O que ando a beber...

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Mensagempor beertruck » segunda set 04, 2006 15:32

Os meus "5 cents" na questão dos números/graus levantada nos posts sobre a Zhujianbg (atenção, não sou minimamente perito nestas questões científicas).

Nem sempre os números que aparecem nos rótulos se referem à graduação alcoólica (pelo menos à %ABV, ou Alcoól By Volume, ou percentagem do alcoól no peso total), apesar de muitas vezes parecer que sim.

Alguns exemplos de que me lembro, em que a numerção na designação da cerveja corresponde, de facto, à % ABV: Maredsous 6, 8 e 12 e Kasteelbier Blonde 11%.

Mas já noutras cervejas belgas, como as Rochefort 6, 8 e 10 e Westvleteren 6, 8 e 12, esta numeração corresponde a outra medida que, se não me engano, será uma tal de "original gravity". Creio que tem alguma coisa a ver com alcoól, mas não o alcoól que está presente na bebida final que é posta à venda (talvez, digo eu, seja o alcoól medido numa fase intermédia de produção - já li qq coisa sobre isso mas não me lembro bem). Por curiosidade, nas cervejas acima referidas, a %ABV é, respectivamente, 7.5, 9.2, 11.3, 6.2, 8.0 e 10.2. (Não tenho explicação para o facto de as Rochefort terem uma %ABV superior ao número da respectiva designação e nas Westvleteren acontecer o contrário.)

Um outro tipo de numeração/graduação que já tb já vi e que pode corresponder ao utilizado na classificação desta Zhujiang é o da Castle (Schloss) Eggenberg Urbock 23º. Na realidade esta cerveja não tem 23% ABV mas "apenas" 9.6%. Os 23º correspondem a uma tal de "gravity" (imagino que se traduza por gravidade) medida em "graus PLATO" (mais uma vez, não me perguntem o que significa).

No fundo, creio que tudo são formas de medir a "força" das cervejas (não escrevo "medir o alcoól" porque se calhar não seria 100% correcto; "força" sempre é uma palavra mais vaga e com menos risco de erro). Não são é directamente comparáveis.


PS: Isto são tudo coisas que já li em qualquer lado mas que não tenho muito presentes (a idade não perdoa). Se voltar a "cruzar-me" com elas algures na net, deixo-vos aqui os links.


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Mensagempor beertruck » segunda set 04, 2006 15:36

bmxutos Escreveu:por acaso não tenho aqui nenhuma à mão mas quase de ceretza que a Sagres e a Super bock referem nos seus ingredientes a utilização de cereais não maltados. Na minha óptica, isso só pode querer dizer utilização de arroz ou milho. Portanto, o seu amigo deve ter razão.


Também já reparei que muitas cervejas referem os tais "cereais não maltados" mas sempre pensei que se estivessem a referir a (pelo menos na maior parte dos casos) a cevada ou mesmo trigo não maltados.


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Mensagempor chimay » segunda set 04, 2006 17:47

Apesar de ser em inglês, encontrei este texto que acrescenta mais alguma coisa à explicação do beertruck:

10%, 11%, 12%, etc. - On a beer label, this does not necessarily mean alcohol. In many countries, the % sign denotes degrees Plato (literally, the percentage of unfermentable matter in the wort). The alcohol, however, will be specifically listed somewhere on the label


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Mensagempor chimay » segunda set 04, 2006 17:53

bmxutos Escreveu:
por acaso não tenho aqui nenhuma à mão mas quase de ceretza que a Sagres e a Super bock referem nos seus ingredientes a utilização de cereais não maltados. Na minha óptica, isso só pode querer dizer utilização de arroz ou milho. Portanto, o seu amigo deve ter razão.



Concordo com o bmxutos. Quando as empresas se referem a cereais não maltados é porque já lá misturaram milho ou arroz. Tiro e queda. :shock:


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Mensagempor bmxutos » terça set 05, 2006 1:42

A escolha para hoje recaiu na Bière du Démon da Les Brasseurs de Gayant. Confesso que não foi uma boa escolha pelo que a avaliação final da cerveja até pode ter ficado um bocado penalizada. Com um calor destes, uma cerveja de 12% de álcool não é a melhor opção. Enfim, agora já está não vale a pena carpir mágoas.

De origem francesa, esta cerveja vem no seguimento de muitas outras que apostam no alto grau de álcool para se destacarem. Também comum é associarem estas cervejas fortes à figura do diabo (digamos que é um estilo diabólico perante o efeito que provoca nas pessoas :mrgreen: ), como se constata pelos vários exemplares que apresentam nomes sugestivos: Judas, Duvel, Duivel's, Satan, Lucifer, Belzebuth e por aí fora. De notar que, nas marcas atrás enumeradas, há estilos diferentes e qualidade muito variada. A única coisa que se mantem é a alta % de álcool.

Esta Bière du Demon, do estilo European Strong Lager, vinha numa garrafa de 33cl, com um rótulo onde se pode ver a figura de um diabo... Destaca-se também a seguinte frase: "La biere blonde la plus forte du monde"! Bom, como bem sabemos isto não é bem verdade. Mas deixá-los lá vender o peixe deles!

Servida num copo tipo pilsner, revela-se uma cerveja bastante límpida, de cor dourada, algo carbonatada e com uma bonita espuma branca que resistiu mais do que aquilo que eu esperava. O aroma é bastante neutral e monótono, com alguma presença de malte e grande destaque do álcool. O sabor apresenta alguma falta de complexidade, até porque o álcool mascara tudo o resto que pudesse existir. Apenas notei um pouco de malte e umas notas bem doces, próximas do mel, o que agrava ainda mais o sabor já algo pesado desta cerveja. Apesar de tudo não é completamente desagradável.

Conclusão: se estiverem à procura de emoções fortes (leia-se cerveja com alto teor de álcool), talvez seja aconselhado optarem pela Duvel ou então por uma das minhas cervejas preferidas: a Bush Ambrée. Quanto à Bière du Demon é uma cerveja decente mas pouco equilibrada.

Aparência: 6/10
Aroma: 5/10
Sabor: 6/10
Palato: 6/10
Total: 5,75/10

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Mensagempor bmxutos » terça set 05, 2006 1:47

beertruck Escreveu:Alguns exemplos de que me lembro, em que a numerção na designação da cerveja corresponde, de facto, à % ABV: Maredsous 6, 8 e 12 e Kasteelbier Blonde 11%.

Mas já noutras cervejas belgas, como as Rochefort 6, 8 e 10 e Westvleteren 6, 8 e 12, esta numeração corresponde a outra medida que, se não me engano, será uma tal de "original gravity". Creio que tem alguma coisa a ver com alcoól, mas não o alcoól que está presente na bebida final que é posta à venda (talvez, digo eu, seja o alcoól medido numa fase intermédia de produção - já li qq coisa sobre isso mas não me lembro bem). Por curiosidade, nas cervejas acima referidas, a %ABV é, respectivamente, 7.5, 9.2, 11.3, 6.2, 8.0 e 10.2. (Não tenho explicação para o facto de as Rochefort terem uma %ABV superior ao número da respectiva designação e nas Westvleteren acontecer o contrário.)

Um outro tipo de numeração/graduação que já tb já vi e que pode corresponder ao utilizado na classificação desta Zhujiang é o da Castle (Schloss) Eggenberg Urbock 23º. Na realidade esta cerveja não tem 23% ABV mas "apenas" 9.6%. Os 23º correspondem a uma tal de "gravity" (imagino que se traduza por gravidade) medida em "graus PLATO" (mais uma vez, não me perguntem o que significa).



Excelente explicação beertruck. esta não é uma matéria fácil de explicar e para a qual tenho poucas certezas absolutas.
Se sempre encontrar os tais links, nós (pelo menos eu :wink: ) agradecemos.


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Moinette Blonde

Mensagempor bmxutos » sexta set 08, 2006 1:15

Voltei hoje a experimentar a Moinette Blonde. e, tal como da primeira vez, a realidade ficou ligeiramente abaixo das expectativas. Devo frisar que se trata de uma excelente cerveja mas, sendo o porta estandarte da Dupont, estava à espera de um bocadinho mais. Aliás, não sei se até agora tive azar ou se o estilo da companhia não se adapta ao meu palato mas as Dupont's que já experimentei, como por exemplo a Biere de Miel ou a Saison Vieille Provision, deixaram-me sempre um pouco desiludido, tendo em conta que esta cervejaria é uma das mais conceituadas da Bélgica!

Adiante! Garrafa de 33cl, rótulo amarelo e sóbrio. Servi-a num copo da trapista Chimay, apesar de um copo em tulipa talvez tivesse sido uma melhor opção. Ao estilo de uma Tripel, esta cerveja tem 8,5% ABV, ou seja, não é para brincadeiras!
De cor dourada, a fugir para o laranja, apresentou uma linda e cremosa espuma branca, extremamente estável e consistente. A Moinette é uma cerveja muito viva e que apresenta, habitualmente (pelo menos aconteceu-me das duas vezes), bastante sedimento, o que em nada afecta o sabor e características do produto.
O aroma é bem agradável, com notas de frutos (maioritariamente limão) e ervas, bastante refrescante mesmo que algo adocicado.
O sabor é tendencialmente amargo e bastante complexo, com presença de especiarias e lúpulo, sendo que a levedura utilizada também deixa as suas marcas. Apesar de tudo, há uma certa falta de equlíbrio geral, ja que se trata de uma cerveja algo agressiva, bastente amarga desde início e com um fim muito seco. Nem mesmo o aumento da temperatura da cerveja lhe doma o espírito. Acaba por ser um pouco demais para mim, que costumo gostar de coisas como a Bush Ambrée ou a Triple Karmeliet...

Conclusão: lá por ter ficado ligeiramente desapontado, esta continua a ser uma cerveja bastante boa, profunda e complexa e com um aroma que compensa a aspereza do sabor. Apesar de tudo, acho que não volto à Moinette tão depressa....

Aparência: 8/10
Aroma: 7/10
Sabor: 6/10
Palato: 7/10
Total: 7/10

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Mensagempor beertruck » sexta set 08, 2006 9:17

Por coincidência, ontem também bebi uma Tripel belga: a De Koninck.
Gostei bastante, mas se não estivesse escrito no rótulo, não a identificaria como uma Tripel. Achei-a bastante diferente das outras tripel que já bebi: Chimay Branca, Maredsous, Tripel Karmeliet, Affligem... A côr era acobreada e menos turva que o habitual e a espuma menos abundante. No sabor a maior diferença: não se notava qualquer sabor a citrinos e especiarias típicos nas tripel. O sabor era mais caramelisado e o não era amargo como nessa descrição da Moinette. Apesar de diferente das outras tripel que conheço (e conheço poucas) nem por isso é uma cerveja pior. Apenas diferente. Recomendo.


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Mensagempor bmxutos » segunda set 11, 2006 10:27

De facto, a De Koninck Tripel é bem diferente da maior parte das tripels de origem belga. Como diz, e bem, o beertruck, não só a cor como o sabor são algo diferentes do que estamos habituados. Tal faz com que eu não seja um grande admirador desta cerveja, independentemente de lhe reconhecer qualidades.
Na gama da Koninck, a que mais gostei foi a De Koninck Excelsior que experimentei, "on tap", na Holanda. Nunca mais vi essa cerveja e nem sei se ainda a comercializam.


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Mensagempor bmxutos » terça set 12, 2006 23:36

A escolha de hoje foi a Grimbergen Optimo Bruno. Esta excelente Belgian Strong Ale é um magnífico exemplo de como uma grande companhia como a Alken Maes/Scottish & Newcastle pode elaborar cervejas de grande qualidade. Aliás, para além das Grimbergen, a companhia também produz as bem conhecidas Judas, Hapkin, Ciney e a Blanche de Bruges, entre outras.

Sob o nome Grimbergen podemos encontrar 5 ou 6 cervejas diferentes, desde a Cuvée de l'Ermitage até à Blonde, a Roussa ou a Tripel. Das que já experimentei não tenho dúvidas em afirmar que a Optimo Bruno é a melhor da gama. E não pensem que é por ter o meu nome! :)

Vamos lá à cerveja! Garrafa de 33cl com um típico rótulo à la Grimbergen. Cor muito bonita, entre o âmbar e o vermelho, com uma espuma beige bem significativa e duradoura, que vai deixando um bonito laço no copo ao longo da prova.
O aroma, apesar de bom, é talvez a parte menos conseguida dsta cerveja, com presença de malte, caramelo e algum álcool, nada verdadeiramente intenso.
O contrário se passa com o sabor, forte, personalizado e complexo. Destaca-se logo o malte e o caramelo, bem secundados por notas de frutos secos, nomeadamente passas, o que lhe transmite um carácter frutado. O álcool está sempre presente mas encontra-se muito bem burilado e envolvido nos restantes sabores. Aliás, poucas cervejas com 10% ABV parecem tão inofensivas como esta Grimbergen. O que acaba por ser um engano quando nos levantamos.... :)
Esta cerveja facilmente entraria na gama da fabulosas se tivesse um pouco mais de amargor e um final ligeiramente seco e frutado. Assim, é apenas uma grande cerveja.

Conclusão: a melhor aposta da família Grimbergen e uma excelente opção para os consumidores portugueses que, com mais ou menos dificuldade, conseguem encontrar esta cerveja em algumas lojas do país. Muito carácter e forte presença fazem desta cerveja uma excelente companhia para as noites de Outono que se avizinham. no entanto, não se deixem enganar pelo sua envolvência dócil e açucarada: a Optimo Bruno "isn't for the faint of heart!".

Aparência: 9/10
Aroma: 7/10
Sabor: 8/10
Palato: 8/10
Total: 8/10

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Mensagempor beertruck » quarta set 13, 2006 17:55

bmxutos Escreveu:Se sempre encontrar os tais links, nós (pelo menos eu :wink: ) agradecemos.


Este não explica a história dos graus Plato mas explica a do alcoól.

http://www.ratebeer.com/Story.asp?StoryID=547


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Super Bock Cool

Mensagempor bmxutos » domingo set 24, 2006 22:55

Bom, apesar do mau tempo que esteve neste primeiro Domingo do Outono, resolvi dar uma volta com uns amigos e namorada e, às meias tantas, parámos num café para beber/comer qq coisa.

A minha atenção foi então chamada para uma das montras do café, onde surgia uma publicidade bem engraçada da Super Bock, com as diversas cervejas do seu portfolio, correpondendo cada uma a um dia da semana. Ao género 2ª tomamos a Green, 3ª a Stout e por aí fora.

Ao lado encontravam-se várias SB Cool que, confesso, apesar do meu grande amor pelas cervejas e por conhecer novos produtos, ainda não tinha experimentado. A curiosidade por novos produtos da SB tem esmorecido à medida que estes vão saindo... Mas, lembrando-me do que tinha acontecido com a defunta Cool Beer, tb da SB, que desapareceu um Verão sem deixar rasto e não me dando oportunidade de ficar com uma garrafa para a minha colecção, resolvi experimentar a nova Cool hoje. Vamos lá a ela!

Tal como com a Sagres Selecção ou, inicialmente, a Bohemia 1835, este tb é um produto especial, de edição limitada e, neste caso, vocacionado para o Verão. Portanto, coleccionadores, não se esqueçam de guardar uma garrafita, carica ou rótulo! Tem tb a característica de ter uma carica de abertura fácil, algo típico em muitas cervejas brasileiras mas completamente inovador por estas bandas.

Relativamente ao produto em si, o rótulo parece-me pouco conseguido. Tem o aspecto geral da família SB mas aquele amarelo no fundo vermelho não fica grande coisa. Percebo que queiram lembrar o sol e o Verão, mas tz existissem outras formas de o fazer.....

Quanto à cerveja em si, é mais uma desilusão da SB, para juntar à Abadia, Green e Tango. Impressionante. Parece que querem perder a liderança do mercado. Bom, não é pior que a Sagres Chopp, que me parece a concorrente mais directa, mas que não é uma boa cerveja e isso parece-me inquestionável!

Bom, não vou perder muito tempo com a análise desta cerveja até porque não há muito a dizer. Líquido muito claro, cor palha. Espuma branca e pouco viva, tendo em conta o género. Aroma algo estranho, com pouca presença de lúpulo e um adocicado proveniente de frutas, maioritariamente maçã. Quase que parecia uma Decider!!!
O sabor não tem nada. Aguado e sem qualquer caraterística que mereça ser destacada. Então quando a cerveja perde a vida, torna-se uma experiência penosa. Valha a verdade que é bastante referscante, mas só!

Apontei mais umas coisas mas, sinceramente, não tenho grande vontade de me alongar mto mais com esta cerveja. Resta ouvir a vossa opinião e deixar que o Verão passe por completo.

Já agora, se lançam uma pale lager especificamente para o Verão, porque não apostarem numa porter ou numa imperial stout para o Inverno?

Aparência: 4/10
Aroma: 3/10
Sabor: 2/10
Palato: 3/10
Total: 3/10

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Mensagempor chimay » segunda set 25, 2006 17:04

Pois... a Cool é uma grande porcaria. Quem está com muito calor e quer matar a sede bebe água. Quem quer uma cerveja a sério não bebe uma Chopp ou uma Cool; vai, no mínimo, para uma super bock ou sagres.
Aliás, espero que no próximo verão ja não haja nem uma nem outra. Modernices, tudo bem. Porcarias: não obrigadinho!


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Vapeur Vanille

Mensagempor bmxutos » sexta set 29, 2006 1:02

OK! Se fosse um jogo de batalha naval esta tinha sido três tiros na água! Confesso que me deixei ir atrás do rótulo mas o que posso dizer! Sou susceptível a rótulos engraçados e garrafas bonitas! esra é a 2ª prova que faço a esta cerveja e não diferiu muito da primeira.

Eis pois a Vapeur Vanille (também pode aparecer com a designação Vapeur Légère)! De origem belga, mais propriamente da vila de Pipaix, esta cerveja é elaborada pela Brasserie a Vapeur, da qual apenas conheço esta e a Saison de Pipaix, que é uma sazonal razoável. Ao escolhê-la fui mais levado pelo rótulo do que pelo conteúdo que pudesse existir na garrafa. A imagem de uma porca dançarina é, de facto, apelativa :D

5% ABV. Servi num copo de lager. A cerveja é cor de laranja, opaca, e apresenta uma espuma muito efervescente apesar de pequena e pouco duradoura. Algum aroma a frutos e fermento mas nenhuma presença de baunilha. Sente-se também alguma presença de citrinos, nomeadamente limão, a fazer lembrar algumas lambic. O sabor é dominado por especiarias, com forte teor amargo, chegando ao ponto de se tornar azedo (seria sinal de alguma infecção?). Mais uma vez nenhuma presença de baunilha. O final é bastante seco.

Conclusão: a garrafa vai ficar bem na minha colecção...

Aparência: 4/10
Aroma: 3/10
Sabor: 5/10
Palato: 4/10

Total: 4/10

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mitos
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Mensagempor mitos » sexta set 29, 2006 12:25

mas de facto tem q se concordar q é um dos rotulos mais giros q se viu

pena a cerveja nao ser a condizer


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Mensagempor bmxutos » domingo out 08, 2006 23:54

A companhia para hoje proveio de uma Marston's Strong Pale Ale, que adquiri à cerca de um mês, após o beertruck ter dado a dica que se encontravam à venda no ECI algumas cervejas daquela firma.

Tenho de admitir que não sou um grande fã das Marston's, antes pelo contrário. Apesar de ser uma marca centenária, após a sua compra, em 1999, pela Wolverhampton & Dudley, os produtos decaíram um pouco de qualidade. Ora, se esta já não era de muito alto nível....

A garrafa é bem bonita e o rótulo, apesar de sóbrio, acompanha bem o conjunto. Tinha 0,5 litros de Pale Ale pela frente! :shock:

Com teor alcoólico de 6,2%, esta English Strong Ale apresenta uma cor bonita, tipo laranja escura quase a fugir para o acobreado. Servi num copo de Orval (o meu copo preferido!) apesar de um pint também ser uma opção. A espuma apresentou-se forte, branca, mas algo volátil. De aspecto claro e pouco carbonatada, esta cerveja enferma de alguns males, a começar pelo aroma, pouco intenso e com pequnas notas de malte, caramelo e um pouco e lúpulo. De corpo muito leve e sabor incaracterístico, algo frutado, salva-se o final seco e amargo, que nos faz pensar em qual o sentido de produzir uma cerveja destas de meio litro. Para uma pessoa é demais e, sinceramnete, não seria isto que serviria aos meus amigos pelo que para duas ou mais pessoas acaba por ser um desperdício!

Conclusão: como se diz em inglês, "bland and thin", sem grande história para contar. Fica na retina a bonita garrafa e a cor. A falta de complexidade deixa que o álcool "apareça" mas sem que, com isso, a bebida ganhe algo de muito positivo. Um pouco mais de malte talvez lhe trouxesse mais doçura e o carácter necessário a uma Strong Ale.

Aparência: 6/10
Aroma: 5/10
Sabor: 5/10
Palato:5/10

Total: 5,25/10

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Mensagempor bmxutos » terça out 17, 2006 23:15

Boa noite!

Vou-me ausentar do país e, como consequência, do fórum e do site por pouco mais de duas semanas. Espero que, entretanto, o pessoal que por aqui vai passando continue a conversar e a trocar as experiências cervejeiras que vão tendo. Nos últimos tempos isto não tem andado muito mexido, mas espero que, apesar de eu não estar presente, não deixem isto parar por completo. Não é por eu administrar o fórum mas ficava mesmo com pena se isso acontecesse...

Passando à frente, neste último dia por terras lusas mandei abaixo.. uma belga. O que querem? Tenho um fraquinho pelas cervejas deste país... :P
E para me despedir em grande bebi uma das minhas Top10. Top10 talvez não mas Top20 é de certeza: a Gulden Draak. Elaborada pela Brouwerij Van Steenberge, esta excelente cerveja vem numa daquelas garrafas brancas a imitar cerâmica. No encontro que tivemos do CdM, tinha comentado com o mitos que gostava bastante do aspecto destas garrafas, ao que parece precisamente ao contrário dele... :)

Recapitulando, a Gulden Draak vem numa garrafa de 33cl, branca, com rótulo de fundo preto com um dragão dourado estampado. Acho que já tinha esta garrafa desde o Verão do ano passado, bem guardadinha para não ter uma decepção quando a abrisse! Lá fui buscar o meu copo Orval e toca a servi-la! Esta Triple apresenta cor escura, castanha, opaca, encimada por uma espuma fabulosa, extremamente cremosa e de cor creme. Aroma doce, maltado, com algum caramelo e especiarias (género cravo-da-Índia). A presença do álcool é notória, quase fazendo lembrar um bom whisky de malte. Também não é para menos: os 10,5% ABV desta cerveja trazem prazer e felicidade mas exigem contenção e discernimento. As especiarias, os frutos secos (maioritariamente passas) e o caramelo do sabor envolvem-nos num turbilhão de sensações e emoções. A (pequena)presença de lúpulo no fim dá o toque final necessário a uma cerveja muito equilibrada, a que apenas um pouco de gás a mais retira a penitude da excelência.

Conclusão: não há muito a concluir. Fica apenas um forte conselho no sentido de, no caso de se cruzarem com ela, não desaproveitarem a oportunidade e saborearem o que o saber e a técnica juntos podem originar!

Aparência: 8/10
Aroma: 8/10
Sabor: 8/10
Palato: 8/10

Total: 8/10

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Mensagempor bmxutos » segunda nov 13, 2006 22:44

Tendo regressado recentemente de Itália, não posso deixar de abordar uma cerveja deste país. E para o efeito, escolhi uma das lagers de maior circulação: a Nastro Azzurro, da Peroni (SABMiller).

Muito publicitada no seu país de origem, a Nastro também obteve alguma projecção internacional devido aos muitos sucessos motociclisticos do Valentino Rossi, que durante bastante tempo apareceu nas conferências de imprensa com um boné desta companhia. No entanto, fora de Itália, apenas os mais interessados a conhecem, um pouco à imagem do que acontece com as nossas Sagres e Super Bock que não são muito famosas no exterior.

Bom, voltando à Nastro Azurro, é de referir que o conjunto garrafa/rótulo não é nada de excepcional, sendo que as cores predominantes são o dourado e o azul. Com 5,1% de álcool, esta Premium Lager (assim o dizem eles) veio numa garrafa de 33cl e servi-a num copo tipo lager.
De cor amarelo-palha, produziu pouco gás e quase nenhuma espuma. Muito mau início para uma cerveja deste género.... A continuação não foi melhor: o aroma é predominantemente lúpulo e pouco mais. Quanto ao sabor, é bastante amargo e monótono, tendencialmente mais agressivo que a maior parte da suas compatriotas. O final é, mais uma vez, amargo e seco.

Conclusão: boa para matar a sede mas igual a centenas de outras pils que circulam por aí....

Aparência: 4/10
Aroma: 3/10
Sabor: 4/10
Palato: 5/10

Total: 4/10

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Mensagempor bmxutos » quarta nov 22, 2006 23:22

Este é um dos maiores "barretes" que apanhei mas bom, como diz o povo, quem anda à chuva molha-se. Ou seja, quem compra muitas marcas de cerveja diferentes arrisca-se a apanhar algumas menos boas. Esta, no entanto, deixou-me especialmente aborrecido pois veio de Itália. Logo, retirou espaço na bagagem a uma outra que até poderia ser bastante boa, o que, conhecendo vagamente a cerveja italiana, seria difícil...

Eis pois a Prinz Brau Lager duma empresa que é a Prinz Brau e que, pelo que consegui descobrir, só produz esta marca!!! É uma típica cerveja de supermercado, similar a qualquer cerveja de produto branco. Mazinha e difícil de acabar, muito ao nível da Bud ou Miller, que devem ser as piores cervejas que já bebi. De cor amarelada, quase não apresentou espuma ou gás. Eventualmente, a viagem não lhe fez bem mas as outras que já experimentei não me pareceram sofrer quaiquer alterações! O aroma denota uma ligeira presença de lúpulo e nada mais. O sabor é doce, a milho e algo metálico, extremamente aguado. Apenas razoável para matar a sede dado o baixo nível de álcool (3,5%) e o preço (cerca de 50 cêntimos)

Conclusão: uma cerveja cheia de nada!!!

Aparência: 2/10
Aroma: 3/10
Sabor: 2/10
Palato: 3/10

Total: 2,5/10

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Mensagempor bmxutos » quarta dez 27, 2006 0:10

Não sei se já tinha dito isto algures mas a De Dolle Brouwers é uma das minhas empresas cervejeiras preferidas. Esta pequena cervejaria belga faz inúmeras cervejas de alto gabarito, como são exemplos a Boskeun, a Lichtervelds Blond, a Oerbier, a Dulle Teve 10º (Mad Bitch) ou a Stille Nacht (uma cerveja de Natal). Deste modo, sempre que experimento uma cerveja desta marca sei que muito dificilmente irei ficar desiludido.

Era por isso que partia com grandes expectativas para a prova da Arabier. E por pouco não me sucedia a primeira desilusão com esta companhia....

O rótulo é engraçado, algo infantil como o da Boskeun mas, ainda assim, atractivo. Garrafa de 33cl. Servi-a num copo da Chimay.

Pelo que já mencionei, tinha grandes expectativas para esta Arabier, até por ter experimentado recentemente a Boskeun e ter adorado. Ambas estão dentro do estilo Belgian Strong Ale, muito próximas de uma Tripel e têm a mesma percentagem de álcool: 7%

É uma cerveja de cor âmbar/alaranjada, algo turva, tendo apresentado algum sedimento apesar do cuidado com que a servi. Produz uma espuma imensa, cremosa e com excelente retenção. O primeiro pequeno senão surgiu no aroma: um ligeiro toque a vinagre que não me pareceu nada natural. De resto, forte presença de especiarias e frutas cítricas.
O sabor é bastante complexo mas não tão intenso como o da Boskeun. Para além do mais, parece-me excessivamente carbonatada, o que não ajuda à degustação dos diversos ingredientes presentes. Mais para o amargo do que para o doce, o sabor é novamente dominado por especiarias e algumas frutas, destacando-se outra vez os citrinos e um ligeiro toque de maça. O final é bem seco e algo alcoólico.

Conclusão: não deixa de ser uma cerveja muito boa mas, tendo bebido a Boskeun tão recentemente, não posso deixar de as comparar e considerar esta Arabier claramente inferior. Todavia, na gama em que se insere, está certamente na metade superior!

Aparência: 8/10
Aroma: 6/10
Sabor: 6/10
Palato: 8/10

Total: 7/10

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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » quarta jan 03, 2007 0:14

Se por acaso se cruzarem com umas cervejas chamadas Salitos à venda nos hipermercados Continente e, presumo eu, em outros pontos de venda, fujam, tal como se diz que o diabo foge da cruz!!! :evil:

Má, péssima, horrível... acho que já perceberam aonde quero chegar.... Um grande tiro no pé da Krombacher. Nem me vou dar ao trabalho de classificá-la!!!! :!:


mitos
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Mensagempor mitos » quarta jan 03, 2007 9:47

muito obrigado plo aviso, é de amigo ;-)


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Bush Noel

Mensagempor bmxutos » quinta jan 25, 2007 22:42

Conforme prometido, aqui fica a minha modesta opinião sobre uma das mais conhecidas cervejas de Natal, a Bush Noel, que em muitos países também é vendida como Scaldis Noel.

Garrafa de 25cl., suficiente para a prova mas insuficiente para o apreciador! :) Rótulo bem festivo, em azul e vermelho, com um toque de brilhantinas para animar mais o conjunto. Servi-a num copo Duvel, suficiente para a deixar "crescer".

Esta não é uma cerveja para se tomar de ânimo leve, apesar de isso ser perceptível desde o início, já que os 13% estão bem patentes quer no aroma quer no sabor. E se isso não chegasse, bastaria saber que é um produto da Dubuisson, algo que nos deveria colocar logo em sentido!

Ao servir mostrou ter cor âmbar e uma bonita espuma, beige e cremosa. Na garrafa existiam algumas partículas em suspensão.

No nariz apresentou características a caramelo, algumas especiarias e malte torrado, o que lhe dá uma tendência algo doce mas nada enjoativa. O álcool vem em seguida, facto destacado pelo aumento da temperatura da cerveja. Aroma complexo mas com os diversos elementos bem perceptíveis. Apesar de tudo, fica um pouco aquém da qualidade do sabor.

Este último é dominado pelo malte, notas de café e algumas frutas, nomeadamente passas. Excelente corpo e forte presença de álcool, apesar deste nunca se sobrepor aos outros companheiros. Digamos que é uma dança equilibrada. Por falar em equilibrio, quem tenha a oportunidade de beber esta creveja tem de se preocupar com ele, dado que, apesar de pequena, teima em nos apanhar desprevenidos, sendo que só lhe damos o devido valor quando nos levantamos..... :) O lúpulo dá umas excelentes notas a especiarias ao final desta cerveja.

Conclusão: garrafa bonita, bom conteúdo, pena o preço! Sinceramente já não me lembro quanto paguei por esta cerveja, pois já a tinha guardada há cerca de 1 ano. Mas lembro-me que na altura achei um exagero. Mas sendo eu um fã incondicional da Bush normal, tinha de experimentar esta Noel. E não fiquei desapontado. Digamos que a colocaria ao nível da também natalícia Stille Nacht, da De Dolle Brouwers. Para além do mais, é uma cerveja que vai lindamente com um cabrito assado no forno!!!

Aparência: 8/10
Aroma: 6/10
Sabor: 8/10
Palato:8/10

Total: 7,5/10

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Mensagempor beertruck » sexta jan 26, 2007 17:16

Uhmmm... Já ía uma... Compraste-a cá? Acho que nunca a vi no ECI...

Por falar em cabrito assado no forno, esse bicharoco tb vai muito bem com uma Chimay Azul. Comecei o ano em grande bebendo, no dia 1 de Janeiro, uma Chimay Grand Reserve 2006 (75cl) a acompanhar o dito cujo. Pena a garafa não ter mais uns 25cl...


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bmxutos
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Mensagempor bmxutos » sexta jan 26, 2007 18:31

beertruck Escreveu:Uhmmm... Já ía uma... Compraste-a cá? Acho que nunca a vi no ECI...

Por falar em cabrito assado no forno, esse bicharoco tb vai muito bem com uma Chimay Azul. Comecei o ano em grande bebendo, no dia 1 de Janeiro, uma Chimay Grand Reserve 2006 (75cl) a acompanhar o dito cujo. Pena a garafa não ter mais uns 25cl...


Acho que com cabrito asado tudo vai bem!!! :P

Não, não a comprei cá! É uma foreigner. Mas algo me diz que o Pai Natal é capaz de trazer uma para ti.... :wink:

Abraço,

Bruno
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Mensagempor beertruck » sexta jan 26, 2007 19:01

bmxutos Escreveu:
beertruck Escreveu:Uhmmm... Já ía uma... Compraste-a cá? Acho que nunca a vi no ECI...

Por falar em cabrito assado no forno, esse bicharoco tb vai muito bem com uma Chimay Azul. Comecei o ano em grande bebendo, no dia 1 de Janeiro, uma Chimay Grand Reserve 2006 (75cl) a acompanhar o dito cujo. Pena a garafa não ter mais uns 25cl...


Acho que com cabrito asado tudo vai bem!!! :P

Não, não a comprei cá! É uma foreigner. Mas algo me diz que o Pai Natal é capaz de trazer uma para ti.... :wink:

Abraço,

Bruno
CervejasDoMundo.com


Sempre acreditei no Pai Natal :lol:


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Super Bock Twin Pêssego

Mensagempor bmxutos » quarta fev 21, 2007 17:40

Bom, finalmente tive oportunidade de experimentar a Super Bock Twin Pêssego, uma cerveja sem álcool com sabor, uma raridade em qualquer parte do mundo! Também já tenho para experimentar a Twin Preta sem álcool, concorrente directa da "irmã" Cheers Preta sem álcool e da Jansen Preta sem álcool. Mas essa fica para uma outra altura.

Voltando à Twin Pêssego, confesso que não andava à procura dela, mas ao olhar para as prateleiras do supermercado e verificando que já tinha experimentado tudo, foi uma agradável surpresa deparar-me com este novo produto da Unicer.

O aspecto é o típico da família Super Bock, em tons de laranja, nada de muito apelativo mas também não completamente desagradável.

Foi com uma certa relutância que parti para esta prova, não só por ser uma cerveja sem álcool mas, acima de tudo, por adicionar um sabor. Não que isso seja um problema à partida já que, como referi por diversas vezes no CdM, gosto bastante de Lambics e outras cervejas com fruta. No entanto, já tive experiências muito desagradáveis neste último estilo e logicamente, se lhe retirarmos o álcool, é bem possível que o produto final fique ainda pior!

A garrafa é de 33cl e servi num copo tipo pint, embora um pouco mais pequeno. Half pint, diria. Mal se abre a garrafa somos atingidos por um forte aroma a alperce (mais do que pêssego, curiosamente) que deixou algumas reminiscências ácidas.

Apresentou cor amarela com uma espuma média, com pouca retenção e muito volátil. A pouca presença de CO2 e a respectiva cor fazem com que, a determinada altura, pareça que estamos a beber um Ice Tea. Aliás, admito que a aparência desta bebida foi talvez o aspecto mais negativo que descortinei. De facto, a partir daqui fiquei agradavelmente surpreendido! Não que tenha achado uma boa cerveja. Pode-se mesmo pôr a questão de estarmos em presença de uma cerveja. Mas admito que estava à espera de algo muito pior!

Em frente! O aroma é bastante suave, a pêssego/alperce, ligeiramente ácido e, acima de tudo (e louve-se isso) pouco doce. Apercebemo-nos logo que estamos em presença de uma soft drink, dada a quase completa impossibilidade de detectarmos qualquer fundo de malte ou lúpulo no aroma e na bebida.

Tal como o aroma, o sabor é muito suave, apesar da sensação de artificial no final de cada gole. É de destacar o carácter refrescante desta bebida, muito devido ao facto de ser, em geral, pouco doce. Nos ingredientes constata-se a existência de milho e de 10% de sumos de frutas (pêssego, pêra e maçã). Aliás, a maçã também é bem perceptível no sabor, tal como o pêssego. O corpo é muito leve, como seria de esperar e a presença de gás parece-me adequada.

Enfim, trata-se de um produto vocacionado para um nicho de mercado, que procura atrair pessoas que habitualmente não bebem cerveja, eventualmente senhoras e pessoas que não costumam consumir álcool. Para além do mais, com as pesadas multas e um maior controlo nas estradas, estes produtos low-alcohol acabam por ser uma excelente aposta das cervejeiras. Infelizmente, ainda estão muito longe das cervejas ditas normais mas, aos poucos e poucos, vão-se criando produtos cada vez mais interessantes.

Só para concluir, devo dizer que as pessoas que estavam comigo e que experimentaram esta bebida, acabaram por gostar dela, nomeadamente a minha namorada. É claro que nenhuma delas é uma profunda conhecedora de cerveja mas, para o que a Unicer se propõe, parece-me ser mesmo este tipo de pessoas que a empresa quer atingir.

Aparência: 2/10
Aroma: 3/10
Sabor: 5/10 (dei mais uns pontitos por sugestão da minha namorada :wink: )
Palato: 3/10

Total: 3,25/10

P.S: mais logo tiro uma foto à garrafa e ponho-a aqui.


Beer-fan
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Mensagempor Beer-fan » quarta fev 21, 2007 18:24

Quase que me deixaste curioso em relação a cerveja de pessego. Agora só falta ganhar coragem!!! :mrgreen:


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Escaravelho
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Mensagempor Escaravelho » quarta fev 21, 2007 18:35

Boa review. Também me deixaste curioso de provar a cerveja, mas acho que mesmo assim vou passar. Estou já demasiado causticado por más experiências com cervejas idênticas que nem sequer consegui acabar (Tangos, Greens e afins). Por mais que queira ser desprovido de preconceitos e aberto de espírito neste caso não consigo. :lol:


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Rasec
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Mensagempor Rasec » quarta fev 21, 2007 19:15

Essa cerveja tem um aspecto que é inovador em Portugal, e no mundo não devem existir muitas, que é o facto de ter 0,0% de álcool.

Todas as outras cervejas sem álcool em Portugal apresentam +/- 0,45% de álcool na sua composição.


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