Marketing

Para todos os assuntos que não se enquadram nas outras categorias. Anedotas, links, dúvidas informáticas, etc. Evite comentários políticos, religiosos, desportivos ou de venda de produtos. Há dezenas de fórums dedicados a essas temáticas.
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Rasec
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Mensagempor Rasec » terça out 03, 2006 22:38

Boas,

antes de mais as minhas desculpas pela demora, mas esta altura anda muito agitada, e só tende a piorar.

Já agora aproveito para partilhar convosco que vou iniciar muito em breve o curso de ciências cervejeiras, (Master in Brewing) com alguns dos maiores mestres do mundo cervejeiro como professores. Será mais um passo na minha formação e como devem imaginar estou delirante... De qualquer forma nos próximos 3 meses deverei andar muito ausente (logo se verá).

Voltando ao tema, vou tentar explicar como funcionam as coisas, do ponto de vista da empresa como geradora de lucros dirigida por gestores de empresa e por um conselho de administração que ate podem nem gostar de cerveja.

A empresa A faz um estudo alargado de mercado, junta 200 pessoas consumidoras de cerveja numa sala e faz várias perguntas. O que gostam, o que preferem, o que bebem, o que nunca beberiam... enfim, imaginem! :wink:

Depois apresenta um relatório ao marketing. Desse relatório contam os seguintes dados:

- 200 mil pessoas bebem cerveja com sumo de limão e COMPRARIAM caso esta bebida estivesse já disponível.

- 100 mil pessoas bebem cerveja com groselha e COMPRARIAM caso esta bebida estivesse já disponível.

- 300 mil pessoas bebem cerveja com martini/favaios e COMPRARIAM caso esta bebida estivesse já disponível.

- 300 mil pessoas COMPRARIAM uma cerveja mais leve do que aquilo que se encontra no mercado actualmente.

- 50 mil pessoas comprariam uma cerveja azul com sabor a batata.

- 10 mil pessoas comprariam um produto de excepcional qualidade, uma Trippel com 5 maltes especiais, 3 lúpulos diferentes, 3 meses de maturação, embalagem premium e comunicação cuidada.

O marketing envia um briefing ao desenvolvimento e pede vários exemplares de cada produto com o respectivo preço por Litro. O desenvolvimento, emite as seguintes conclusões, depois de vários meses de testes, ensaios, provas, estudos de mercado (juntamente com o marketing), etc:

- umas cerveja com limão, tem o impacto MUITO BOM junto do consumidor, custa 12 cts/L, e gastaríamos 15 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

- umas cerveja com groselha, tem o impacto MUITO BOM junto do consumidor, custa 12 cts/L, e gastaríamos 15 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

- umas cerveja com martini, tem o impacto MUITO BOM junto do consumidor, custa 15 cts/L, e gastaríamos 15 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

- umas cerveja mais leve do que o actual, tem o impacto MUITO BOM junto do consumidor, custa 9 cts/L, e gastaríamos 0 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

- umas cerveja azul com sabor a batata, tem o impacto MAU junto do consumidor, custa 2 cts/L, e gastaríamos 0 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

- umas cerveja tipo Trippel, tem o impacto EXCEPCIONAL junto do consumidor, custa 32 cts/L, e gastaríamos 50 mil € em alterações nas nossas actuais instalações.

O Marketing pega nas conclusões e apresenta-as ao concelho de administração, à partida são recusadas as propostas da Trippel (motivo: elevadíssimo custo com baixo nível de rentabilidade) e a cerveja azul com sabor a batata (neste caso o concelho bate com a mão na mesa e diz "Ahh, que pena, era tão rentável!!"). As outras propostas são repensadas...

Todo este processo demora normalmente mais e meio ano, fase durante a qual o marketing vai pensando em comunicação, packaging, etc..

Agora ponham-se no papel de gestores, têm mais de 1000 colaboradores cujas famílias dependem de vocês, o vosso emprego, a vossa reputação enquanto gestores, e digam lá quais dos produtos escolhiam para colocar no mercado, à luz dos resultados apresentados? Sinceramente?

Acham que os 10/20 cervejeiros que existem na empresa, cuja paixão pelo produto é grande, face a isto, tem grande força? É verdade, tem alguma! Por isso existe uma Bohemia (felizmente para a SCC custou uma ninharia em desenvolvimento), e por isso existe uma Stout (quando poderia haver apenas uma Super Bock preta)... mas não dá para muito mais.

(vou fechar este post que deve ir longuíssimo e abrir outro)


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Rasec
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Mensagempor Rasec » terça out 03, 2006 22:58

A nossa empresa escolheu então para lançar em 2007 os seguintes produtos:


- Produto A - Schoppissima, consumidor alvo, brasileiros, emigrantes de leste, jovens não consumidores habituais de cerveja. A comunicação é forte e é dirigida a este segmento.

- Produto B - Cerveja GRuim, consumidor alvo, jovens não consumidores habituais de cerveja. A comunicação é forte e é dirigida a este segmento.

- Produto c - Cerveja Bolero, consumidor alvo, jovens não consumidores habituais de cerveja. A comunicação é forte e é dirigida a este segmento.


Resultado, vendem que nem ginjas nos primeiros 6 meses... vendem que nem castanhas no outono, que nem água no deserto... enfim, são um SUCESSO (mesmo que não vejam ninguém a pedir isso no café onde constumam ir, que os vossos amigos não consumam e nem gostem, acreditem que são um sucesso... porque é verdade). O que é que se faz nestes casos?

Dá-se os parabéns à equipa!!!

Ao gestor que não gosta de cerveja e pensou na empresa, ao marketing que nem sabe o que é cerveja e tanto lhes faz estar na Cervejeira ou na Vodafone a publicitar telemóveis, e ao desenvolvimento que apesar de preferir fazer uma Imperial Sout lá teve de fazer uma cerveja de baixo custo com extracto de groselha, porque sabe, que acima de tudo, nunca será a Imperial Stout a pagar-lhe o ordenado...



Agora, diz o Bruno, que as pessoas só compram porque são bombardeadas primeiro com publicidade, mas é ao contrário, as pessoas são bombardeadas com publicidade, porque primeiro, a empresa chegou à conclusão que comprariam! :wink: É uma pescadinha!





Agora mais uma deixa, sobre o mercado.

Neste momento a UNICER é lider de mercado, com a SCC a aproximar-se rapidamente. O investimento por parte da Scotish na Central foi muito grande e os resultados estão à vista. Quando o investimento começar a diminuir (supondo que diminuirá um dia) logo se verá o que acontece. Pessoalmente acho que a UNICER com o Pires de Lima está melhor servida do que com o Ferreira de Oliveira, que sendo um grande gestor, não é homem para ombrear na guerrilha com o carismático Alberto da Ponte. Concordo qcom o mitos que foi um erro crasso da UNICER responder às provocações da concorrência, mostrou apenas o quanto estava preocupada, e o consumidor percebeu essa preocupação. Já não concordo tanto com o ponto de vista relativamente ao desvio na linha de comunicação da empresa. Julgo que ambas se têm mantido fieis nos últimos anos às suas ideias de comunicação.

Vamos ver o que 2007 trará.


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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » terça out 03, 2006 23:06

Caro Rasec, obrigado por este seu excelente texto, bem demonstrativo do processo de desenvolvimento de novos produtos numa empresa.
Agradeço-lhe a paciência que teve em descrever este hipotético ritual de escolha. Na verdade, não difere muito daquilo que eu já pensava relativamente ao assunto (eu apenas teria apostado um pouco mais no produto azul com sabor a batata... enfim!). Percebo perfeitamente que as empresas se tenham de preocupar com o target dos seus produtos e o custo que estes têm. A minha missão pessoal é tentar fazer algum lobbying para que essas empresas esqueçam, de quando em vez, o dinheiro e que olhem para aqueles pobres coitados que, como eu, gostam simplesmente de uma boa cerveja e que se sentem tristes pelo país em que vivem não produzir nada de especial.

Gostaria tb de lhe desejar boa sorte para o curso que agora vai iniciar. Espero que mais tarde possa partilhar alguns desses novos conhecimentos connosco. Tive uma pequena introdução à produção de cerveja na Bélgica pelo que sei que é uma experiência deveras interessante.

Finalmente, veja se arranja um tempinho para ir passando pelo fórum, nem que seja para nos deixar um olá.

Um abraço,

Bruno
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mitos
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Mensagempor mitos » quarta out 04, 2006 8:22

rasec

parabens e obrigado, plas explicaçoes, plo curso, plas opinioes, plo etc ;-)

acho q agora sim vamos ter um perito em cerveja entre nós :-)

concordo c qs tudo o q escreves, trabalhei uns anos no mkt & sales do grande consumo (por acaso, e so mm por acaso, com o alberto da ponte) e reconheço tudo aquilo q explicas. tb se aprende q ha uma diferença abismal entre os consumidores dizerem num focus group q COMPRARIAM (como mto bem escreveste) um produto e os mm consumidores o COMPRAREM depois qd ele chega as prateleiras. nisto deve haver sempre um misto de rigor analitico e de intuiçao de genio.o q nao falta sao exemplos de produtos q sao um sucesso no estudo de mercado e um insucesso na prateleira (a publicidade as vezes tb ajuda a mata-los a nascença)

é obvio q os gestores devem optar plas soluçoes de lucro facil e rapido (sobretudo pq mtos duram pouco nos lugares), os accionistas agradecem, e portanto os lançamentos q foram feitos ate podiam ser os certos (plos vistos os dados de vendas provam o contrario)

sempre disse aqui, e continuo a pensar assim, q a mudança do panorama cervejeiro em portugal tem q começar obrigatoria/ plos consumidores, q se devem tornar mais exigentes e sofisticados, enquanto isto nao acontecer a pasmaceira continua e nao se pode esperar q sejam as empresas a "educar" os consumidores, sobretudo enquanto nao previrem q isso lhes vai aumentar os lucros (como mto bem explicaste)

eu proprio como marketeer nao tou certo se nao lancaria tb os aromatizados em vez duma tripla ou dupla, como consumidor é q gostava q as prioridades fossem outras mas entendo q o lucro comanda a vida (andei uns 10 anos a fazer isso :-( )

abraços


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ptlsousa
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Mensagempor ptlsousa » quarta out 04, 2006 10:06

Rasec,

Agradeço imenso pelas informações partilhadas!

Um professor de Marketing, na faculdade, tinha transmitido exactamente a mesma informação.
Acontece que no mercado dos vinhos o panorama é o mesmo (actualmente aposta-se na apresentação, tanto do rótulo como na côr do vinho, para se atingir o "mercado feminimo", que está em grande crescimento).

Parabéns pela participação nesse curso!

Sinceramente, é algo que desejo fazer.

Tenho uma viagem planeada à Bélgica para Dezembro (um misto de visita, e formação). Como tenho alguns amigos Belgas, desafiaram-se a visitá-los nessa época festiva.
O meu irmão pesquisou cursos de Brewing no Reino Unido e na Bélgica e convenceu-me a investir nessa área.
A duração da formação pretendida é de apenas alguns dias (os pormenores estão ao cargo do meu mano).

Podes partilhar mais informações sobre esse curso?
Onde é?

Pelo que sei, através de um conhecido que lá trabalha, a Unicer proporciona cursos desse tipo na Inglaterra (salvo erro).

Aposto que seremos todos beneficiados com o teu aumento de conhecimento nesta área!

Um Abraço,
Pedro Sousa


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Escaravelho
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Mensagempor Escaravelho » quinta out 05, 2006 17:24

Excelente tópico! Tão bom que se calhar o que vou dizer são meras baboseiras, mas, enfim, aí vão elas...

Tenho nos últimos anos ouvido e lido muitas vezes que neste momento a maneira de se singrar nos negócios é através da qualidade e inovação. O que o Rasec disse e o Mitos apoiou foi que o que interessa às cervejeiras é vender e ganhar bom dinheiro, não importa nada se o produto presta. Ora isto não é consentâneo com o que os especialistas em economia apregoam. Não sei se o que vou dizer faz sentido, mas suponhamos por hipótese que na cerveja acontecerá futuramente o que aconteceu já em Portugal em alguns mercados, como seja o têxtil: a invasão de produtos chineses (ou indianos, ou o que for, não interessa a nacionalidade, apenas o facto de serem produtos produzidos baratissimamente e de muito pouca qualidade). Assim, se futuramente tivermos aí nos supermercados a torto e a direito cerveja chinesa à venda a 10 cêntimos a garrafa, cerveja essa que por muito má que seja se calhar não será de qualidade muito inferior à das cervejas mainstream nacionais, não começarão as marcas portuguesas a investir em produtos de qualidade, de facto? Julgo que sim, mas nessa altura os estudos de mercado vão continuar a dizer o mesmo que dizem hoje, que o que interessa aos consumidores são as pale lagers sem qualquer carácter diferenciador das restantes ou a cerveja bonita cheia de corantes e sabores exóticos artificiais... Ou seja, o que falta aqui é concorrência e mais nada. E não me digam que as marcas que apresentam bons produtos não têm bons lucros. Li algures que a Bohemia é um case study internacional devido ao seu sucesso.

Bom, isto foi também escrito um bocadinho à pressa, pelo que depois tentarei talvez corrigir ou explicar melhor partes do que disse.


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mitos
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Mensagempor mitos » quinta out 05, 2006 17:32

é verdade q o futuro passará sempre (mais cedo ou mais tarde) pla inovação (e vamos assumir q a qualidade está garantida). parece-me q a bohemia (á sua escala) é um bom exemplo disso

mas tb nao é menos verdade q a conversa da inovação e qualidade é mto conversa de empresário pra telejornal e de secretário de estado em visita. se calhar nada melhor q de facto aparecer a cerveja chinesa de arroz a 10cent a garrafa pra os monopolistas começarem a apostar a serio em inovaçao e desenvolvimento

é sabido e aceite q a necessidade aguça o engenho, aplicando ao caso vertente, a necessidade de diferenciação agucaria a inovação


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Mensagempor Rasec » quinta out 05, 2006 18:51

Há só uma coisa que alguns de vocês estão a fazer confusão.

O facto de VOCÊS não gostarem de de determinado produto, não implica que esse mesmo produto não tenha QUALIDADE.

A palavra Qualidade é das palvras mais difíceis de definir do mundo, mas de entre as dezenas de definições diferentes que já li, gosto muito desta pela sua simplicidade:

"Qualidade significa apto para consumo".

Ora, o facto de eu não gostar de uma Oliver Extra Special Bitter não faz dela uma cerveja com pouca qualidade... nem pouco mais ou menos!! Tal como o facto de eu até gostar de uma cerveja feita em casa por mim não faz dela algo com muita qualidade.

Portanto, o facto de vocês não gostarem de uma Tango, uma Schopp, uma Green, ou outra coisa qualquer, não significa que não sejam produtos de excelente qualidade.

E podem crer que custa muito mais INOVAR no sentido das cervejas aromatizadas, do que das cervejas que vem sendo feitas há 200 ou mais anos, bem estudadas e bem documentadas. Aquilo que hoje assistimos em Portugal, e de há uns anos até aqui nas indústrias cervejeiras, é inovação! Quer gostem do produto ou não!

E quando o mitos fala em diferenciação, haverá maior diferenciação do que uma cerveja com aroma a fruta? É que podes crer que se os chineses aparecessem com cerveja de arroz a 10 cts a garrafa, o que as cervejeiras em Portugal poderiam fazer era tentar colocar uma a 9 cts ou então fechar as portas! é que nessa altura nem valia a pena apelar ao sentimento! E atenção mitos, mais uma vez, se há exemplo de cerveja aparecida nos últimos anos que não foi inovação, foi a Bohemia. A cerveja Bohemia é muito mais antigo do que a própria marca Sagres. O case study (referido pelo Escaravelho) à volta desse produto foi apenas relativamente à forma como foi lançada e comunicada.

É um facto, as cervejas com aromas vendem, as cervejas com aromas estão a crescer desenfreadamente pela Europa e USA. As cervejas com aromas conquistam todos os dias novos apreciadores em Portugal. a Green vende mais que a Bohemia para terem um exemplo. E isso é sintomático da mudança.

Eu sou um grande apreciador de cerveja (podem acreditar nisso) e gosto da Tango, ok, não é algo que beba diariamente, mas de vez em quando, fresca sabe bem. E gosto da Schopp, é uma boa cerveja, leve e fresca, como qualquer cerveja desse segmento que se preze.

Não sejam tão radicais! :wink:


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Mensagempor mitos » quinta out 05, 2006 19:51

hoje vou escrever dois posts, este é o da qualidade:

tendo a concordar conceptualmente c a tua definiçao de qualidade, mas só mesmo conceptualmente (o q já nao é pouco ;-) ). antes de andar plo marketing eu era engenheiro e essa definição faz-me lembrar esses tempos (q nao eram maus de todo)

claro q distingo o q sao os meus gostos pessoais do q sao atributos de qualidade. na realidade se um produto vende, nem q seja so uma unidade, é pq alguem achou q ele tinha qualidade (assumindo q foi um escolha racional, q nao comprou por engano ou para experimentação por ex)

sobre este aspecto estamos portanto de acordo e assim sendo os produtores devem somente focar-se, no q a este tema diz respeito, em fazer produtos aptos pra uso (a questao da inovação é pro outro post)

penso é que no entanto esta definição, digamos que abrangente, de qualidade tem o inconveniente de tornar todas as cervejas em cervejas de qualidade, visto todas serem aptas para consumo (pro meu em particular é q não). não sei até se será possível falar-se em cervejas com mais ou com menos qualidade, talvez se houver mais consumidores a acharem-na mais apta pra consumo então ela tenha mais qualidade, e vice versa

claro q a perigosa conclusao a q isto nos leva é a de q a floribela e os morangos com açucar sao os programas com mais qualidade (exemplo até já aqui dado plo bruno) ou q a green tem mais qualidade q a bohemia (exemplo agora dado por ti)

se calhar ao contrario do q parece eu ate entendo e aceito (so nao aplaudo) q se lancem greens e tangos e etc e tal pq se calhar ate é por ai q o mercado vai crescer (por cativar os tais consumidores q nao gostam de cerveja). ate concedo q sejam um excelente produto (do qual por acaso a maioria dos apreciadores de cerveja nao gosta, mas isso é um detalhe)

como ja varias vezes disse/escrevi aqui cada mercado/consumidor tem aquilo q merece, ou q justifica. portugal (e pq nao conheço suficiente/ bem o resto) é um excelente exemplo disto


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Mensagempor mitos » quinta out 05, 2006 20:10

agora vai o post da inovação:

a questão se bohemia foi ou nao inovação. claro q todos sabemos q a bohemia (mto semelhante à q hoje existe em garrafa) é antiquissima e q desde longa data se vendia à pressao em alguns locais seleccionados sob controlo da centralcer. ate aqui tudo pacifico

assim sendo é de supor e aceitar facilmente q os custos de desenvolvimento deste novo produto (a versao em garrafa) foram baixissimos dadas as minimas alterações q deve ter sofrido (e nao conheço a fundo o q foi feito). sorte a deles (na central)

se tango e greens custam mais (em dinheiro e esforço) a desenvolver azar o deles (na unicer). tomara q o consumo do mercado o justifique (ao que dizes parece q sim, embora a informaçao q eu tinha era a de q havia green a expirar validade nas lojas o ano passado, mas assumo q a tua informaçao é mais fiavel)

plo q referi é facil concluir q do ponto de vista de engenheiro a bohemia é uma inovação minima. perfeitamente certo

do ponto de vista de marketing é q se tratou dum verdadeiro golpe de génio. um lançamento de sucesso no mercado nao tem q ter custos de inovaçao e desenvolvimento altissimos pra ter merito, alias ate é desejavel o contrario

o q a bohemia fez, e ai está a verdadeira inovação, foi criar um novo segmento no mercado das cervejas, q por acaso ate tinha consumidores a desejarem esse produto (como se ve por algumas conversas aqui neste forum) e por isso trouxe verdadeira variedade ao mercado

é claro q se pode dizer q as greens e tangos tb o fizeram, certissimo. e se de futuro esse segmento for mais significativo q o da bohemia entao foi uma excelente decisao de marketing, pq havia tb consumidores pra eles

o q eu me parece, mas assumo q sou um leigo a 100% e q tu (rasec) deves saber mto mais e melhor isso, é q entre criar/lançar um tipo diferente de cerveja (ruiva) ou misturar uns pozinhos de pirlimpimpim numa cerveja q ja existe eu, como consumidor e como marketeer, valorizo mais a primeira opção, independentemente de gostar ou nao dos produtos em questao. trata-se somente de reconhecimento

e acho q isto nao tem nada de radical, mas é claro q posso tar enganado

abraços


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Mensagempor beertruck » segunda out 23, 2006 10:18

Rasec Escreveu:Cervejas aromatizadas são cervejas que numa qualquer fase do fabrico (normalmente antes da filtração) são adicionadas aromas, concentrados de frutas ou de vegetais ou outros quaisquer compostos que atribuam à cerveja características que ela não teria num processo normal.


em Portugal temos já a Green e a Tango. Mas por esse mundo fora temos de tudo um pouco:

- chocolate, menta, todo o tipo de frutas, hortelã, todo o tipo de extractos vegetais (guaraná, coca, etc.), chá, vinhos licorosos... enfim, vale tudo aquilo que a imaginação conseguir encontrar. Em Espanha por exemplo, a moda é cerveja sem álcool (menor que 0.9%(v/v)) com sabores como maçã ou limão.

A Reinheitsgebot hoje em dia é apenas marketing :wink: !

Parece que o tema, nos EUA, é está especialmente em foco. Um artigo sobre isso:
http://www.msnbc.msn.com/id/15376753/


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Mensagempor Beer-fan » segunda out 23, 2006 18:56

Não sou nada contra esta história das cervejas aromatizadas. Tudo depende se o produto for bom ou não. É claro q não me vejo a beber uma cerveja com sabor a banana ou a alface, mas coisas como chocolate, café e frutos parecem-me bastante naturais, visto q já é possível experimentar mtos destes sabores numa cerveja "normal". Por exemplo, a sagres preta, para mim, tem um sabor acentuado a café. Não sei se lhe juntam alguma coisa ou será apenas do malte torrado. se todos os outros produtos estão a evoluir, pq não a cerveja? Águas com sabor, leite com sumo, batatas a saber a barbecue, etc, etc. Cerveja a saber a morango? Se for boa....
Apesar disto, não gostei mto da cerveja com groselha tango. Quando a acabo de beber fica-me um sabor estranho na boca, não sei se é por ser algo artificial ou se será mesmo do aroma mas não gosto mesmo... Já a green, bem gelada, marcha bem.

ESta foi uma das cervejas com q me cruzei q parece ter uma mistura mais estranha: abóbora!!! (não, ainda não a bebi e não sei se vou beber.... :P )

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Mensagempor beertruck » terça out 24, 2006 16:37

Beer-fan Escreveu:
ESta foi uma das cervejas com q me cruzei q parece ter uma mistura mais estranha: abóbora!!! (não, ainda não a bebi e não sei se vou beber.... :P )

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O artigo para o qual pus o link refere precisamente que a abóbora é dos sabores/aromas mais "in".


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Mensagempor Rasec » segunda dez 18, 2006 19:35

Rasec Escreveu:Boas,

Já agora aproveito para partilhar convosco que vou iniciar muito em breve o curso de ciências cervejeiras, (Master in Brewing) com alguns dos maiores mestres do mundo cervejeiro como professores. Será mais um passo na minha formação e como devem imaginar estou delirante... De qualquer forma nos próximos 3 meses deverei andar muito ausente (logo se verá).




Pois é, não sei se se recordam deste post, provavelmente não, mas terminei hoje o meu Master in Brewing, e como devem imaginar estou radiante!


Foram muitos dias, muitas noites mal dormidas, centenas de horas a estudar, a trabalhar no projecto de desenvolvimento de uma nova cerveja, no planeamento e dimensionamento de uma nova instalação fabril (com cálculos de custos, planos de marketing, etc.), enfim... foi muito trabalho! Hoje, após a apresentação, fiquei 10 anos mais novo e uns 20 kilos mais leve! Foi fantástico...

Como compensação recebi alguns prémios, mas aquele que me ficará na memória para sempre, foi o facto de um dos maiores mestres cervejeiros que conheço, e meu "mentor", ter dito que simplesmente adorou a minha cerveja e que esta estava óptima e sem defeitos notórios! Só esse facto, valeu por todos os momentos mais complicados de todo o curso...

Hoje, sou um homem feliz!


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Mensagempor bmxutos » terça dez 19, 2006 0:00

Rasec Escreveu:Pois é, não sei se se recordam deste post, provavelmente não, mas terminei hoje o meu Master in Brewing, e como devem imaginar estou radiante!


Foram muitos dias, muitas noites mal dormidas, centenas de horas a estudar, a trabalhar no projecto de desenvolvimento de uma nova cerveja, no planeamento e dimensionamento de uma nova instalação fabril (com cálculos de custos, planos de marketing, etc.), enfim... foi muito trabalho! Hoje, após a apresentação, fiquei 10 anos mais novo e uns 20 kilos mais leve! Foi fantástico...

Como compensação recebi alguns prémios, mas aquele que me ficará na memória para sempre, foi o facto de um dos maiores mestres cervejeiros que conheço, e meu "mentor", ter dito que simplesmente adorou a minha cerveja e que esta estava óptima e sem defeitos notórios! Só esse facto, valeu por todos os momentos mais complicados de todo o curso...

Hoje, sou um homem feliz!


Caro Rasec,

é claro que me recordo de teres falado desse curso. Infelizmente tenho andado pouco pelo CdM mas ía-te perguntar mais tarde ou mais cedo como é que estava a correr. Pelos vistos correu bem, pelo que aqui te deixo os meus sinceros parabéns.
Agora é só começar a partilhar os conhecimentos adquiridos com a malta do fórum! :wink:
Se por acaso estiveres um dia destes por Lx, não te esqueças de avisar, para o pessoal combinar beber uma Rochefort 10 por forma a comemorarmos este feito.

Abraço,

Bruno
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Mensagempor mitos » terça dez 19, 2006 10:44

muitos parabens

passamos a ser um dos poucos foruns em todo o mundo q tem um master in brewing privativo ;-)

entao e qd é q a gente prova essa tal fabulosa cerveja?

o resto dos planos de marketing e orçamentos e custos do processo a gente dispensa:-)


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Mensagempor ptlsousa » terça dez 19, 2006 14:30

Eh pah, Parabéns!
Que espectáculo!
Deves sentir-te imensamente realizado!

Tenta tornar possível a prova da tua cerveja!
Adorava experimentar uma dessas maravilhas... :D


Abraço,
P. Sousa

Chuck Reid Escreveu:Na teoria, não existe diferença entre Teoria e Prática.
Na prática, existe!
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Mensagempor beertruck » terça dez 19, 2006 18:58

Parabéns, Master!

Temos que provar essa cerveja!... Já agora: que estilo é?


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Mensagempor beertruck » terça dez 19, 2006 19:11

O post do Rasec trouxe-me novamente a este tópico ao fim de várias semanas (meses?!?) e dei de caras com o post da cerveja com sabor a abórora, do qual já não me lembrava...
Tudo isto para dizer que na minha visita a NYC em Novembro, as Pumpkin Ales estavam por todo o lado, não sei se devido ao facto de ser a semana do Halloween (que é na noite de 31 de Outubro). Provei uma - a Shipyard Pumpkinhead Ale - e... não gostei muito... Não tirei notas de prova e já não me lembro bem. Lembro-me apenas de não ter gostado muito. Não sei tb se seria representativa do estilo, pois não tenho qualquer termo de comparação.


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Mensagempor Rasec » quarta dez 20, 2006 14:06

Agradeço as vossas palavras!

Infelizmente, como tudo o que é desenvolvimento de novos produtos, também estes projectos estão rodeados de muito "secretismo" e sujeitos a sigilo... é uma pena porque como é óbvio gostava de dar a provar a muita gente, incluindo amigos e familiares, e porque não a vocês, dado que enhi cerveja suficiente... é pena, mas são as regras do jogo.

Nem sequer vos posso responder qual é o género, mas posso dizer que eventualmente se fosse lançada em Portugal, seria a única do género...


É uma pena não vos poder contar tudo... :(


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Mensagempor ptlsousa » quarta dez 20, 2006 15:26

Rasec,
Mais uma vez, Parabéns!
Penso que esse Master in Brewing é algo que qualquer cervejeiro caseiro ambiciona...

É pena não poderes partilhar a tua cerveja.
Como se costuma dizer: "O segredo é a alma do negócio."
Acho que é neste aspecto que se mostra a diferença de "liberdade" entre o profissional e o amador.


Abraço,

P. Sousa



Chuck Reid Escreveu:Na teoria, não existe diferença entre Teoria e Prática.
Na prática, existe!
Beer-fan
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Mensagempor Beer-fan » quarta dez 20, 2006 15:40

ptlsousa Escreveu:Acho que é neste aspecto que se mostra a diferença de "liberdade" entre o profissional e o amador.


Bem observado....


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Canecas
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Mensagempor Canecas » quarta dez 20, 2006 16:17

A partir de uma certa altura neste tópico tem "material" interessante. se fosse ao administrador dividia este tópico e passava-o para a devida secção. :wink:


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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » quarta dez 20, 2006 17:16

Canecas Escreveu:A partir de uma certa altura neste tópico tem "material" interessante. se fosse ao administrador dividia este tópico e passava-o para a devida secção. :wink:


Caro Canecas: é verdade que há muito e bom material que está um bocado espalhado e fora do tópico correcto. Infelizmente, o tempo escasseia e não tenho tido grandes oportunidades para actualizações do site, quanto mais no fórum...

Mas tava a pensar pedir a alguém para ser moderador do fórum.... Por acaso não estarias interessado.... :wink: 8)

Abraço,

Bruno
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Canecas
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Mensagempor Canecas » quarta dez 20, 2006 18:55

bmxutos Escreveu:Por acaso não estarias interessado.... :wink: 8)


Se precisares podes sempre contar comigo. quando quiseres "apita"


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beertruck
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Mensagempor beertruck » sexta dez 22, 2006 12:19

Rasec Escreveu:Agradeço as vossas palavras!

Infelizmente, como tudo o que é desenvolvimento de novos produtos, também estes projectos estão rodeados de muito "secretismo" e sujeitos a sigilo... é uma pena porque como é óbvio gostava de dar a provar a muita gente, incluindo amigos e familiares, e porque não a vocês, dado que enhi cerveja suficiente... é pena, mas são as regras do jogo.

Nem sequer vos posso responder qual é o género, mas posso dizer que eventualmente se fosse lançada em Portugal, seria a única do género...


É uma pena não vos poder contar tudo... :(


Não tinha percebido que a cerveja tinha sido desenvolvida para possível utilização na empresa onde trabalhas... Pensei que tivesse sido desenvolvida a titulo meramente pessoal...
Sendo assim, resta-nos esperar que tenha potencial de mercado e que a possamos ver nas prateleiras brevemente.


mitos
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Mensagempor mitos » sexta dez 22, 2006 12:41

eh pa a gente vai é ja comecar a fazer encomendas assim às cegas so pra essa tua cerveja ver a luz do dia no mercado


olha q isto é q é confiança ;-)

pra mim sao 12 grades de 24 sff


RTS157
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Mensagempor RTS157 » terça fev 20, 2007 23:19

Antes de mais boa noite a todos!

Só hoje tive oportunidade de ler com atenção este tópico, que desde já classifico de excelente. Muita e boa informação, de pessoas com conhecimentos e opinião na matéria.

Para não estar a abrir um novo tópico sobre o assunto, aproveito a existência deste para falar de um novo produto que me chegou ao conhecimento bem recentemente. Aliás, para ser mais preciso, não se trata de um novo produto mas sim de uma nova roupagem e soube da sua existência ontem, na altura em que fui ao cinema.

Resumidamente, estando eu na fila para comprar bilhetes para o filme Babel (o qual, apenas por curiosidade, achei fraquito), quando me deparo com uma publicidade que posso considerar apelativa mas, ao mesmo tempo, algo ostensiva. Tratava-se da nova garrafa de alumínio da Super Bock que, segundo se afirma, brilha com luz negra. Um produto para discoteca, está visto. Já dentro da sala, novamente um anúncio a este produto, algo de normal na Super Bock que, de uma forma positiva, aposta neste meio de divulgação que é, muitas das vezes, esquecido pelas grandes empresas.

Desde então, ainda não tive oportunidade de procurar por este produto, até porque não costumo ser um grande frequentador de discotecas. Mas não será, com certeza, pela garrafa de alumínio que vou beber mais Super Bocks. Se a comprar, será apenas para ficar com a recordação da garrafa. Só espero é que a Unicer não tenha gasto todo o dinheiro neste campanha de marketing, ao invés de apostar em novos produtos, de reconhecida qualidade (pois, não estou a falar das novas Twins...).

Cumprimentos.


RTS157
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Mensagempor RTS157 » terça mar 13, 2007 17:43

Aproveitando novamente este excelente tópico sobre marketing, aqui deixo mais uma pequena e interessante notícia, neste caso sobre a Sagres:

"A Sagres vai apresentar na próxima terça-feira em conferência de imprensa a nova imagem da marca, num trabalho assinado pela Euro RSCG Design & Arquitectura. As mudanças de identidade, que serão reveladas por Alberto da Ponte, administrador delegado da Sociedade Central de Cervejas, vão reflectir-se no logótipo e no packaging."

in Meios e Publicidade,
12/03/2007


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Mensagempor Beer-fan » terça mar 13, 2007 18:05

RTS157 Escreveu:Aproveitando novamente este excelente tópico sobre marketing, aqui deixo mais uma pequena e interessante notícia, neste caso sobre a Sagres:

"A Sagres vai apresentar na próxima terça-feira em conferência de imprensa a nova imagem da marca, num trabalho assinado pela Euro RSCG Design & Arquitectura. As mudanças de identidade, que serão reveladas por Alberto da Ponte, administrador delegado da Sociedade Central de Cervejas, vão reflectir-se no logótipo e no packaging."

in Meios e Publicidade,
12/03/2007


só espero que não mudem as latas para vermelho como a super bock! agora que um tipo consegue distinguir bem uma da outra, só faltava as latas de sagres também passarem a ser vermelhas! 8)



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