O que ando a beber...

Comente quais as suas cervejas preferidas, aquelas que menos gosta, as suas qualidades, defeitos e características.
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » segunda abr 08, 2013 21:58

Abbaye des Rocs Brune

Aroma e sabor doce a caramelo torrado e frutos secos. Apesar dos 9% de álcool este é apenas mais um sabor, não distrai dos outros. Na boca é aveludado, cremoso, muito boa textura. Apetece beber sem parar! 5 estrelas!
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » segunda abr 08, 2013 23:23

Obolon Premium

Uma das cervejas mais consumidas na Ucrânia e que traz à liça, uma vez mais, a discussão sobre o que é uma cerveja Premium, se é que isso hoje em dia significa alguma coisa para além de uma jogada de marketing e a possibilidade de colocar um preço superior num produto perfeitamente normal.

Na verdade, esta Premium em nada se distingue de outras Pale Lager da Obolon e mesmo ucranianas. É como estar a tentar perceber se gostamos mais da Cristal ou da Super Bock. Exercício fútil.

A Obolon Premium é como centenas de outras Lagers internacionais, feitas para não incomodar ninguém e serem relativamente baratas. Bom, não incomodar alguém é relativo, já que pode desagradar aos verdadeiros apreciadores de cerveja. Mas lá está, tem de haver cervejas para todos os momentos e esta é uma daquelas cervejas para ser bebida sem pensarmos que estamos a beber uma... cerveja. É um refresco alcoolizado e serve bem nessa função.

De cor amarela, espuma branca, volumosa mas fugaz, com aroma que remete para o cereal. Tendencialmenet doce na boca, novamente o cereal em destaque e presença do lúpulo apenas no final. Corpo leve, carbonatação média, refrescante qb.

Aparência: 6/10
Aroma: 4/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » terça abr 09, 2013 22:18

Chimay - Pères Trappistes

Cerveja de cor escura, tal como é esperado numa cerveja deste género. Faz uma boa quantidade de espuma ao ser colocada no copo. O aroma é a malte e a doce caramelo torrado. O sabor acompanha o aroma e acrescenta uma amargura no fim de boca. Também se sente o sabor a álcool. No geral, uma boa cerveja.
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » quarta abr 10, 2013 22:20

Gordon Finest Scotch - Highland Ale

Cerveja de cor vermelho escuro. Aroma e sabor forte a caramelo. Quem quiser saber o que é sabor a caramelo torrado numa cerveja tem aqui um bom exemplo. Até parece caramelos da Régua líquidos. Tem um travo de amargo acentuado que se intensifica mais ao engolir, juntamente com um ligeiro ardor do álcool. Cerveja com bom corpo e que deixa a espuma agarrada ao copo (Lacing).
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » quinta abr 11, 2013 21:27

Trappistes Rochefort 8

Cerveja de cor castanho escuro, muita espuma que agarra no copo. O aroma é a caramelo e frutos secos e maçã. O sabor é uma mistura de sabor a maçã estilo sidra, com caramelo torrado, o álcool tem alguma presença nesta cerveja. Apresenta muita carbonatação. Uma óptima cerveja.
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor KaYs3r » quinta abr 11, 2013 22:04

seriuskiller Escreveu:Trappistes Rochefort 8

Cerveja de cor castanho escuro, muita espuma que agarra no copo. O aroma é a caramelo e frutos secos e maçã. O sabor é uma mistura de sabor a maçã estilo sidra, com caramelo torrado, o álcool tem alguma presença nesta cerveja. Apresenta muita carbonatação. Uma óptima cerveja.


A Trappistes Rochefort 10 é para mim a melhor cerveja que já provei até hoje :)


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » sexta abr 12, 2013 9:19

KaYs3r Escreveu:
seriuskiller Escreveu:Trappistes Rochefort 8

Cerveja de cor castanho escuro, muita espuma que agarra no copo. O aroma é a caramelo e frutos secos e maçã. O sabor é uma mistura de sabor a maçã estilo sidra, com caramelo torrado, o álcool tem alguma presença nesta cerveja. Apresenta muita carbonatação. Uma óptima cerveja.


A Trappistes Rochefort 10 é para mim a melhor cerveja que já provei até hoje :)


Nunca provei, vai então para a minha próxima lista de compras. Dentro deste género a que gostei mais foi a Abbaye des Rocs Brune. Tem muitos sabores mas todos equilibrados. Achei mais dificil de descrever porque havia ali muita coisa a acontecer. Por exemplo a Gordon Finest Scotch - Highland Ale é muito boa mas o sabor a caramelo quase que abafa o resto.


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor Vic » sexta abr 12, 2013 22:17

KaYs3r Escreveu:
seriuskiller Escreveu:Trappistes Rochefort 8

Cerveja de cor castanho escuro, muita espuma que agarra no copo. O aroma é a caramelo e frutos secos e maçã. O sabor é uma mistura de sabor a maçã estilo sidra, com caramelo torrado, o álcool tem alguma presença nesta cerveja. Apresenta muita carbonatação. Uma óptima cerveja.


A Trappistes Rochefort 10 é para mim a melhor cerveja que já provei até hoje :)


É uma grande cerveja. Aliás, a 8 também está bem acima da média.
Posso dizer que para mim, das acessíveis, a Rochefort 10 é capaz de também ser a melhor. Vá lá, para não ser injusto para algumas outras de que também gosto, está np top 3.
E refiro "das acessíveis", porque considero as Westvleteren bastante difíceis de adquirir, porque senão, dizia já que a melhor que já bebi foi a Westvleteren 12 (e ainda há ali uma ou duas de 2007 à espera de ocasião à altura da degustação de uma cerveja daquele calibre).

Cheers


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » segunda abr 15, 2013 8:55

Este fim de semana tive a oportunidade de experimentar mais duas cervejas, uma vez que só agora a estou a descrever, algumas coisas esquecem-se:

Kilkenny de pressão: O que ficou desta cerveja é que é muito amarga. Sente-se também alguma doçura. Não fiquei muito fã.

Guinness Special Export Stout em garrafa: Sabor a torrado. Existe alguma doçura inicial que é coberta pelo sabor amargo a torrado quando se engole. Gostei bastante.


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor HugoG » segunda abr 15, 2013 23:10

Participei hoje numa degustação de cervejas belgas no El Corte Inglés, promovida pela Câmara luso-belga-luxemburguesa, e diga-se que não correu nada mal:

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Também se degustou a Chimay Bleue, mas essa já conhecia há muito. Como não poderia deixar de ser, achei todas muito boas, mas destaco a Grand Cru com seu fantástico aroma e sabor complexo, com final amargo e frutado em simultâneo. Confesso que também fiquei com um fraquinho pela Tongerlo com as suas supreendentes notas de banana, logo no aroma (estou mais habituado a tal nas weiss).

E ainda houve oportunidade de ouvir alguns produtores belgas. Uma bela tarde :):)


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » terça abr 23, 2013 22:13

Hövels Original

Altbier da alemã Hovels, com 5,5% ABV e que encontrei à venda no El Corte Inglés. Aliás, valeu a pena passar por lá pois tinham três ou quatro cervejas que nunca tinha bebido. Sendo a Hovels de Dortmund, apontemos então para uma Altbier ao estilo dessa cidade.

As Altbier são cervejas muito curiosas, fermentadas a temperaturas típicas de Ale (baixas) e que sofrem depois um processo designado por lagering, com uma fase de maturação longa e com temperaturas próximas dos 0ºC. Este processo permite a criação de cervejas muito limpas (não, não estou a falar da aparência), suaves e delicadas, com características mais condicentes com uma Lager do que com uma Ale.

E esta Hovels foi um bom exemplo de uma Altbier, com um equilíbrio bem conseguido entre o amargor do lúpulo e a doçura do malte. No aroma predominam as notas da levedura, pão e algum malte. Na boca a primeira impressão é transmitida pelo caramelo, mas o lúpulo entra muito bem, evitando alguma doçura excessiva e dando azo ao surgimento de outros sabores, essencialmente transmitidos pela levedura. O final é bem seco, se me permitem crispy.

Uma Altbier bem interessante, ainda que este não seja um estilo que faça surgir uma daquelas cervejas que nos apaixona. Mas é uma cerveja clássica bem conseguida, honesta e cumpre muito bem os seus propósitos.

Aparência: 7/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » terça abr 23, 2013 23:05

Bourganel - Bière aux Marrons de l'Ardèche

A Bourganel é uma cervejeira francesa da cidade de Vals-les-Bains, departamento de Ardèche, na região do Rhône-Alpes. É uma zona de forte tradição da castanha, facto que por certo levou o mestre-cervejeiro a pensar na sua inclusão nesta cerveja. Não obstante, no portefólio desta companhia estão cervejas com mirtilos, mel, nougat... donde que castanha nem é o ingrediente mais estranho.

Trata-se de uma Lager, com 5% ABV, em que a adição das castanhas não traz grandes vantagens, pelo menos a um nível degustativo. Para além das castanhas é também acrescida de baunilha.

De cor âmbar, bastante límpida para o que seria expectável, espuma off-white com média formação e baixa retenção. Muito dificilmente posso referir que algo que apanhei quer no aroma, quer no sabor, possa sequer assemelhar-se a castanha ou algo com castanha (estou a lembrar-me de gelados ou compotas, por exemplo). A baunilha, essa sim, já é mais perceptível, apesar de o predomínio ir para o malte, transmitindo ideias de biscoito e nozes. É muito redonda na boca, com uma carbontação baixa e final curto mas agradável. Corpo leve.

É uma cerveja diferente, fácil de beber e refrescante, a criar curiosidade pelos outros produtos da companhia. Já quanto à utilização da castanha é que se torna difícil de nos pronunciarmos sobre eventuais vantagens. Pelo menos desvantagens não parece ter trazido.

Aparência: 5/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 5,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quarta abr 24, 2013 0:07

Podil Parove (Steam Beer) Premium

Uma Steam Beer proveniente da Ucrânia é coisa inesperada, sendo que a informação sobre a companhia e a cerveja é tão fraca que é apenas comparável ao meu conhecimento de ucraniano. Portanto, ficamos sem saber se é apenas uma designação comercial ou se esta cerveja é da mesma linha das Steam californianas.

Uma coisa é certa: a companhia é bem antiga, fundada em 1872, pelo que não é de admirar que se algum do equipamento for ainda o original quem sabe não exista para lá tecnologia que permita fazer uma verdadeira Steam. Mas vamos à cerveja.

Foi das melhores cervejas ucranianas que bebi até hoje. Ok, não é nada de transcendental mas é uma cerveja suficientemente bem elaborada, que denota a utilização de alguns ingredientes nobres e que, tentando-me por exemplo lembrar da Anchor Steam Beer, não fica assim a tantas milhas. O aroma é frutado, com presença de avelãs e ligeiro lúpulo. O lúpulo é mais intenso na boca, bem balanceado pelo caramelo e notas frutadas e a pão torrado (ligeiro fumado).

De cor acobreada, límpida, corpo leve, infelizmente mais aguado do que o desejável.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 5,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor HugoG » quarta abr 24, 2013 11:48

bmxutos Escreveu:Hövels Original

Altbier da alemã Hovels, com 5,5% ABV e que encontrei à venda no El Corte Inglés. Aliás, valeu a pena passar por lá pois tinham três ou quatro cervejas que nunca tinha bebido. Sendo a Hovels de Dortmund, apontemos então para uma Altbier ao estilo dessa cidade.



Fui há poucos dias ao El Corte Inglés e também reparei que estão agora com uma oferta bem maior a nível de cervejas alemãs. Trouxe algumas, mas não essa Hövels. Será numa próxima...


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » sábado abr 27, 2013 16:34

HugoG Escreveu:
bmxutos Escreveu:Hövels Original

Altbier da alemã Hovels, com 5,5% ABV e que encontrei à venda no El Corte Inglés. Aliás, valeu a pena passar por lá pois tinham três ou quatro cervejas que nunca tinha bebido. Sendo a Hovels de Dortmund, apontemos então para uma Altbier ao estilo dessa cidade.



Fui há poucos dias ao El Corte Inglés e também reparei que estão agora com uma oferta bem maior a nível de cervejas alemãs. Trouxe algumas, mas não essa Hövels. Será numa próxima...


Sim, a oferta de alemãs cresceu exponencialmente. Algumas coisas dispensáveis mas é de saudar a renovação de marcas e aumento das opções.

Abraço,


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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo abr 28, 2013 17:26

Super Bock Sem Álcool Limão

Conhecida informalmente no meio cervejeiro português pela Super Pop sem álcool, a versão limão das SB sem álcool é provavelmente a menos conseguida de toda a linha, na qual estão incluidas a normal, a preta, a pêssego ou a maçã. Na verdade, a aromatização a limão é das mais complicadas de conseguir em termos industriais, em função das fortes características da própria fruta e das mesmas serem do conhecimento de todos. Resulta daí que seja comum os produtos com limão nos parecerem os mais artificiais. E desse facto não foge esta SB.

Reverso da medalha: é bastante positiva a aposta das produtoras nacionais em cervejas sem ou de baixo teor alcoólico. É uma tendência mundial e que, não obstante as baixas vendas, não deixa de ser um mercado que por certo crescerá no futuro, nomeadamente pelas restrições do consumo de bebidas alcoólicas quando se conduz, problemas de saúde, medicação, entre outros. Se à cerveja base sem álcool adicionarmos uma família que inclua cervejas "frutadas", só posso considerar isso favorável.

Dito isto, lá por ser um produto com aspetos positivos, não podemos fazer uma beberagem, pôr um conhecido humorista a publicitá-la e esperar que o consumidor adira. O consumidor pode ser pouco informado ou interessado, mas enganam-se as companhias se o consideram estúpido. E a SB sem álcool limão tem pouco respeito pelos seus consumidores. Mas atenção! Não pensemos que este se trata de um problema exclusivo da SB. Há dezenas de cervejas por esse mundo fora, aromatizadas com limão, que pecam pela sua falta de naturalidade. E, como dizia o outro, não havia necessidade.

Há um outro ponto muito interessante que pode ser suscitado sempre que bebemos um produto como este e que é: o que é uma cerveja? Ou ainda: desde quando deixamos de ter uma cerveja para termos um refrigerante alcoólico? Bom, isto dava pano para mangas pelo que é melhor passar à (curta) avaliação da cerveja.

Cerveja muito efervescente, com espuma branca sem um mínimo de retenção. Corpo muito leve. Aroma e sabor idênticos, ligeiro cereal e muito percepção artificial a limão. Aguada e refrescante.

Cerveja ou refrigerante? Independentemente da opinião, a Super Bock sabe e tem de fazer melhor.

Aparência: 3/10
Aroma: 3/10
Sabor: 3/10
Palato: 3/10

Total: 3/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo abr 28, 2013 18:12

Schöfferhofer Hefeweizen-Mix Grapefruit

Escolhi a avaliação desta Schofferhofer a seguir à da SB sem álcool limão para demonstrar, caso fosse necessário, que uma cerveja frutada e de baixo teor alcoólico - ou mesmo sem álcool - não tem necessariamente de ser um mau produto.

Bom, na verdade os dois produtos não são propriamente comparáveis, ainda que o conceito base sujbacente seja similar. Esta Schofferhofer é elaborada recorrendo a 50% de uma Hefeweizen e a 50% de sumos de diferentes frutas, com destaque para a toranja. É um produto que incorpora ainda muitos outros ingredientes, desde ácido cítrico a farinha de alfarroba (provavelmente utillizado como estabilizador).

Aparência global muito interessante (garrafa, gargantilha e carica), ainda que seja de vidro incolor, o que não deixa de ser expectável em produtos deste género. Ponto prévio à avaliação em si: a Hefe da Schofferhofer é das minhas cervejas de trigo preferidas, pelo que a base do produto promete.

De líquido cor de laranja, turva, com uma volumosa espuma branca que colapsou muito rapidamente. Ainda assim a aparência é minimamente atractiva. O aroma é tendencialmente doce, com notas de toranja e de trigo. O sabor reflecte o que se sente no aroma ainda que haja uma acidez bem notória, que equilibra na perfeição a doçura que se mantém presente. Final seco e bastante agradável. Carbonatação média a elevada.

Uma variação a sério daquilo que em Portugal muitas vezes se entende como um Shandy, neste caso com a opção a recair na toranja. A combinação revelou-se muito conseguida, tornando esta bebida numa excelente opção para o Verão.

Aparência: 5/10
Aroma: 6/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo abr 28, 2013 20:42

Schlappeseppel Dunkel

Mais uma que trouxe da minha recente incursão ao El Corte Inglés. Elaborada pela bávara Schlappeseppel, companhia que pertence ao grupo Eder & Heylands Brauerei e da qual já tinha experimentado umas cervejas mas sob a denominação Bavaria. Como não podia deixar de ser, elaborada respeitando as regras da Reinheitsgebot.

Garrafa com apresentação conseguida - assim como o site da companhia http://www.schlappeseppel.de/en - demosntrou ser uma Dunkel clássica, sem grandes pretensões e profissionalmente elaborada. 5,2% ABV.

De cor castanha com reflexos avermelhados, espuma bege claro com média formação e média retenção, não tendo deixado quase nenhum laço ao longo do copo. Aroma tímido a malte torrado, notas de passas e algum lúpulo. Na boca tem início doce, caramelizado, algo seca, terminando com notas do cereal e lúpulo. Final curto e seco. Muito limpa e simples na boca, fácil de beber e honesta. Mas não passa disso.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 5/10

Total: 5,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo abr 28, 2013 21:42

Brewfist 24K Golden Ale

No outro dia estava a comentar com o camarada barbas relativamente às cervejas Golden Ale inglesas que tenho (e ele também, creio) bebido. E nessa conversa surgiu esta 24K, da Brewfist, que dizia eu ser mais um bom exemplo das excelentes cervejas que saem da Velha Albion. Tudo seria verdade e muito bonito não fora, como ele me alertou, o facto da Brewfist ser italiana. Portanto, um estilo que está em grande voga em Inglaterra, o nome da companhia em inglês mas, na verdade, uma cerveja de Itália e feita em Itália.

Cerveja provavelmente elaborada mais a pensar no mercado internacional do que no mercado italiano, faz de facto lembrar as excelentes Golden Ale inglesas que tão na moda agora estão. Até no volume alcoólico está em paralelo com esta ideia: 4,6%. Para além de malte de cevada é também utilizado malte de trigo.

De cor dourada, medianamente turva, apresentou densa espuma branca com boa retenção. Aroma fresco, a lúpulo norte-americano, maioritariamente frutado, com destaque para laranja/tangerina e alperce. O sabor é dominado pelos maltes de base, novamente o lúpulo (citrinos e um ligeiro toque exótico), levedura. No palato subsistem os citrinos e ligeiro amargor.

Não é o melhor que tenho bebido dentro do género. Tem uma carbonatação suave e é mais encorpada do que o ABV podia deixar antever. Mas acaba por ser algo mild, faltando-lhe um pouco de aroma e um final mais prolongado, seco e "crocante". É uma boa cerveja mas não é surpreendente.

Aparência: 6/10
Aroma: 6/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » domingo abr 28, 2013 22:56

Zwarte Piet

Mais uma óptima cerveja da belga De la Senne, na linha do que tem sido habitual com as cervejas que já experimentei desta companhia. Aliás, caso tenham oportunidade recomendo vivamente que experimentem um dos produtos da empresa. Por certo não se arrependerão.

Esta Zwarte Piet é a versão de 2012, também conhecida como Equinox. Antes de 2012 a Zwarte Piet era um produto diferente, resultante da mistura entre a Stouterik (uma Stout da De la Senne) e a Cantillon Gueuze. O Zwarte Piet é uma figura típica no natal holandês, nos últimos anos envolta em alguma polémica por, pretensamente, ter um carácter racista. Se quiserem saber mais... wiki: http://en.wikipedia.org/wiki/Zwarte_Piet

Garrafa de 33cl, rótulo muito engraçado, humorístico, ainda que pouco informativo. 8,2% ABV. Na sua versão actual a Zwarte Piet é uma Belgian Dark Strong Ale.

Cerveja castanho escuro, encimada por uma bonita espuma bege, com média durabilidade, deixando um laço razoável no copo. Carbonatação suave. O aroma é intenso mal se retira a carica, dominado por cacau, cereal torrado, café, figos secos e caramelo. Ao evoluir no copo surgem também as especiarias, como cravo e noz moscada. O sabor é confuso, não no sentido de ser desequilibrado ou desconexo mas por nos encaminhar mais para uma Stout do que propriamente para uma BDSA. Nada que nos impeça de apreciar o cereal torrado, frutos secos, fumado, tudo bem acompanhaod pela típica doçura belga. O álcool está extremamente bem oculto e raramente se nota a sua presença.

É uma cerveja com um aroma e sabor pungentes, que aconselha a que seja bebida num copo tipo tulipa ou cálice, para ajudar na libertação e evolução das características inerentes à bebida. É uma BDSA bastante peculiar, que agrega sabores que funcionaram bastante bem juntos. Vale a pena experimentar.

Aparência: 8/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 8/10

Total: 7,5/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quarta mai 01, 2013 21:13

Strongbow Cider

Marca da britânica Bulmers, que por sua vez é detida pela Heineken, tendo pelo meio também passado pelas mãos da Scottish&Newcastle, à imagem da nossa Centralcer. É a sidra mais consumida em todo o mundo, com uma fatia do mercado mundial a rondar os 12%. Estamos, portanto, a falar de um produto para consumo de massas, pelo que não é de esperar nada de radical.

Garrafa de vidro incolor, rótulo já bastante familiar, visto este ser um produto habitualmente disponível em grandes superfícies nacionais e um pouco por todo o mundo. No copo é amarela clara, com espuma branca muito efervescente e que desaparece num instante. No aroma nota-se ligeira acidez e maçã, enquanto o sabor é bastante mais doce e açucarado. Carbonatação média a elevada. A ser bebida bastante fresca caso contrário torna-se xaroposa, aproximando-se perigosamente de um sumo de maçã.

Aparência: 5/10
Aroma: 4/10
Sabor:4/10
Palato: 4/10

Total: 4,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quarta mai 01, 2013 21:28

Persha Bochkove

Regresso às cervejas ucranianas e às macro Lagers. Elaborada pela Persha Privatna Brovarniya na cidade de Lviv.

Uma cerveja sobre a qual não há muito a dizer. Cumpre os propósitos para que foi desenhada, isto é, não chatear muito, ser fácil de beber, barata e refrescante. Igual a centenas de outras macro Lagers existentes em dezenas de países. Loura clássica, com espuma branca estável, aroma ligeiro a cereal e levedura, sabor neutral com escassez de lúpulo. Carbonatação média, corpo leve, aguada.

Aparência: 4/10
Aroma: 4/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » quarta mai 01, 2013 22:02

Magners Pear

Há pouco foi uma sidra agora é uma perada. Se a Strongbow é detida pela Bulmers, já a Magners pertence à Bulmers Irlanda, parte do grupo C&C. A história é algo confusa mas conta-se rapidamente. Nos anos 30, William Magner adquiriu o direito de produzir a sidra Bulmers para a República da Irlanda. Todavia, o negócio ia de vento em popa e já nos anos 90 a C&C viu que era necessário expandir o negócio. Contudo, só tinham o direito da marca Bulmers para a Rep. da Irlanda, razão pela qual decidiram criar uma nova marca: a Magners, que agora é distribuida mundialmente.

Outra nota prévia: havendo tanta pêra em Portugal, nunca percebi o porquê de não se apostar num produto como este, seja ao nível das grandes marcas ou de pequenas produções artesanais. Tal como a cerveja, as sidras e as peradas não requerem muito equipamento para começar e são produtos totalmente adaptáveis e aconselháveis ao tipo de clima do nosso país. Mas bom, posso ser eu que estou a ver mal. Aliás, se é para fazer algo como a Decider, o melhor é ficar quieto.

Vamos lá pois à Magners de pêra. Curiosamente, é quase em tudo similar à Strongbow de alguns posts atrás. Diferenças mais marcantes: de um amarelo mais claro, em vez de maçã temos de facto a pêra como elemento dominante; a acidez no aroma é menor; também bastante doce, a aconselhar ser bebida com muito gelo. Mas isso não costuma ser para os refrigerantes? Pois costuma...

Aparência: 5/10
Aroma: 3/10
Sabor: 4/10
Palato: 4/10

Total: 4/10

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Mensagempor bmxutos » quarta mai 01, 2013 22:53

Petrus Oud Bruin

Oud Bruin. Ora aí está um estilo que gosto muito e que, habitualmente, demonstra, ou não, a mestria do cervejeiro. Um ponto inicial a levantar algumas dúvidas é o facto de ser fabricada pela belga Bavik-De Brabandere, companhia da qual ainda não bebi cervejas que me convencessem por completo.

Garrafa de vidro castanho, 33cl; teor alcoólico: 5,5%. Cerveja envelhecida durante 20 meses em barricas de carvalho. E esse facto nota-se perfeitamente quer no aroma, quer no sabor.

Trata-se de uma Oud Bruin de entrada, isto é, para quem quiser começar no estilo esta pode ser a cerveja indicada, visto as suas características não serem muito vincadas. De cor castanho/rubi, bastante límpida. Espuma com pouca formação e que se soçobra logo, deixando apenas uma ligeira camada bege claro no topo do líquido.

O aroma é vínico, apenas um pouco ácido e amadeirado. Notas a frutos silvestres. O sabor é agridoce, não tão ácido como é expectável numa Oud Bruin. Final seco e a lembrar um vinho do porto. Carbonatação média a elevada. Corpo médio. Faltam-lhe algumas características selvagems tão comuns ao estilo, como couro, suor, estábulo e o estágio em madeira revela-se pouco assertivo. É uma boa cerveja mas longe dos melhores exemplares do género.

Aparência: 6/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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seriuskiller
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Re: O que ando a beber...

Mensagempor seriuskiller » quinta jun 06, 2013 15:01

No fim de semana passado tive oportunidade de provar a cerveja artesanal do Minho, aquela da confraria que vai fazer parceria com a universidade. Posso dizer que é muito fraquinha. Muito aguada, parece água com sabor (muito ligeiro) e um bocado de gás. Tive oportunidade de provar as diversas receitas, nada de especial. Penso que o objectivo é fazer uma cerveja barata e não de qualidade elevada. O melhor que eles tinham era a sidra e essa não era má. Quanto à cerveja, muito fraquinho, mais vale uma cerveja comercial, melhor e mais barata.


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Mensagempor bmxutos » segunda jun 10, 2013 20:55

Primus

Premium Pils, segundo o produtor, talvez mais uma Premium Lager para o comum dos mortais. E mais uma prova de que nem tudo o que vem de um determinado país tem de ser excepcional ou sequer bom. A Bélgica tem de facto coisas muito boas mas esta Primus não passa da mediania.

Elaborada pela Haacht, a terceira produtora belga em volume, a Primus é uma das marcas mais vendidas desta companhia, a par das Tongerlo e Charles Quint. Na verdade, é uma cerveja que pretende atingir o mesmo tipo de consumidor que em Portugal pediria uma Heineken ou uma Carlsberg.

Garrafa de vidro verde, 33cl. 5% ABV. Nos ingredientes referem a utilização de milho. Rótulo/contra-rótulo e gargantilha simples mas eficientes. É uma Lager conseguida, que salvaguarda os princípios desta família: fresca, fácil de beber, final seco e curto.

De cor amarelo um pouco mais claro do que o normal neste tipo de cervejas, bastante límpida, com uam volumosa espuma branca, de bolhas pequenas, com média retenção. A espuma cola-se ligeiramente ao copo mas não podemos falar verdadeiramente em laço. O aroma o expectável numa standard Lager, a fazer lembrar uma Stella Artois: herbácea, algum lúpulo, algum grão, nada muito assertivo. Tem a vantagem de na boca não ser muito doce, com uma boa presença do lúpulo e sem off-flavors estranhos. Como disse, limpa e fácil de beber. Corpo aguado e carbonatação média a elevada.

Marcada como Premium mas sem que o preço reflicta isso, o que é positivo. Voltamos à eterna questão: o que é Premium ou não? O milho não é marcante - tornando-a pouco doce - e o lúpulo presente tem alguma qualidade, o que a afasta das centenas de macro Lagers existentes no mercado.

Aparência: 6/10
Aroma: 5/10
Sabor: 5/10
Palato: 5/10

Total: 5,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » segunda jun 10, 2013 21:33

Budweiser Budvar Dark Lager

Não, não é a Budweiser norte-americana. Quem ainda tiver dúvidas recomendo a leitura de um artigo que escrevi no site há já alguns anos: http://www.cervejasdomundo.com/Bud_Bud.htm Trata-se portanto da Budweiser checa e ainda bem que assim é.

A Budweiser Checa é conhecida não só pela sua luta com a Budweiser norte-americana mas também por elaborar uma Pilsner da Boémia de grande qualidade. É pois expectável que a versão escura, conhecida como Tmavý, seja igualmente de valor acima da média. E na verdade não desilude.

No aspecto da garrafa faz lembrar a irmã Pilsner, mas no caso com um líquido mais escuro. Servi no copo da irmã, a Budweriser Budvar Pilsner.

No copo apresentou cor castanho escuro, acompanhada por uma volumosa espuma bege que perdurou durante alguns minutos até se retrair. No aroma ressaltam as notas ao grão torrado, com notas mais discretas de café, chocolate e baunilha. Na boca é bastante suave, como desejável numa Dunkel. Atente-se que se trata de suavidade e não de neutralidade ou aguado. Estamos a falar de uma Lager escura e não de uma Stout ou Porter, pelo que os aromas e sabores têm de ser notoriamente mais subtis. Sabe portanto a malte torrado, caramelo e ligeiro café. Pouco lúpulo de aroma perceptível. Final algo seco e corpo bem leve, a convidar a beber uma outra logo de seguida.

Bem agradável e com elevada drinkability. Estes senhores fazem isto há muitos anos e não admira que saibam o que estão a fazer. É uma excelente cerveja de entrada para quem está apenas habituado a cervejas muito leves e claras, digamos macro Lagers. Em vez de se passar logo para uma Stout, uma Dunkel pode fazer a ponte perfeita entre o mundo conhecido e o mundo a descobrir!

Aparência: 7/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 6,25/10

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Mensagempor bmxutos » segunda jun 10, 2013 22:10

Lambeth Walk Dark Porter

Antes de mais deixem-me embirrar um pouco com o nome desta cerveja. Dark Porter porquê ou para quê? Uma Porter tem um SRM a rondar 30. Estamos portanto a falar de algo como 33 ou 35? 40? Como dizia o barbas há uns tempos atrás, os estilos valem o que valem pelo que não é necessário entrarmos em loucuras como uma Dark Imperial IPA Saison... Keep it simple! Eu bem sei que agora há muito marketing e dinheiro à volta da indústria da cerveja "artesanal", inclusivé em Portugal, mas acredito que devemos manter esta área da indústria ao nível dos cervejeiros e não dos marketeers, sob pena de não haver diferença entre uma artesanal e uma industrial.

Passado este comentário vamos à cerveja, que se revelou muito interessante. Elaborada em Londres pela By the Horns, o nome deriva de uma artéria em Londres onde existia um mercado e que era muito antigamente frequentada pelos porters. Garrafa de 33cl., apesar do formato enganar e parecer que estamos em presença de uma garrafa de capacidade superior. O rótulo é bastante sóbrio mas tem algumas informações bem interesantes. Em primeiro lugar, e como habitualmente, o teor alcoólico: 5,1%; ingredientes, pequena nota histórica e de prova e depois uma lista com sugestões de harmonização: Smokey BBQ, Oysters, Lambeth Walk Cake, Mums Sunday Roast.

Já quanto à prova, apresentou cor castanho escuro e espuma cremosa, bege e com boa durabilidade. O aroma reflecte o cereal torrado e algum chocolate negro. No sabor as notas do malte torrado não são tão intensas, talvez fruto de existir uma maior gama de outros pormenores que nos chamam a atenção, desde cacau, madeira, moka ou frutos secos tipo ameixa. Nunca chega a ser uma cerveja doce apesar de se notar alguma caramelização. O final é ligeiramente seco, mineral e com amargor proveniente do cereal torrado. Carbonatação bem viva ser ser excessiva e corpo médio.

A minha primeira By the Horns revelou-se uma Porter bem sólida, redonda na boca e agradável de se beber.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 8/10
Palato: 7/10

Total: 7,25/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » segunda jun 10, 2013 22:50

Echt Kriekenbier

De volta a uma das minhas companhias belgas preferidas, a Verhaeghe, da pequena vila de Vichte, na Flandres ocidental.

Já bebi esta Kriekenbier por diversas vezes pelo que está na altura de assentar as notas de prova. É uma cerveja que acho bastante conseguida mas que fica ainda a uns bons pontos da cabeça de cartaz da empresa: a Duchesse de Bourgogne. A Echt Kriekenbier é uma Ale mas passa por um longo processo de lagering durante o qual são adicionadas 150 gramas de cerejas por litro de cerveja. Não se trata de uma Lambic visto que a base é uma Red Flanders. Todavia tem, tal como as lambic, perceptíveis notas selvagens. Mas já la vamos.

Pequena garrafa de 25cl. 6,8% ABV. Servi num copo alto, tipo flute. De aparência castanho avermelhado, límpida, encimada por uma espuma rosa, cremosa e com média/baixa retenção. Forte carbonatação inicial que se desvanece, ainda que não totalmente, ao longo da prova. No nariz é bastante intensa, com a presença de uma miríade de frutos silvestres e cereja. A acidez é muito ligeira no aroma e já não tanto no sabor, ainda que esteja perfeitamente equilibrada pela doçura da fruta, com a cereja mais uma vez em destaque. Esta cerveja assemelha-se em muitas ocasiões a alguns vinhos rosés que apresentam fortes notas a frutos silvestres, ainda que o teor alcoólico, neste caso, seja bastante inferior.

Mais um bom exemplar para quem se quer iniciar no estilo. Não é agressiva e complexa como algumas Red Flanders (faltando-lhe as tais notas selvagens), nem excessivamente doce ou xaroposa como algumas cervejas de fruta. Equlibrada e saborosa de se beber em (quase) qualquer situação.

Aparência: 7/10
Aroma: 7/10
Sabor: 7/10
Palato: 6/10

Total: 6,75/10

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Re: O que ando a beber...

Mensagempor bmxutos » segunda jun 10, 2013 23:33

Manns Brown Ale

Em linhas muito gerais, o que diferencia uma Mild de uma Brown Ale é o facto desta última tender a ser mais doce, maltada e encorpada, isto é, com mais carácter. Uma Mild é, como o nome indica, mild...

Após esta nota introdutória, um pouco da história da cerveja "Manns Brown Ale has been brewed in Britain since 1902, originally by Thomas Wells Thorpe who was the head brewer of Manns in London. He envisaged the opportunity to move away from IPA and brown stout and create a new beer, claimed to be "the sweetest beer in London". Brewed to the original Manns recipe, this 2.8% ABV ale is now brewed by Thomas Hardy at Burtonwood, it remains the most widely distributed brand of the original style of sweet, low gravity brown ale."

Esta foi uma das cervejas que comprei num supermercado na minha última visita a Londres. Porquê? Pelo rótulo percebi que nunca a tinha bebido e também porque dizia "The original Brown Ale". Estes ditos são sempre de desconfiar mas lá está: às vezes surtem efeito. Portanto, numa das noites lá fui ao frigorífico e vou para abrir a garrafita. Quando começo a ler o rótulo, salta logo à vista o teor alcoólico: 2,8%. 2,8% numa Brown Ale?! Uau! Mas bom, mente de bêbado - perdão, de cervejólogo - tem sempre boas ideias e lá me lembrei que no dia a seguir tinha um típico pequeno-almoço inglês. Portanto, que tal guardar a cervejita para esse repasto?

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A opção foi boa e a Manns revelou-se uma óptima breakfast beer. De outro modo e noutra altura seria uma cerveja desinteressante, muito mild, a suscitar a questão que levantei no início: Mild ou Brown Ale? Mild, na minha opinião. Líquido castanho no copo, espuma mediana com alguma retenção. No aroma sobressaem notas de açúcares escuros, algum malte torrado, algo que é replicado no sabor, um pouco mais doce que o aroma. No palato é um pouco aguada ainda que subsista alguma complexidade, em função do malte e açúcares presentes.

Lá está, a nossa percepção de uma cerveja depende muito do nosso estado de espírito, companhia, local onde a bebemos, condições em que a bebemos, etc. Uma cerveja que, eventualmente e noutra situação, seria uma coisa obscura, revelou-se bastante interesante, mais ainda se tivermos em conta o teor alcoólico. Uma Mild interessante.

Aparência: 6/10
Aroma: 5/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10

Total: 5,75/10

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