que acabei de beber :D
Essas pelo menos, são sempre garantidas

Abraço

Vic


Pois, esta veio mesmo de lá! :) É espantoso como um país tão pequeno produz tantas e tão boas cervejas! E por mais marcas que uma pessoa beba continuam a haver centos de outras para experimentar. Belgas sortudos!!!


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Mensagempor bmxutos » quarta ago 22, 2007 0:52

Continuam a surgir, com alguns intervalos temporais, cervejas da marca Marston's no ECI. Aproveitando o facto, tive oportunidade de comprar uma Old Empire que degustei hoje.

Definida como uma IPA, esta cerveja pareceu-me muito mild e com ligeiras parecenças a algumas bitter. A garrafa é de 50cl, branca (transparente) e com aspecto apelativo. Com 5,7% de álcool, que pouco se nota ao longo da prova, esta IPA apresentou cor âmbar quase laranja, uma decente espuma branca (quase creme), cremosa e com alguma retenção.

O aroma é ligeiramente a lúpulo mas, no global, muito ténue. Presença também de caramelo e de um estranho cheiro sulfuroso. Nada de muito desagradável mas também nada de muito entusiasmante.

Trata-se de uma cerveja muito leve, de sabor e aroma fraco, essencialmente industrial. O sabor é amargo ao longo de toda a degustação, com alguma falta de equilíbrio em termos de malte e final curto e seco. Apesar de tudo, não será uma má IPA. A questão é saber se será mesmo uma IPA ou se estaremos em presença de uma bitter. Pelo sim pelo não, para quem quiser uma IPA verdadeiramente apelativa, aconselho qualquer uma da americana Stone Brewing. O único problema é arranjá-las por cá... :roll:

Aparência: 7/10
Aroma: 3/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 5/10

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Mensagempor bmxutos » quarta ago 22, 2007 21:00

Parece que a cerveja nº 1 da Colômbia é a Aguila. Só posso concluir: pobres colombianos! IA_=

A Cerveza Aguila veio numa garrafa de 35cl, castanha, com rótulos com fundo amarelo e uma águia em destaque. Produzida pela Cerveceria de Barranquilla, esta cerveja tipo pilsener (é o rótulo que o diz...) tem 4,7% de vol alc. Mais nenhuma informação interessante consta do rótulo e contra-rótulo pelo que está na altura de passarmos à prova.

Cor amarelo-pálido, forte carbonatação e uma bonita espuma branca com retenção decente.

O aroma é maioritariamente a milho, havendo algum lúpulo mas muito ténue.

O sabor é péssimo! Muito fraco, muito aguado, nenhum lúpulo e, por consequência, nenhum amargor. Pilsner? Talvez não. Mudemos então a agulha para uma Pale Lager. Corpo leve e sabor a cartão, algum doce típico dos adjuntos. Acabou por saber àquelas imperiais que são tiradas de sistemas mal higienizados, quase com gosto a tremoço! :shock:
No fim da prova quase que parecia uma cerveja sem álcool. Baaahhhh.

Aparência: 6/10
Aroma: 3/10
Sabor: 2/10
Palato: 2/10

Total: 3,25/10


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Mensagempor ptlsousa » quarta ago 22, 2007 21:08

...quase com gosto a tremoço!


Isso deve ser para acompanhar com uma cerveja.... :D :D :D


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Mensagempor bmxutos » quarta ago 22, 2007 21:22

ptlsousa Escreveu:
...quase com gosto a tremoço!


Isso deve ser para acompanhar com uma cerveja.... :D :D :D


Pois... mas não sei se os colombianos perceberão isso! 8)

Aqui fica uma imagem da dita.

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Mensagempor bmxutos » sexta set 28, 2007 23:12

Voltando a este tema que tem andado um pouco mortiço, a dissertação de hoje será sobre a Cerveza Cristal. Pois, nem só a "nossa" Unicer produz uma Cristal. No Perú, a Union de Cervecerias Peruanas Backus y Johnston S.A.A. também tem uma. Aliás, deve-se acrescentar que, tal como o nome Boemia ou Bohemia, Cristal é uma palavra que serve de marca a muitas cervejas por esse mundo fora. Curiosamente, no geral são todas mazinhas. É que não estou a ver nenhum gestor ou marketeer a decidir chamar a uma cerveja Turva ou Nebulosa. Resíduos? O que é isso? Tudo filtradinho e pasteurizado, que é o que o povo gosta!

Bom, esta Cristal peruana é mais uma daquelas Pale Lagers sul americanas: fraquinha, fraquinha! Para dizer a verdade, não estou a ser justo com a América do Sul, pois esta Cristal não difere em muito, por exemplo, da Cristal portuguesa e de outras centenas de macro lagers norte-americanas e europeias que pululam no mercado.

A apresentação até é agradável, com bonita gargantilha, em tons branco e dourado, a condizer com o rótulo e a cor castanha da garrafa (33cl). A carica é tipo "Twist off" e a única informação útil do rótulo/contra-rótulo é o volume de álcool: 5%. Ah, e a bonita frase: "La campeona de la calidad"!

Servi num copo da Tuborg que gosto muito, tendo apresentado cor amarelo-claro e espuma mediana, banca e com baixa retenção. Límpida e não muito carbonatada.

A o aroma está muito próximo do... inexistente! Lá muito mas mesmo muito no fundo pode-se discernir um pouco de malte e mesmo milho. Mas é mesmo naqueles dias em que temos o nariz completamente desentupido!

No sabor já há mais qualquer coisa. Pouca, é verdade, mas sempre é melhor que o vazio do aroma. Bastante doce, sem qualquer nota amarga, um pouco de malte, um pouco de xaropada de milho e um final a relva bastante... mauzinho (mais uma vez).

Uma experiência para apagar dos ficheiros da nossa memória. Acredito que seja raoável em Cusco ou Ayacucho, mas aqui na santa terrinha temos coisas idênticas pelo que não é preciso viajarmos muito para bebermos uma Cristal. Basta ir ali ao café da esquina e termos a sorte do fornecedor do espaço ser a Unicer...

Aparência: 4/10
Aroma: 2/10
Sabor: 4/10
Palato: 2/10

Total: 3/10

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Rasec
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Mensagempor Rasec » sábado set 29, 2007 14:25

Acho que estás a ser injusto com a Cristal Portuguesa.

É uma óptima cerveja para aquilo que pretende ser, segmento baixo, barata e acessível. Não conheço uma única cerveja deste segmento que chegue sequer perto da Cristal, quer em termos de aroma, sabor, equilíbrio, etc..


Temos que ser lógicos e não podemos comparar um Tata com um Maybach, também as cervejas tem os seus segmentos como tão bem sabes, e dentro deste segmento desafio qualquer pessoa a descobrir-me uma melhor cerveja que a Cristal.


Ah, dentro das Lagers, é de looooonnnnnnge a minha cerveja de garrafa preferida em Portugal, os algarvios é que a sabem toda!!


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Mensagempor mitos » domingo set 30, 2007 17:03

concordo c o rasec

tem sempre q se ver o q uma cerveja é em comparaçao com o q quer ser

e a cristal é quase aquilo q quer ser

objectivo cumprido portanto

dá 10 a 0 à cergal, q quer ser o mesmo mas nao é


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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » domingo nov 04, 2007 17:07

Não querendo não responder aos meus confrades Rasec e mitos, cujas opiniões muito prezo (como eles próprios sabem), não irei abordar a questão da Cristal portuguesa. Não me expressei bem ou as minhas palavras não foram correctamente interpretadas mas isso será, parece-me, uma questão para um outro tópico. Se o quiserem lançar, estarei disponível para o debate! :wink:

Mas como tenho tido pouco tempo aqui para o fórum, vou aproveitar estes breves momentos para relatar mais uma experiência recente que tive com uma cerveja sul-americana, neste caso concreto a peruana Cusqueña. Bem sei que não tenho andado a beber (e postar) grandes néctares mas, seguindo o lema do pessoal do BeerAdvocate: "Respect Beer"! E é isso que eu faço, experimentado todas as que se atravessam no meu caminho! :P

A Cusqueña é produzida em Cusco pela Backus & Johnston (B&J), a mesma firma que comercializa a Cristal já antes aqui falada. Digamos que a Cusqueña é o 2º produto desta empresa que domina por completo o sector cervejeiro no Perú, apesar das fortes investidas feitas pela Inbev nos últimos anos nomeadamente através da Brahma. Refira-se ainda que a B&J é uma subsidiária da SABMiller. No seu portefolio constam ainda a Pilsen Callao, a Pilsen Trujillo ou a Araquipeña. Um mundo, está visto.

Esta Cusqueña não difere muito das suas congéneres, apesar de se auto-denominar como Premium! Garrafita castanha, de 33cl, com 5% de ABV. Rótulo e contra-rótulo sem mais informação relevante a não ser o prazo de consumo. Escasso.

Esta Lager não foge ao conceito industrial que, infelizmente, vem caracterizando este estilo de cerveja. Amarelinha, como convém, apresentou uma decente espuma branca muito pouco estável e duradouda. Limpida.

O aroma é muito ligeiro a malte (cereais), tendencialmente doce e pouco pronunciado, algo que se prolonga ao sabor, doce ainda e com poucas notas amargas. Presença de milho. Corpo leve e textura aguada. É uma cerveja afectada pelos típicos tiques de centenas de macro lagers industriais. Provavelmente boa para dias de calor ou matar a sede mas muito pouco para ser uma cerveja razoável. A forte carbonatação que acompanha esta bebida disfarça alguns dos males de que padece.

Infelizmente é mais uma daquelas cervejas que carece de justificação para existir. Quer dizer, a justificação existe pois alguém a compra. Mas o interesse para um apreciador de cerveja é pouco ou nulo.

Aparência: 4/10
Aroma: 2/10
Sabor: 4/10
Palato: 3/10

Total: 3,25/10

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Mensagempor bmxutos » sábado nov 24, 2007 23:35

Recentemente bebi uma A. K. Damm. A Damm é uma empresa de barcelona cuja cerveja mais conhecida é provavelmente a Estrella Damm. Já tinha experimentado várias cervejas desta companhia. Se a Bock-Damm era uma cerveja razoável mas nada de transcendental, já a Voll-Damm é uma excelente cerveja se olharmos ao binómio preço/qualidade (e o preço era o do El Corte Inglês o que, como sabemos, nem sempre é o mais barato).

A descrição comercial desta A.K. é:

"A K. Damm ha sido creada con motivo del 125 aniversario de la fábrica. La etiqueta es un homenaje al fundador, y maestro cervecero, August Kuentzmann Damm quien en 1871, al estallar la guerra franco-prusiana, se estableció en Barcelona.

En 1876 fundó la primera fábrica de cervezas Damm, consolidada en el futuro como una de las más importantes de España, con una personalidad propia muy bien definida.

Ha sido elaborada con maltas y lúpulos seleccionados de acuerdo con la receta original alsaciana, según el método de elaboración original, y tras una lenta maduración en bodega.

Espuma blanca y densa. Color dorado con ligeras tonalidades cobrizas. Aroma muy fresco, de intensidad media y dominado por el cereal, junto a notas de hierba fresca.

Boca sabrosa, suave y fresca. Final ligeramente lupulizado, con notas amargas, un poco secante y pastoso."

Bom, o destaque deste texto vai para os lúlupos seleccionados (da região alemã de Hallertau) e do facto desta cerveja ser uma puro malte, à imagem da portuguesa Tagus.

A garrafa é bastante elegante, com relevos, muito bem acompanhada por um rótulo e gargantilha sóbrios mas bonitos. O contra-rótulo tem a descrição acima transcrita, prazo de validade, teor alcoólico (4,8%) e ingredientes. Nota para a carica também bonita.

Teoricamente, esta será uma Premium da Estrella. Infelizmente e de modo semelhante que muitas outras Premium do mercado, esta A.K. é muito pouco superior à original. Não que se trate de uma cerveja má mas também não foge muito ao estereótipo de lager industrial.

Cor âmbar-claro, boa formação de espuma, demasiado gasosa e com retenção média. O aroma é tendencialmente doce, maltado, com subtis notas cítricas essencialmente de laranja. Muito leve e etéreo.

O sabor é igualmente doce mas não especialmente maltado, o que é curioso visto ser uma puro malte. Notas a lúpulo muito fracas o que faz que o amargor geral seja diminuto. Isto torna-a numa bebida algo pastosa e cansativa. Aguada e com final a lembrar ligeiramente a remédio.

Enfim, apesar do aspecto bonito não estamos em presença de uma cerveja por aí além, bem antes pelo contrário. Apesar do lúpulo de Hallertau, falta-lhe amargor e alguma leveza para ser uma lager apreciável. Como está, é apenas mais uma...

Aparência: 5/10
Aroma: 4/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4,25/10

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