O que ando a beber...

Comente quais as suas cervejas preferidas, aquelas que menos gosta, as suas qualidades, defeitos e características.
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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » quinta jan 17, 2008 21:49

O tempo frio e chuvoso pede coisas reconfortantes. Fui à adega ver o que havia e pareceu-me a altura certa para uma Aecht Schlenkerla Rauchbier Marzen.

Infelizmente, esta veio da Alemanha pelo que os rótulos têm pouca informação válida (pelo menos para mim, que praticamente desconheço a língua do nosso amigo Thomas). Do que é possível dizer, destacam-se os 5,1% de vol. alc. e a beleza do conjunto rótulo/garrafa.

Com 0,5 l de capacidade, esta Schlenkerla revelou-se uma experiência inolvidável. Muito aroma, muito sabor, muito corpo. Muito poderosa!

Servi numa caneca baixa e algo bojuda, transparente, que trouxe da Rep.Checa. Ao servir aparenta cor similar ao chocolate negro, com uma bonita espuma creme, que colapsou um pouco mais depressa do que o esperado. Não deixou laço.

O aroma é completamente diferente do habitual e mesmo surpreendente para quem nunca tenha experimentado uma rauch ou uma smoked. As primeiras impressões são a madeira queimada mas também a fumeiro, algo que por vezes nos pode transportar para um bom salpicão ou presunto. Presença também intensa de malte torrado com um ligeiro toque a café. Muito agradável e nada ostensivo.

Já o sabor é extremamente intenso, talvez mesmo demasiado agressivo. O desenvolvimento inicial na boca denota malte forte e um doce muito (mas mesmo muito) suave, que evolui para todo aquele sabor a fumado, café, madeira e final bastante amargo. Aliás, apesar da forte preponderância de malte, o amargor é um elemento essencial ao longo de toda a degustação desta cerveja.

É uma daquelas cervejas à qual tenho de reconhecer muita qualidade mas que muito dificilmente beberia todos os dias. É até bem provavel que as smoked nunca se venham a tornar num dos meus estilos preferidos, mas há que valorizar a complexidade e categoria do aroma e sabor desta cerveja. Já a estou a imaginar a acompanhar umas tostitas de salmão fumado com queijo roquefort ou um bom chocolate negro com 70 e tais por cento de cacau. Mnham mnham :P

Aparência: 6/10
Aroma: 8/10
Sabor: 7/10
Palato: 7/10

Total: 7/10

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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » sexta fev 29, 2008 0:17

Recentemente chegaram-me as mãos (sim, assim quase caídas do céu) dois produtos da Westons (H. Weston & Sons, para ser mais preciso). Um foi a Westons Original Perry e o outro uma Westons Old Rosie Cloudy Scrumpy Premium Cider (grande nome!!!). Como podem perceber a Westons é uma companhia inglesa especializada na produção de sidras.

Apesar de ter maior curiosidade pela Perry, produto que nunca bebi, comecei pela Old Rosie. Só para que conste, as Perry são produtos muito similares as sidras mas que, ao invés de maçãs, utilizam peras na sua composição. Há depois um ou dois pormenores diferentes durante o processo de elaboração mas digamos que o conceito é o mesmo.

Bom, como referi atirei-me a Old Rosie e esta não me desapontou. Ainda não é uma daquelas sidras pura e dura, ao género do País Basco mas, só para termos um termo de comparação, não tem nada a ver com a Decider. É comparar água e vinho. Ou melhor, cerveja!

Garrafa de 33cl, branca (transparente), com um rótulo bem engraçado e contra-rótulo em autocolante transparente. Carica dourada sem qualquer referência. Trata-se de uma sidra "Extra Strong", com 7,3% ABV. Ficamos também a saber que a Westons é membro da The National Association of Cider Makers e que se trata de um produto adequado a vegans, vegetarianos e celíacos.

Descrição comercial: "This slightly carbonated strong traditional Scrumpy is made from cider apples. Fermented and matured in old oak vats, it is allowed to settle out naturally thus retaining the traditional cloudy appearence. To enjoy it at its best, we recommend gently inverting the bottle a few times before opening".

Como a descrição comercial refere, a cor é um amarelo ligeiramente enevoado, com uma magnífica espuma branca, muito efervescente e, logicamente, pouco duradoura. No nariz aroma a maçãs e ligeiro ácido. Presença também de elementos citrinos.

Muito suave na boca, tem uma carbonatação tranquila, o que a torna extremamente bebível, algo ajudado pela quase "não presença" de álcool, facto extraordinário se pensarmos que estamos na presença de uma sidra com 7,3%.

O sabor é dominado por maçãs, com notória presença de madeira e notas ácidas. Algo adstringente, apresenta um final seco e prolongado. O doce inicial das maçãs encontra um perfeito equilibrio no efeito ácido presente ao longo da prova.

Não é uma daquelas sidras de chapa, isto é, que se adore à primeira. Aliás, para quem não gosta de lambics, ou sour ales, este talvez seja um produto a evitar. Quem não tem problemas com isso e aprecie aromas e sabores fortes, tem nesta Old Rosie um bom exemplar de sidra.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

Eis a foto que consta do site da empresa e o meu exemplar ainda cheio... :P

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canecao
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Mensagempor canecao » sexta fev 29, 2008 10:42

Bem bonitas as garrafas... Apesar de eu não ser um grande apreciador de cidras... talvez por nunca ter experimentado nenhuma a sério... :roll:


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Mensagempor bmxutos » sábado mai 10, 2008 15:50

Há cervejas cuja aparência não é muito atractiva mas que acabam por se revelar excelentes produtos. O caso mais típico é provavelmente o da Rochefort, que não tem um rótulo muito atractivo mas relativamente à qual acho que não preciso de louvar a sua qualidade, que é bem conhecida de todos. Aliás, parece-me até que as grandes campanhas publicitárias e imagens muito cuidadas estão mais associadas a produtos de menor valor do que aos outros; o que até tem lógica, visto uma grande cerveja não precisar de publicidade e marketing por aí além: a qualidade do produto fala e vende por si.

Vem isto a propósito de uma cerveja que experimentei ontem: a Eikelbier da Speciaalbierbrouwerij Oijen. É o primeiro produto que experimento desta cervejeira e confesso que antes dele, pouco ou nada tinha ouviso sobre esta companhia. Infelizmente o site da empresa está em holandês o que não ajudou muito a ficar a conhecer melhor a empresa. Mas percebe-se que esta não é a única cerveja elaborada por eles (http://www.speciaalbierbrouwerij.nl/bier.htm).

Voltando à questão que aflorei no 1º parágrafo, esta Eikelbier apresenta um dos rótulos mais espartanos que me passaram pelas mãos (ok, há pior, como as Westvleteren... :mrgreen: ). Morada, nº de telefone, volume de álcool (6%), data limite para consumo (Março de 2008... ooopss!!). Mais nada. Nem mesmo os ingredientes!!! Na carica também não consta nada, não havendo contra-rótulo.

Quanto à cerveja em si, acabei por não a apreciar muito. Para começar, espumou-se imenso para fora da garrafa, apesar de ter estado quieta durante mais de dois meses. Carbonatação por aí fora!!! Quando sossegou um bocado, lá consegui servi-la num copo tipo flute. Apresentou cor amarelo claro, muito pálida e ligeiramente turva. Requer grande cuidado ao servir caso contrário forma uma espuma imensa e muito persistente, se bem que pouco cremosa ou compacta. Deixa um laço bonito ao longo da prova.

O aroma talvez seja o aspecto mais interessante desta cerveja, se bem que nada de invulgar ou excepcional. Notas citrinas e a levedura, não tão atractivas como numa wit mas apesar de tudo suficientemente frescas para tornarem a degustação apelativa. Não detectei presença de frutos secos que teoricamente poderiam aperecer no aroma.

O sabor denotava a provável idade avançada desta cerveja. Não me pareceu que as notas azedas tivessem sido procuradas pelo mestre-cervejeiro, antes me fazendo querer numa má evolução da bebida em garrafa, algo a que o não respeito pelo prazo de consumo não seria alheio. Deparei-me pois com algo a caminhar para uma sidra mas sem o correcto acompanhamento de aromas e sabores que ajudassem a equilibrar as notas ácidas. Ligeira oxidação também presente, com típicas notas de papel/cartão.

Uma cerveja estranha ou simplesmente não a percebi. Provavelmente a culpa também terá sido minha, por não a ter consumido dentro da data indicada mas deixou-me um ligeiro amargo de boca - literalmente. Só mais uma nota para a enorme quantidade de resíduo presente no fundo da garrafa. Penso que nunca tinha bebido uma cerveja comercial com tanto resíduo sendo que, neste caso, era também de evitar, visto o seu sabor ser igualmente desagradável, ao contrário do que acontece com o resíduo de algumas outras cervejas como seja o caso, por exemplo, da Orval.

Aparência: 4/10
Aroma: 4/10
Sabor: 3/10
Palato: 3/10

Total: 3,5/10

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Mensagempor barbas » sábado mai 10, 2008 19:28

bmxutos Escreveu:Vem isto a propósito de uma cerveja que experimentei ontem: a Eikelbier da Speciaalbierbrouwerij Oijen.


Também não conhecia quer a cerveja quer o fabricante, mas tendo em conta o rótulo e o nome (Eikel = bolota em holandês) parece-me que trata-se de uma cerveja com bolotas na composição :shock:

Tendo em conta a minha má experiência com uma cerveja de castanhas da Córsega (Pietra) e da tua descrição, não fico com grande vontade de experimentá-la.

Abraço

Fernando


mitos
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Mensagempor mitos » sábado mai 10, 2008 20:21

parece-me uma boa proposta pra acompanhar porco preto :-)

(sim eu sei, o trocadilho foi um bocadinho basico, mas saiu assim)


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ptlsousa
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Mensagempor ptlsousa » domingo mai 11, 2008 12:11

:mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

parece-me uma boa proposta pra acompanhar porco preto Smile


Venha o bicho! :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:


Leco
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Mensagempor Leco » segunda jun 09, 2008 15:47

Olá pessoal,
Estive um bom tempo sem visitar o forum, havia esquecido esta preciosidade.

Ha umas duas semanas atrás visitem um Bar aki em Salvador-Bahia, o nome do bar é The Dubblin - Irish Pub. É uma exceção, encontrei boas cervejas lá, muitas eram das cervejarias artesanais aqui do Brasil (que estão se expandindo mto por sinal)

Bom...uma das cervejas boas que tomei, importada, foi a London Porter, gostei bastante, muito encorpada, profundamente negra, malte tostado bem presente, amarga e quase nada de doce...segue o link dela: http://www.fullers-ales.com/london_porter.php

Alguem de vcs já tomou? o que acharam???


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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » segunda jun 09, 2008 16:07

O pessoal mais frequentador do nosso fórum já tem alguma noção dos estilos que vou preferindo e das cervejas que vou bebendo. Apesar de adorar triples, trapistas, barley wine e afins, tento sempre fazer uma divulgação maior a estilos de cerveja que me parecem estar muito mal representados no mercado nacional (ou que não tenham mesmo representação alguma). Inserem-se neste pressuposto as Lambic e as Cervejas com Fruta (Fruit Beers). Hoje vou mais uma vez dedicar-me a este último estilo.

Vamos lá então à Zeekraal Rosé da Groningse Stadsbrouwerij. A Groningse é uma microcervejaria holandesa que funciona também como uma "contract brewer", isto é, produzem cervejas a pedido de clientes, com uma receita dada por estes ou utilizando know-how próprio. É um conceito muito interessante para quem não queira abrir a sua própria cervejaria ou brewpub. Por exemplo, imaginemos que uma pessoa tem um bar e que quer ter para venda uma cerveja exclusiva. Pode pedir a esta contract brewer que lhe produza uma cerveja, com determinadas características e que só será vendida nesse mesmo bar. Gosto deste conceito.

Esta Zeekraal veio numa garrafa pequenina (meros 25cl), castanha, com rótulo de aspecto modernaço e algumas informações que com certeza serão interessantes mas que, em holandês, são quase indecifráveis por mim. Fica na retina os 3,5% ABV, o prazo limite para consumo (27/06/2009) e o site da empresa: www.speciaalbier.info

Passemos ao líquido. Recomedo uma temperatura não muito baixa, a rondar os 8º pois não se trata de uma cerveja muito doce e é importante que os aromas dos frutos se desenvolvam para podermos apreciar na plenitude as qualidades desta cerveja. Copo tipo flute.

De aparência mostrou-se magnífica, com uma bonita cor vermelha, enorme espuma rosada, o que aconselha algum cuidado na altura de servir. Durante a prova foi deixando um bonito laço ao longo do copo.

No aroma não há uma explosão de cerejas como por vezes acontece. Um bom equilíbrio, com notas doces e para além das cerejas outros frutos vermelhos, nomeadamente framboesas. O aroma desenvolve-se bem no copo e com o ligeiro aumento da temperatura do líquido. Começam então a aparecer notas de açúcar candy que não são completamente agradáveis.

Pouca carbonatação, algo característico do estilo e que aprecio. Não gosto muita daquelas fruit beers que parecem Champomi ou sangria extra-gaseificada. Para além do mais apresentou um corpo bem razoável e algo surpreendente para apenas 3,5% de volume alcoólico. No sabor não podiam faltar as cerejas, mais uma vez nada opressoras, com largo espaço para desenvolvimento de outros sabores como o da levedura ou mesmo trigo (não consegui confirmar se levava trigo na composição mas pelo carácter da espuma e percepção sensorial, diria que tem lá qualquer coisa...). Ao carácter inicial tendecialmente doce, segue-se um final de boca ligeiramente ácido e seco, algo que permite a esta cerveja "aguentar-se" sem se tornar enjoativa, o que por vezes acontece a alguns produtos que utilizam cerejas na sua composição. Talvez um pouco menos de açúcar e teríamos uma excelente Fruit Beer. Assim, temos apenas uma cerveja bastante agradável.

Aparência: 7/10
Aroma: 6/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

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Mensagempor bmxutos » terça jun 10, 2008 1:15

Leco Escreveu:Olá pessoal,
Estive um bom tempo sem visitar o forum, havia esquecido esta preciosidade.

Ha umas duas semanas atrás visitem um Bar aki em Salvador-Bahia, o nome do bar é The Dubblin - Irish Pub. É uma exceção, encontrei boas cervejas lá, muitas eram das cervejarias artesanais aqui do Brasil (que estão se expandindo mto por sinal)

Bom...uma das cervejas boas que tomei, importada, foi a London Porter, gostei bastante, muito encorpada, profundamente negra, malte tostado bem presente, amarga e quase nada de doce...segue o link dela: http://www.fullers-ales.com/london_porter.php

Alguem de vcs já tomou? o que acharam???


Oi Leco. Sim, já tomei a London Porter e também gosto muito. Aliás, essa Porter é considerada por muitos como uma das melhores do mundo. E também não é de estranhar pois é produzida pela Fuller's, uma companhia inglesa que tem muitas dificuldades em produzir más cervejas! Para além da Porter, a London Pride, a Fuller's ESB ou a Fuller's Vintage são excelentes exemplos da grande qualidade dos produtos desta cervejeira.

Fico satisfeito por, aos poucos, estarem a surgir aí no Brasil pubs e bares com cervejas de qualidade. Se ter a London Porter já é uma grande mais-valia, também não o é menos em apostar nas excelentes cervejas de algumas microcervejarias brasileiras que, cada vez mais, vão crescendo e ganhando adeptos.

Abraço,


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Mensagempor bmxutos » quinta jul 31, 2008 23:17

Estou quase a ir de férias pelo que fui dar uma volta pela "adega" (leia-se o pequeno esconso onde guardo as minhas cervejas) para ver o que estava a passar de prazo e necessitava de um rápido consumo. Oh que sacrifício!

Na verdade, a cerveja que escolhi ainda estava bem longe do fim do prazo limite aconselhado para consumo (Março de 2009) e, para além do mais, o estilo não é dos mais adequados à canícula (ainda que envergonhada) que atravessamos.

Bom, bem ou mal a escolha recaiu numa Flying Dog Gonzo Imperial Porter. A Flying Dog Brewery é uma companhia dos States, muito bem cotada e sedeada em Denver, Colorado. Como define a própria empresa, esta Imperial Porter é uma versão turbo da Road Dog Porter.

Garrafa castanha de 355ml, rótulo, gargantilha e carica muito conseguidos e com alguma informação. Ficamos assim a saber os ingredientes (água, malte de cevada, lúpulo e levedura), o volume alcoólico (8,7%), IBU (80), o site da empresa (flyingdogales.com), que não é aconselhada a grávidas (uma imagem de uma senhora com uma barriga proeminente e um traço por cima!) e ainda uma citação de Hunter S. Thompson: "Good people drink good beer".

OK, vamos lá à dita. Confesso que a temperatura ficou um pouco aquém do que devia. Talvez tivesse sido a temperatura ideal para o Inverno mas com este calor pareceu-me um pouco superior ao aconselhável. Obviamente que não foi isso que me impediu de a degustar!

Ao servir apresentou uma cor muito escura, quase preto, ao mesmo tempo que se desenvolve uma intensa espuma castanha, muito similar à Imperial Stout com que o Edson ganhou o Concurso de Stouts. É curioso que na altura ficámos todos um pouco surpreendidos pela tonalidade da espuma dessa cerveja, dum castanho muito rico e escuro. Pois bem, esta Imperial Porter apresentou os mesmos tons. Pena que a espuma, apesar de cremosa e bonita, colapsou mais cedo do que o esperado, apesar de nunca se ter ausentado por completo. Logo, "no lacing".

No copo o aroma é extremamante intenso, nomeadamente a cereais torrados e chocolate negro (do malte chocolate, digo eu...). Tendencialmente doce sem chegar a ser enjoativo. Ao aquecer no copo libertam-se novos aromas, desta vez frutados (passas e ameixas secas).

Na boca há como que uma explosão de sabores, desde os cereais torrados, até um final amargo e a madeira queimada, café, passas, caramelo e um kick final amargo do lúpulo muito bem conseguido. É uma cerveja encorpada e bem equilibrada, com notas finais muito ligeiras a álcool.

As Imperial Porter não fazem parte propriamente dos estilos clássicos e, se bem a interpretei, será então uma double porter, com mais malte torrado, mais lúpulo e maior complexidade do que uma porter. É uma cerveja que cumpre o que começa logo a prometer pelo aspecto e cujo único grande defeito que lhe encontrei é ser tão difícil de encontrar!

Como diz a figura do rótulo: "OK! Let's party!"

Aparência: 8/10
Aroma: 8/10
Sabor: 9/10
Palato: 8/10

Total: 8,25/10

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Mensagempor bmxutos » sexta dez 19, 2008 12:21

Boas,

como nem só de grandes cervejas se faz a aprendizagem de um apreciador de cervejas e apesar de andar a beber algumas coisas bem melhores do que estas, hoje dedicarei algumas linhas a 3 cervejas da zona da América central/Caraíbas: a Red Stripe da Jamaica, a Presidente da República Dominicana e a Tecate do México.

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Serei rápido na descrição das mesmas.

Presidente

Há muito tempo que não bebia uma cerveja que me deixasse tão desconsolado. Apresentou cor amarelo-pálido com uma densa espuma branca, efervescente e que rapidamente colapsou. Aroma tendencialmente doce, a milho e com notas de ervas. Sabor límpido, muito pouco amargo, aborrecido. Será, por certo, uma excelente forma de se matar a sede na Rep. Dominicana. Como cerveja é pouco mais do que uma nulidade. E imaginem que ainda conseguem fazer uma versão light a partir desta cerveja!!!

Garrafa de 355ml. Ingredientes: Agua, cebada malteada, maiz refinado, azúcar y lúpulo. Elaborada pela Cervecería Nacional Dominicana; 5% ABV. Garrafa verde, rótulo e contra-rótulo com pouca informação e de aspecto desinteressante.

Aparência: 4/10
Aroma: 3/10
Sabor: 3/10
Palato: 3/10

Total: 3,25/10

Tecate

Ligeiramente melhor (ainda que muito pouco) do que a anterior. Produzida no México pela Cervecería Cuauhtémoc Moctezuma. Garrafa castanha de 33cl; 4,5% ABV; ingredientes: água, lúpulo, malte e cevada.

Como referi, foi uma cerveja um pouco menos desagradável de beber do que a Presidente. Menos teor a milho e mais a malte. No entanto, apresentava igualmente pouco amargor no geral e a espuma colapsou num ápice. É uma cerveja muito leve e, mais uma vez, só compreensível por estarmos a falar em climas tropicais. Isto, apesar de eu não perceber qual seria o problema destes povos estarem a beber uma Urquell ou uma Berliner Kindl: mais refrescante do que isso...

Aparência: 4/10
Aroma: 3/10
Sabor: 4/10
Palato: 3/10

Total: 3,50/10

Red Stripe

A melhorzinha das três. Refira-se que esta era a versão jamaicana (há uma produzida em Inglaterra).

Garrafinha engraçada, de 355ml, bojuda e com gravação directa no vidro. Mais uma vez informação escassa ou nula: 4,7% ABV e... e mais nada! :D Nem os ingredientes são necessários.

Esta cervejinha já poderia fazer competição com algumas das cervejas nacionais, quase todas elas bem superiores à Tecate ou à Presidente. A Red Stripe apresentou um amarelo-dourado típico das pala lagers e espuma branca que rapidamente de desvaneceu. Aroma doce, a milho e ligeiro malte. Pouco ou nenhum amargor. Felizmente, no aroma lá deu para perceber a presença do lúpulo, apesar do final de boca ser praticamente nulo. Uma cerveja nada ofensiva, standard, que se deixa beber.

Aparência: 4/10
Aroma: 4/10
Sabor: 4/10
Palato: 5/10

Total: 4,25/10


A que conclusões nos trazem estas provas? Continua a fazer-se cerveja muito fraquinha por esse mundo fora. E a questão da tropicalidade e do calor não serve de desculpa: uma boa weiss mata tanto ou melhor a sede do que estas macro lagers, cujo carácter tendencialmente doce em nada ajuda no combate à canícula. Aposta-se no milho para se roubar no malte e no lúpulo. E o resultado final reflecte essa opção.

Mas será por falta de know-how? Dificilmente. Basta para isso experimentar-se uma das excelentes stouts que se produzem na Jamaica. E mesmo no México já começam a surgir alguns produtos interessantes. Esperemos que, em breve, estes países possam seguir os exemplos que, geograficamente, surgem de cima e de baixo, respectivamente dos EUA e do Brasil/Argentina/Chile.


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Um olhar holandês sobre as wits

Mensagempor bmxutos » sábado dez 20, 2008 16:47

Penso que já várias vezes aqui referi a minha predilecção pelas cervejas de trigo ao estilo belga, sendo que os melhores exemplares que até hoje degustei provêm exactamente desse país. O que não implica que não se possam fazer Wits em outras latitudes, o que se comprova com estas duas Wits holandesas:

- a Texels Wit
- a (Scharrel) IJ Wit

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Antes de mais, uma breve apresentação as companhias que produzem estas cervejas. A Brouwerij ’t IJ funciona como um brewpub numa zona calma de Amesterdão. Quem se deslocar a esta cidade e tiver algum interesse por cerveja, tem obrigatoriamente de visitar o moinho e o pub adjacente. Já a Texelse Bierbrouwerij é uma pequena empresa de Oudeschild, no município de Texel, numa ilha a norte da parte continental da Holanda.

A forma como estas empresas abordaram o conceito Wit foi bastante diferente, mais próximo do original a IJ e mais a fugir para as Weiss no caso da Texels.

Texels Wit

Como referi, a empresa optou por uma abordagem mais Weiss do que Wit. Apresentou cor amarelo-pálido, turva, e volumosa espuma branca, duradoura e que deixou um lacing decente.
Aroma muito suave, com notas de trigo, ligeiro lúpulo e citrinos. Corpo leve, textura algo aguada; sabor muito contínuo, com poucos motivos de destaque: laranja, trigo, quase nenhum amargor. Igualmente poucas notas de levedura, tão típicas no estilo. Carbonatação mínima. Coentros nem vê-los.

Garrafa castanha de 30cl; 5% ABV e o site da companhia. A partir daí, tudo está em holandês, apesar de se perceber bem a palavra "Reinheitsgebot". Agora, não sei se estarão a dizer que a cerveja respeita a Lei da Pureza Alemã ou outra coisa qualquer, mas se respeitasse isso já explicaria alguma coisa...

Sinceramente, se não me dissessem o estilo diria que tinha bebido uma Hefe-weizen. Mas eles apontam para uma Wit... Por certo saberão o porquê melhor do que eu.

Aparência: 5/10
Aroma: 4/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 4,75/10

(Scharrel) IJ Wit

A IJ Wit está para a Texels como o dia está para a noite. Apesar de fugir ligeiramente aos cânones do estilo em termos alcoólicos (7% ABV), em tudo o resto se revela uma autêntica Wit.

Cor entre o laranja e o amarelo, turva e com boa carbonatação para o estilo. Enorme espuma branca, consiste e persistente.
No aroma fez lembrar ainda que de forma ligeira as congéneres de trigo alemãs, com a presença de banana, apesar de não se sobrepor aos citrinos e à levedura. Aliás, as notas mais persistentes são mesmo ao cereal, contribuindo para um final no nariz seco.
O sabor é muito frutado, tendencialmente doce, com notas dos coentros e algo que me parecia mais tangerina do que outro citrino qualquer. Muito agradável. O senão: ao contrário da Texels, esta cerveja já não mata tão bem a sede, apesar de, em termos cervejeiros, estar muito melhor conseguida.

Garrafa castanha de 33cl., rótulo diferente mas com muito pouca informação. Ambas apresentaram caricas anónimas, o que é uma pena para os coleccionadores.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 8/10
Palato: 8/10

Total: 7,5/10

Conclusão: na teoria, estaria a comparar cervejas idênticas. Mas isso é só no papel. Na prática revelaram-se cervejas bem distintas, uma excelente Wit a IJ e uma Weiss decente a Texels.


beertruck
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Mensagempor beertruck » segunda fev 09, 2009 14:54

Boas, Canecas!
Que tal é a oferta de cervejas aí na Suiça? Mais à base de cervejas alemãs? Ou as belgas tb são fáceis de encointrar? E americanas? E de outras origens?
Abraço.


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Mensagempor Canecas » segunda fev 09, 2009 17:50

beertruck Escreveu:Que tal é a oferta de cervejas aí na Suiça?


Boa. derivado a sua localização geografia e ao factor de ser um pais onde vivem ou vem pessoas de muito países. pode-se considerar boa.

beertruck Escreveu:Mais à base de cervejas alemãs?


Sim, também. alias a Alemanha é o melhor parceiro comercial da Suíça

beertruck Escreveu:Ou as belgas tb são fáceis de encointrar?


Sim. alias para mim a melhor cerveja do mundo (Hoegaarden) encontra-se com facilidade

beertruck Escreveu:E americanas?


Algumas. não me lembro o nome mas ha uma da costa oeste pelo menos

beertruck Escreveu:E de outras origens?


Bom, depois há asiáticas, dos estados bálticos, Suíças há uma data delas etc.


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Mensagempor bmxutos » sexta mar 06, 2009 0:27

Estava a actualizar o site e fui buscar uma cervejita para me acompanhar. A escolha recaiu sobre a Flying Dog Double Dog Double Pale Ale. Que nome!!!

Não vou fazer uma análise extensa como costumo fazer. Apeteceu-me apenas vir dizer aqui ao fórum: Grande IPA!!! O coice final do lúpulo é impressionante. Mas muito bem balanceada, aromática, enfim, uma maravilha.

À saúde de todos os meus confrades!


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Mensagempor bmxutos » terça mai 12, 2009 23:37

Boas!

Enquanto vou tratando de uma Livinus (uma belgian stong apenas razoável), lembrei-me de uma conversa que tive com o barbas no último encontro do CdM. Falávamos das cervejas cujos nomes estão associados a piratas, corsários e afins. Na altura vinha isso a propósito de ter experimentado uma Bière du Corsaire. Ontem tive oportunidade de contribuir mais um pouco para essa minha lista temática.

Então, para além da já mencionada Bière du Corsaire, temos a Piraat, a Brigand, a Bière du Boucanier, ao que ontem então somei a Filibuster. Temos aqui cervejas bem diferentes, desde a Piraat (uma strong ale que gosto muito) até à Filibuster, uma pilsner surpreendentemente agradável. Ainda não consegui descortinar a origem desta tradição,se é que existe alguma. Fica pois apenas como apontamento.

Abraço.


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barbas
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Mensagempor barbas » quarta mai 13, 2009 7:19

Tens ainda a cubana Bucanero e as argentinas Corsario Negro. As muito afamadas Jolly Pumpkin também podem entrar no lote: algures um misto entre piratas e Halloween....

Abraço

Fernando


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knuppe
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Cerveza Austral

Mensagempor knuppe » sexta out 16, 2009 23:30

Estas são umas das melhores que já bebi aqui na américa do sul, o nome dela é Austral, eu descobri elas quando estava voltando de Santiago - Chile para o brasil, estava esperando o meu vôo (14h de espera no aeroporto), eu me lembro de tomar 2 de cada uma das 4 cervejas (depois não lembro muito bem se tomei mais ou não :mrgreen:)

Vou comentar sobre o que lembro das 4

LAGER
O que me impressionou nessa foi a coloração (dourado muito belo) e um gosto levemente amargo, muito saborosa muito doce quando se toma e fica um gosto levemente amargo na lingua (bem suave).

Aparência: 7/10
Aroma: 5/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,5/10

PATAGONEA
Essa tem um gosto de malte bem presente, e o interessante dela é que tem uma cor meio avermelhada e com um cheiro muito bom !

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 6,5/10

CALEFATE
Esta é bem parecida com a patagonea, porém tem um gosto de caramelo bem evidente, ela tem a cor vermelha mais fraco (puxando para um dourado)

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,8/10

YAGAN
Esta tem uma cor amarelada escura (meio turva), tem um forte gosto de cevada, e um aroma muito prazeroso!

Aparência: 5/10
Aroma: 6/10
Sabor: 5/10
Palato: 6/10

Total: 5,7/10

Aí tem uma foto da Larger, e a outra foto é de um folheto que estava no bar....



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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » segunda out 19, 2009 23:23

Boas knuppe,

Bastante interessantes essas Austral. Deconhecia por completo.

E aí no Brasil, o que acha dos produtos de algumas microcervejarias? Já teve oportunidade de experimentar alguma coisa da Colorado, Eisenbahn ou Baden-Baden?

Abraço,


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Mensagempor knuppe » terça out 20, 2009 11:42

bmxutos Escreveu:Boas knuppe,
E aí no Brasil, o que acha dos produtos de algumas microcervejarias? Já teve oportunidade de experimentar alguma coisa da Colorado, Eisenbahn ou Baden-Baden?


Se não estou enganado, já vi essa Eisenbahn em um Pub aqui na minha cidade, porém qualquer cerveja em Pub e importado é muito mais caro, normalmente de são mais caras que R$ 20,00 (~ $17,5), aí prefiro as boas "nacionais" (Bohemia, Heineken, Original e Itaipava) essas são as melhores que temos no brasil a um custo bem acessível R$ 3 à 4,5 (~ $5 à 6,3)!



Abraço


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Mensagempor bmxutos » terça out 20, 2009 12:19

Pois, imagino que essas cervejas artesanais sejam caras.

Mas caso haja oportunidade, recomendo uma visita à Cervejaria da Vila, aí em Curitiba, na Rua Mateus Leme.

Recebi há uns tempos um email da companhia e a oferta cervejeira pareceu-me magnífica. Deixo também o site da cervejaria:

http://www.cervejariadavila.com.br/

Abraço,


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Mensagempor knuppe » quarta out 21, 2009 20:07

bmxutos Escreveu:Mas caso haja oportunidade, recomendo uma visita à Cervejaria da Vila, aí em Curitiba, na Rua Mateus Leme.


Foi exatamente na Cerveharia da Vila que eu ví a Eisenbahn ! :)

Eu estava em dúvidas de onde ir amanhã, com sua dica já estou decidido! :mrgreen:
Tiro uma foto da Diabólica 666 lá e posto aqui na semana que vem!



Abraços


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Mensagempor AlgharBeer » sexta out 23, 2009 5:32

Rip Tide = excelente ;)

A cerveja é como ovinho fresco ou natural, é preciso é apreciar...
;)


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Mensagempor bmxutos » terça nov 24, 2009 22:47

Companhia para a noite: Rogue Dead Guy Ale. Perfeita!


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Mensagempor meku » domingo jan 24, 2010 20:36

AlgharBeer Escreveu:Rip Tide = excelente ;)

A cerveja é como ovinho fresco ou natural, é preciso é apreciar...
;)


Provei hoje a rip tide ...muito boa , mas achei o sabor a torrado um pouco intenso demais...alguém já provou a tactical nuclear penguin da mesma companhia que faz a rip tide ; a brewdog? supostamente a cerveja com mais álcool do mundo...


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Mensagempor canecao » sexta jan 29, 2010 14:58

meku Escreveu:
AlgharBeer Escreveu:Rip Tide = excelente ;)

A cerveja é como ovinho fresco ou natural, é preciso é apreciar...
;)


Provei hoje a rip tide ...muito boa , mas achei o sabor a torrado um pouco intenso demais...alguém já provou a tactical nuclear penguin da mesma companhia que faz a rip tide ; a brewdog? supostamente a cerveja com mais álcool do mundo...


Acho que só produziram umas 500 unidades da tactical nuclear... será dificil chgar ca a portugal, digo eu.


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Mensagempor bmxutos » quarta mar 09, 2011 23:20

Eu e as minhas pancas pelas cervejas com frutos tem destas coisas: tudo o que vem à rede é peixe e, consequentemente, por vezes apanho grandes barretadas. Foi o caso da espanhola Cerveza Artesana Mudéjar Roja.

Apresentou cor âmbra claro, cheia de vida, e uma espuma branca muito ligeiramente com tons rosados. Diga-se que a espuma colapsou num instante. Aliás, 1 minuto após ter servido a cerveja, espuma era coisa que parecia nunca ter existido.

Aroma subtilmente ácido, com notas de frutas (mais a morango do que a framboesa, como seria normal numa cerveja de framboesa...). No fundo, o cheirinho a infecção era característico... Então como é que andamos a deinfectar esses materiais amigos!? :((-

Obviamente que o sabor se ressentiu dessa falha. Era simplesmente mau. O mesmo se aplica ao final no palato. Corpo leve.

Bom, a prova ficou definitivamente afectada pela infecção. O rótulo é pobrezinho e pouca informação acrescenta para além dos ingredientes (água, malte, lúpulo e levedura - não faltará framboesa, ou algum aroma artificial para justificar o nome da cerveja?). A minha Roja foi o lote 59, teor alcoólico de 5,8% e prazo limite de consumo a Dezembro de 2010 (não, não justifica a infecção detectada).

Sinceramente, não foi bem aquilo que eu estava à espera...

Aparência: 3/10
Aroma: 2/10
Sabor: 2/10
Palato: 2/10

Total: 2,25/10

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Última edição por bmxutos em quarta mar 09, 2011 23:42, editado 1 vez no total.


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barbas
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Mensagempor barbas » quarta mar 09, 2011 23:36

bmxutos Escreveu: No fundo, o cheirinho a infecção era característico...


Já não é a primeira vez que apanhas uma espanhola infectada, pois não? (estou a falar de cervejas, claro :)) )

Também já tive uma má experiência com uma Montmirà Penyagolosa o que me leva a pensar num artigo que li há algum tempo atrás e que chamava atenção para os perigos do amadorismo nas cervejas artesanais, pelo que me lembro, justamente em Espanha.

A premissa era simples. Imaginem que iam dar a conhecer a um não-iniciado o mundo fabuloso das cervejas artesanais e ele leva com uma bomba de off-flavours e aromas a carne podre. Lá está meio caminho para um regresso sem retorno a uma San Miguel ou uma Mahou...

Abraço

Fernando


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